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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

24
Mai20

Borboleta melanargia-comum ("Melanargia lachesis")

Arca de Darwin

Na Península Ibérica o género Melanargia tem cinco espécies (nesta página do projecto espanhol Taxofoto encontra uma óptima descrição das diferenças entre elas). Aqui na Arca já falámos da ameaçada M. occitanica, e agora é a vez desta M. lachesis, espécie conhecida por melanargia-comum e branca-preta-comum.

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A envergadura é de 50-58 milímetros.

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Vive em prados e terrenos incultos de Portugal, Espanha e França.

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Voa entre Maio e Agosto.

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Pertence à família Nymphalidae. Tirei estas fotos na EBIO de Fontelas, Loures.

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20
Mai20

Douradinha-silvestre ("Thymelicus sylvestris")

Arca de Darwin

A bonita borboleta da primeira fotografia é um macho da espécie Thymelicus sylvestris, ou douradinha-silvestre. A risca preta que se vê na superfície superior da asa direita chama-se mancha androconial, e é por onde os machos segregam o odor que atrai as fêmeas. Outra característica desta espécie (e que permite distingui-la das outras duas espécies deste género que existem em Portugal: a T. acteon e a T. lineola) é que as extremidades das antenas são cor de laranja (na última foto esta característica não é clara, pelo que pode tratar-se de um indivíduo de uma das outras duas espécies).

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A douradinha-silvestre tem uma envergadura de 26 a 30 milímetros.

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É uma espécie comum em Portugal, gosta de prados floridos e o adulto voa de Abril a Agosto.

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13
Mai20

Orquídea Erva-abelha («Ophrys apifera»)

Arca de Darwin

O Jardim Rio da Costa em Odivelas tem um percurso de cerca de 1800 metros, com vegetação de ambos os lados. Passo lá muitas vezes, mas ontem, pela primeira vez, encontrei uma orquídea selvagem: a erva-abelha (Ophrys apifera).

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Como o nome indica, é polinizada por abelhas.

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A floração ocorre entre Março e Junho.

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Mede entre 20 a 50 centímetros de altura (pode chegar aos 70 cm) e cada planta pode ter 3 a 10 flores. Os lóbulos laterais do labelo são bastante peludos. As sépalas são rosadas com uma linha verde média.

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07
Mai20

Na berma da estrada

Arca de Darwin

Junto à minha casa as roçadoras já reduziram todos os espaços verdes a apenas relva. Nesta estrada, que fica mais afastada e até talvez noutra freguesia, as bermas ainda vibram com vida. A imensa variedade de plantas salta à vista. Um olhar mais pausado regista uma também imensa variedade de insectos (muitos dos quais servirão de alimento a várias aves, répteis e mamíferos), entre os quais várias espécies de borboletas e de abelhas. Estas últimas têm sofrido um declínio mundial bastante acentuado, e por todo o lado se multiplicam iniciativas para as salvar. A abolição de pesticidas e herbicidas na limpeza urbana e a plantação/manutenção de matos floridos são medidas que geralmente figuram nos planos de acção destas iniciativas.

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14
Abr20

Viagem através das cores

Arca de Darwin

Estava a remexer no baú digital de fotografias e encontrei estas de Lisboa tiradas em dois ou três dias diferentes antes da quarentena. Juntas, evocam várias características que tornam esta cidade tão única. A mais evidente é a cor de Lisboa.

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Tal como a Lisboa das colinas é porosa, com as ruas a desaguarem umas nas outras através de arcos e escadarias, nesta sequência de imagens também a cor corre de uma fotografia para outra, acabando por se transformar ou dissolver. As duas cores talvez mais abundantes lembram a ligação natural à terra: o amarelo-ocre e o vermelho-almagre das argilas. Mas é o diálogo do rio com o sol que banha a cidade com a sua luz única. Luz e sombras, esculpidas pelo relevo das colinas. Ia terminar a série com a penúltima imagem, a do banco com as duas almofadas, mas o vazio lembra demais a quarentena. Assim, resolvi acrescentar uma vista ao longe, onde o mosaico de cores ― simboliza também a mescla cultural que compõe a cidade ― se torna evidente. Em breve, lá estaremos.

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