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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

25
Jan22

“A Bordadeira”, em Óbidos

Arca de Darwin

O mural “A Bordadeira”, que se encontra à entrada de Óbidos, junto ao aqueduto, retrata Maria Adelaide Ribeirete (1905–2008), que nos anos 40 se inspirou no tecto da Igreja de Santa Maria para criar os famosos Bordados de Óbidos.

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“A Bordadeira” é uma criação de 2020 da dupla DAFLA, formada pelas obidenses Daniela Fortunato e Flávia Martins, que utilizou a cal com o objectivo de valorizar a tradição.

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12
Jan22

As ondas gigantes da Nazaré

Arca de Darwin

Há muito que desejava ver ao vivo as portentosas ondas da Nazaré. A meteorologia anunciava ondas gigantes para a praia do Norte nos dias 7, 8 e 9 de Janeiro. A previsão aconselhava uma visita no dia 8. Infelizmente, só pude ir no dia 9. Esta foi a primeira tentativa para as ver.

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Chego à Nazaré na manhã do dia 9. À medida que desço a estrada do Farol e me aproximo do Forte de São Miguel Arcanjo reconheço a paisagem que já vira tantas vezes em fotografias e na televisão: o forte e o farol lá em baixo, a multidão, as ondas enormes e belas, mas, neste momento, não gigantes.

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O tempo vai passando e não há sinais dos surfistas. Olho em volto e vejo muita gente que claramente já ali havia estado antes: trouxeram gorros, luvas, e cadeirinhas de lona dobráveis.

Por fim, as ondas parecem estar a aumentar.

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Quando as primeiras motas de água deixam o porto de abrigo a expectativa cresce. As motas vão e vêm. Os pilotos guiam-nas de um lado para o outro a percorrer os topos das ondas, mas os surfistas não se apeiam. «Hoje o mar não está bom», diz um senhor ao meu lado, resignado, mas com o alento de quem sabe que a temporada das ondas gigantes só termina em Março.

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Tiro mais algumas fotos. As ondas que hoje se elevam sobre o canhão da Nazaré podem não ser gigantes como as que assolaram a praia no dia anterior, mas são extremamente fotogénicas.

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10
Jan22

Lagoa de Óbidos

Arca de Darwin

Como estava de passagem pela zona, fiz uma visita curta e não planeada à Lagoa de Óbidos. Só percorri uma pequena parte da ponta sudoeste, conhecida como Braço do Bom Sucesso, mas valeu bem a pena — pelo sossego, pelas paisagens, pelas várias espécies de aves que se alimentam nas águas rasas (como a garça-real e os flamingos-comuns das fotos em baixo).

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A Lagoa de Óbidos situa-se nos concelhos de Óbidos e Caldas da Rainha, e é o sistema lagunar mais extenso da nossa costa: tem um comprimento máximo de 4,5 quilómetros, uma largura máxima de 1,8 quilómetros, e ocupa uma área de 6,9 quilómetros quadrados.

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É uma zona com enorme diversidade de avifauna (o site Aves de Portugal contabiliza cerca de 40 espécies) e de peixe e marisco (o site da Câmara Municipal de Óbidos refere a presença de robalo, linguado, solha, rodovalho, dourada, choupa, tainha, enguia, polvo, amêijoa, berbigão, mexilhão, camarão, caranguejo-verde...). Os barcos típicos da actividade pesqueira na lagoa são as bateiras.

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05
Jan22

Falso-chapéu-da-morte (“Amanita citrina”)

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A Amanita citrina é conhecida por amanita-citrina, falso-chapéu-da-morte ou falsa-cicuta-verde, e está na lista dos cogumelos “comestíveis”.

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Embora, tecnicamente possamos comê-la (contém a toxina alfa-amanitina, mas em quantidades que não causam efeitos sensíveis aos humanos), o palato e a prudência aconselham a que não o façamos.

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No primeiro caso, a justificação é o seu sabor extremamente desagradável.

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No segundo, e tal como dois dos nomes comuns indicam, a justificação é a possibilidade de a confundirmos com a nossa já conhecida e letal Amanita phalloides, baptizada cicuta-verde ou chapéu-da-morte. O chapéu da A. citrina não é tão esverdeado quanto o da A. Phalloides, mas é o suficiente para ostentar o epíteto específico citrina, embora em alguns casos tenda mais para branco.

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O chapéu começa por ter a forma de um globo, depois passa a convexo e, por fim, aplana. Mede entre 4 e 10 centímetros de diâmetro. A cutícula não tem margens estriadas e está coberta por escamas que nestes exemplares têm cor de bolacha Maria.

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O pé é branco ou amarelo-pálido, é comprido e estreito. O anel é estriado. A volva é esférica e esbranquiçada.

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Ocorre sobretudo no Outono e está associada a variadas espécies de árvores: pinheiros, castanheiros, sobreiros...

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20
Dez21

Até para o ano, Outono!

Arca de Darwin

Hoje é o último dia (completo) de Outono. O Inverno começa amanhã (mas claramente não recebeu o memorando e chegou um dia adiantado), dia 21 de Dezembro, às 15h59, altura em que ocorre o Solstício de Inverno, ou seja, quando o Sol se encontra mais a sul. Esse será o dia mais curto do ano e, consequentemente, a noite mais longa.

Para já, despedimo-nos do Outono:

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