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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

25
Jul12

Fotógrafo da Natureza

Arca de Darwin
A Arca tem o enorme prazer de apresentar mais um post convidado, desta vez a cargo do biólogo Joaquim Pedro Ferreira, especialista em conservação do gato-bravo (Felis silvestris), com mestrado (2003) e doutoramento (2010) nesta temática. Ele é também um excelente fotógrafo da natureza. Por isso pedi-lhe que elegesse uma imagem entre as milhares que já tirou, e que nos contasse a história por trás dela. A foto eleita - fantástica - e a explicação encontram-se no próximo post. 

Foto cedida

Enquanto fotógrafo o Joaquim já realizou exposições sobre morcegos, lobos e águias-de-Bonelli; publicou trabalhos em revistas como a Fórum Ambiente, Cortiçol e Tribuna da Natureza; e editou vários livros, como Cães de gado, Lobos de Portugal e Lontras em Portugal. Actualmente está a fazer uma pós-graduação em Divulgação da Ciência, na Universidade de Aveiro.Obrigado Joaquim!
24
Jul12

Tall Ships Race 2012

Arca de Darwin

A Tall Ships Race 2012 esteve em Lisboa entre 19 e 22 de Julho. Nesse período, centenas de milhares de pessoas visitaram os navios atracados na margem do Tejo. Este foi um evento singular, mas um dos aspectos positivos deste século em Portugal é o esforço de requalificação das zonas ribeirinhas, devolvendo o usufruto dos rios às populações.

Quanto aos veleiros, aqui fica uma galeria que inclui imagens da partida.

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22
Jul12

A "cabra" voadora

Arca de Darwin
O som que a narceja-comum (Gallinago gallinago) produz durante o período de reprodução levou a que as gentes serranas a apelidassem de cabra-do-ar e cabra-do-monte.

Esta pequena limícola – é pouco maior do que um melro – é principalmente invernante, mas também existe uma população nidificante (criticamente em Perigo, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal) na Serra do Barroso, Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Alimenta-se de invertebrados que detecta com o longo bico na lama ou na turfa. É uma espécie cinegética.
20
Jul12

Tapada de Mafra

Arca de Darwin
Espreitem a nova galeria “Tapada de Mafra”, em Lugares.

No post Geração Indoor referi os efeitos positivos do contacto com a natureza no desenvolvimento das crianças, nomeadamente na capacidade de aprendizagem, auto-estima, criatividade, sociabilidade e saúde. Ora a Tapada Nacional de Mafra, entre a Ericeira e Lisboa, é local privilegiado para passear em família e observar com facilidade espécies de animais de grande porte em semi-liberdade, como veados, gamos e javalis. No entanto, e como escreveu o biólogo e escritor Mia Couto, “a natureza não tem pequenos”, isto é, as espécies de menor porte também são belas e possuem características interessantes. E na Tapada há muito para ver, como gaios, rabirruivos-pretos e trepadeiras, borboletas e gafanhotos, coelhos e cavalos, cobras-de-água e lagartixas-do-mato, rãs-verdes e relas. As espécies de árvores estão devidamente identificadas através de placas informativas.

A Tapada tem uma série de actividades para quem a visita: passeios de comboio, passeios pedestres (vários percursos com diferentes graus de dificuldade), passeios a cavalo, BTT, visitas ao amanhecer, visitas ao anoitecer, jogos tradicionais, festas de aniversário, passeios a cavalo, museu de caça, falcoaria, etc.. Entre os vários passeios aconselho um percurso pedestre, que passe por vários habitats, de modo a desfrutar com tempo de cada paisagem e ser vivo que se cruze no seu caminho. Um dos encantos de passear a pé na Tapada é desfrutar apenas da natureza, e não ser agredido por carros, prédios, pessoas, anúncios, ou outra qualquer poluição sonora ou visual inerente às cidades.

 

A Tapada é também uma Zona de Caça Nacional. A caça selectiva é necessária para controlar as populações de cervídeos e de javalis em áreas fechadas, de modo a preservar o bom estado de saúde dos animais, e a proteger o coberto vegetal.

18
Jul12

Via verde para os eucaliptos

Arca de Darwin

Mais fogos, menos biodiversidade, menos empregos, menos riqueza. Estes são os mais do que prováveis resultados de uma proposta inconcebível da Autoridade Florestal Nacional, que dá luz verde à plantação de eucaliptos. Trata-se da de revisão do actual regime que regula a aprovação, autorização ou licenciamento de acções de arborização e rearborização.

A Liga para a Protecção da Natureza já reagiu em comunicado:

- “A recente proposta (…) abre a porta à liberalização das plantações de eucalipto, ignorando que estes péssimos investimentos têm contribuído para as piores estatísticas de incêndios da Europa e para a degradação generalizada da paisagem florestal em Portugal. É uma proposta indigna para um país desenvolvido, que submete os interesses da sociedade aos interesses privados de alguns proprietários e das empresas de celulose”.

A Quercus também:

- “A Quercus apela ao Governo e à Assembleia da República para a necessidade de promover profundas alterações a esta proposta legislativa, para que não aumente mais a pressão sobre a floresta autóctone, e alerta desde já todas as entidades nas diversas fileiras florestais para a ameaça da aprovação desta legislação”.

Sobre este assunto, vale a pena ler esta crónica de Daniel Oliveira intitulada Eucaliptar Portugal, no Expresso.

Se a proposta for aprovada é, além do já referido, “um convite ao crime”, como diz Daniel Oliveira.

18
Jul12

O que anuncia a andorinha?

Arca de Darwin
As expressões que associam a andorinha à Primavera existem há muito. Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) cita o provérbio mais famoso entre nós em Ética a Nicómaco: “Tal como uma andorinha ou um dia não faz a primavera, um dia ou um curto espaço de tempo não faz um homem afortunado ou feliz”.

Frederico de Brito, Francisco Viana e Américo dos Santos escreveram que “Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera”, fado interpretado por Carlos do Carmo.

No entanto, também se diz que “Uma andorinha não faz o Verão”, quando se quer referir que “nada se pode concluir através de um só exemplo”, como refere Orlando Neves no livro Diccionário de expressões correntes (Editorial Notícias, 1998).No caso da andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) – na imagem – os primeiros indivíduos chegam a Portugal a partir de Fevereiro e ficam até Outubro.