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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

30
Nov12

Espanha - Sacarrabos

Arca de Darwin
Sacarrabos (Herpestes ichneumon), um carnívoro que também pertence à fauna portuguesa. 1972.

O nome comum deve-se ao comportamento das crias, que seguem a mãe em fila-indiana, cada uma com o focinho por baixo da cauda da que a precede. Introduzido na Península Ibérica pelos árabes, habita matagais mediterrânicos, com subcoberto bastante denso e, em geral, nas proximidades de linhas de água.
30
Nov12

Toda a diferença

Arca de Darwin
(...) Two roads diverged on a yellow wood, I took the one less traveled by, And that made all the difference.

Robert Frost* inThe road not taken

Sintra

(...) Num bosque amarelo, duas estradas divergem. Segui a menos viajada. E isso fez toda a diferença.

* poeta norte-americano (1874-1963). Foi o primeiro autor a vencer quatro vezes o prémio Pulitzer. Do seu A Boy’s Will, W. B. Yeats disse ser “a melhor poesia escrita na América desde há muito”.

28
Nov12

Capuz-de-frade

Arca de Darwin
O período de floração do capuz-de-frade (Arisarum simorrhinum), planta também conhecida por candeias, começa em Setembro e prolonga-se até Dezembro. O nome comum da espécie deve-se à forma da espata (bráctea foliar com cerca de 4 cm que protege as flores masculinas e as femininas), cuja abertura lembra o capuz de um frade. 

Prefere áreas até 500 metros de altitude, onde ocupa vários biótopos: terrenos cultivados; margens de linhas de água; clareiras de matos e bosques, fendas de afloramentos rochosos; etc..

26
Nov12

Periquitão-de-cabeça-azul

Arca de Darwin
A Arca inaugura hoje a categoria “Exóticas”. “Uma espécie Exótica ou Não Indígena é a que ocorre num território que não corresponde à sua área de distribuição natural”, explica o site do Instituto para a Conservação da Natureza (ICN - com mais F ou menos B). E acrescenta: “A introdução de espécies não indígenas é considerada uma das principais causas de perda de biodiversidade”.

Periquitão-de-cabeça-azul. Quinta das Conchas

Isto porque as exóticas podem tornar-se invasoras e substituir nos ecossistemas as espécies indígenas. Exemplos? Em Portugal são bem conhecidas as pragas de várias acácias, ou mimosas (Acacia sp.) e de chorão-das-praias (Carpobrotus edulis). Lá fora, casos emblemáticos são a introdução intencional de perca-do-nilo. no Lago Vitória, que provocou a extinção de mais de 200 espécies indígenas, e a invasão acidental da ilha de Guam pela cobra-castanha-das-árvores, com a consequente desaparecimento de 10 das 12 espécies indígenas de aves e de várias espécies de mamíferos e de répteis.

Para já, o Periquitão-de-cabeça-azul (Aratinga acuticaudata) – não confundir com o mais abundante e estridente periquito-de-colar – está longe do estatuto de Invasor. Há observações pontuais em Évora e Faro, mas é em Lisboa que a espécie prospera. Originário da América do Sul, e fugido de uma qualquer gaiola, as primeiras observações remontam a 1998, no Jardim da Estrela, onde existiam pelo menos sete indivíduos, como refere Rafael Matias no livro Aves exóticas que nidificam em Portugal Continental (2002). Em 2007 figurava na categoria E3 da Lista Sistemática das Aves de Portugal Continental (publicada no Anuário Ornitológico), ou seja, a de “espécies observadas de forma ocasional sem indícios de reprodução”. A verdade é que o periquitão-de-cabeça-azul é já presença regular em vários jardins da capital (Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, Jardim do Torel, Tapada da Ajuda, Jardim do Campo Grande, Quinta das Conchas, Jardim Amália Rodrigues, Quinta das Conchas, etc.). Daí que, e como escreve Rafael Matias no Anuário Ornitológico (2011), é “improvável que não haja reprodução em liberdade”.

O ar inofensivo, e até simpático, desta pequena ave (comprimento entre 33 e 38 centímetros) da família Psittacidae e de outros animais de estimação não deve ofuscar o facto de que as espécies exóticas são potenciais invasores. Por isso, aqui ficam algumas recomendações do ICN:
  • No caso de ter uma espécie exótica (mesmo que não seja invasora) e se não a puder manter, nunca a liberte na natureza, contacte o ICN.
  • Antes de plantar espécies no recreio da sua escola, em casa ou em espaços públicos assegure-se de que não são invasoras nem têm risco ecológico conhecido. Consulte a legislação.
  • Se existirem espécies invasoras no recreio da sua escola ou em espaços públicos informe-se acerca da melhor forma de as erradicar e substituir e faça um projecto de reabilitação com os alunos e a autarquia ou outras entidades.
  • Não compre espécies invasoras e informe o ICN se as encontrar à venda.

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