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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

20
Ago13

V. A. N. T. - Agricultura e festas na praia

Arca de Darwin
Por vezes passo os olhos pela revista da Ordem dos Engenheiros – a Ingenium – onde, confesso, pouco mais leio do que a crónica do matemático Jorge Buescu (autor de vários, acessíveis e interessantes livros de divulgação científica). Ontem vi a edição de Maio-Junho e “reconheci” um objecto numa das imagens. Vira algo semelhante dias antes, numa festa de final de tarde na praia (festas conhecidas por “Sunset”), no Algarve. Dá pelo nome de VANT – Veículo Aéreo Não Tripulado).

VANT na festa do Nosolo Agua, Portimão

Na notícia da Ingenium lê-se: “As plataformas aéreas de pequena dimensão controladas à distância (Veículo Aéreo Não Tripulado – VANT, ou Unmanned Aerial Vehicle – UAV) tornaram-se sistemas muito atractivos para diversas aplicações, incluindo o planeamento urbanístico, inspecções visuais de estruturas naturais e artificiais, aplicações de Agricultura e Silvicultura”.

A festa decorre no bar à direita e o VANT está no ar, à direita do Sol. Consegue vê-lo?

Pelo menos têm mais uma função: animar festas na praia com imagens em directo dos banhistas e dos foliões que ocorrem aos “sunsets”.
19
Ago13

Dia Mundial de dois hominídeos

Arca de Darwin
Hoje celebra-se o Dia Mundial do Humanitário e o Dia Mundial do Orangotango (Pongo sp.). O primeiro, criado em 2008 pelas Nações Unidas, homenageia todos os funcionários desta organização que perderam a vida em missões humanitárias. O segundo, sensibiliza-nos para a necessidade de proteger estes hominídeos – cujo nome de origem malaio significa “pessoas da floresta” e com os quais partilhamos 97% de ADN –, que estão à beira da extinção devido às actividades de outro hominídeo: nós, os humanos.

Orangotango-de-Sumatra (Pongo abelii), Lisboa (Dezembro de 2012)

Por várias ocasiões referi a perda de habitat como principal causa de ameaça para uma dada espécie. No caso das duas espécies de orangotango – P. pygmaeus, que vive no Bornéu; e P. abelii, que vive na Sumatra – este factor é evidente e crucial. Assim, nos últimos 60 anos, a destruição da floresta tropical reduziu para metade a população de orangotangos no Bornéu, região onde a espécie está classificada como Criticamente em Perigo. Na Sumatra a regressão foi ainda mais dramática: nos últimos 75 anos houve um decréscimo de cerca de 80% do efectivo populacional, actualmente com o estatuto de Em Perigo.

Já neste século, a destruição do seu habitat com vista à produção de óleo de palma debilitou ainda mais as frágeis populações.

Os orangotangos enfrentam outras ameaças, como a caça por parte de humanos em busca de alimento e o assassinato de mães, para venda das crias como animais de estimação.Algumas dessas crias são resgatadas por organizações que delas cuidam, e que lutam no terreno pela conservação destes hominídeos. Estas organizações precisam de ajuda. Pode fazê-lo partilhando este post ou das fotos que a World Orangutang Day disponibiliza, ou “adoptando” uma cria, por exemplo, através da organização Save the Orangutang.
18
Ago13

Recordar o Solstício e rumar ao Andanças

Arca de Darwin
Começa amanhã (19 de Agosto) e prolonga-se até Domingo (25 de Agosto) o maior festival realizado no nosso país de danças e músicas tradicionais de todo o mundo. Nesta 18ª edição o Andanças mudou de morada: deixou as belas paisagens de Carvalhais, S. Pedro do Sul, e rumou ao Alentejo, à convidativa região de Castelo de Vide, junto à barragem de Póvoa e Meadas.

Festival do Solstício, Santa Clara-a-Velha (Junho de 2013)

A música e a dança são, de facto, o prato forte dos eventos organizados pela Associação Pédexumbo (Festival do Solstício, Andanças, Danças~na~Água...), mas a criteriosa selecção dos locais onde decorrem permite desfrutar de um revigorante (e sustentado) contacto com a natureza.

Por tudo isto, quem vai, regressa no ano seguinte e traz amigos. Com o passar dos anos os primeiros festivaleiros reproduziram-se e, agora, voltam acompanhados pelos filhos. Daí que, ao consultarmos a programação desta edição, encontramos (quase) tantas actividades para crianças como para adultos.

Os dois principais ingredientes do Andanças são os workshops de dança, durante o dia (danças irlandesas, orientais, israelitas, egípcias, salsa, havaianas, etc.), e os bailes, à noite. Mas há mais, muito mais. Há vários passeios (o “Natureza em estado selvagem” realiza-se 5ªf. às 07:00), há Tai Chi e há Yoga, massagem Ayurvédica e reflexologia, circo, teatro, cinema e animação de rua, oficinas de instrumentos e workshops de gastronomia, entre muitíssimas outras propostas.

Estas fotos são do primeiro festival do Solstício – que decorreu este ano em Santa Clara-a-Velha – e revelam um pouco do espírito dos festivais da Pédexumbo. O sucesso da estreia do Solstício promete mais e melhor para 2014. Quanto ao Andanças, já se sabe: dezenas de milhares visitam-no anualmente. E todos são bem-vindos, mesmo que – como eu – tenham pés-de-chumbo.

FESTIVAL DO SOLSTÍCIO

Animação de rua

Não sou grande apreciador de palhaços, mas este Enano é absolutamente hilariante:

Gentes e Recinto

Bailes / Concertos

Workshops de Dança

16
Ago13

Olinguito: novo carnívoro, velho conhecido

Arca de Darwin
Nos anos 60 e 70 do século passado Ringerl, uma fêmea adulta, andou de zoo em zoo (Louisville, Tucson, Smithsonian e Bronx) pela mão de bem intencionados tratadores que a emparelhavam com olingos machos, mas sempre sem conseguir engravidar. Ontem, um artigo publicado na ZooKeys, desvendou o mistério da “infertilidade” de Ringerl: ela não era um olingo, mas sim um olinguito (Bassaricyon neblina), nova espécie de mamífero carnívoro descoberta no Novo Mundo nos últimos 35 anos.

Ringerl, a donzela. Foto: Poglayen-Neuwall, 1976, Zoo de Louisville

A boa nova deve-se em grande parte ao trabalho de 10 anos do zoólogo Kristofer Helgen, do Instituto Smithsonian. Tudo começou enquanto estudava peles e crânios de colecções quase esquecidas nas prateleiras. “As peles eram vermelho forte e quando olhei para os crânios, não reconheci a anatomia. Era diferente de qualquer animal semelhante que já vira e logo pensei que seria uma espécie nova”, contou Helgen à BBC.

Olinguito. Foto: Mark Gurney, 2006, Equador

Outras características diferenciam o olinguito das restantes espécies de olingos: é mais pequeno (mede cerca de 35 centímetros); mais peludo; tem a cauda mais curta; as orelhas são mais pequenas; e os dentes também diferem dos restantes olingos.

Várias espécies do género Bassaricyon (de cima para baixo). B. neblina (olinguito); B. medius (olingo-do-Chocó); B. alleni (olingo-de-allen); e B. gabbii (gogó-de-sola). Ilustração: Nancy Halliday

As análises de ADN confirmaram as diferenças e uma viagem às florestas equatorianas permitiu fotografar a espécie no seu habitat – as florestas nubladas do Equador e da Colômbia. É esta característica da sua casa que está na origem do epíteto específico – neblina -, o qual também faz jus ao facto de o olingo passar despercebido durante tempo. “Andou perdido no nevoeiro”, sentenciou o zoólogo ao jornal britânico The Guardian.O olingo pertence à ordem Carnivora, ainda que os frutos e os insectos sejam os principais componentes da sua dieta.
13
Ago13

A não-baptizada borboleta-de-pintas-carmesim

Arca de Darwin
O rosa-choque da flor do loendro ofusca as delicadas pintas pretas, laranja e carmesim da borboleta Utetheisa pulchella. Não encontro o nome comum português deste insecto da sub-família Arctiinae, mas tanto os ingleses como os espanhóis chamam-lhe “carmesim-manchado” (Crimson-speckled e crimson manchado, respectivamente). 

Utetheisa pulchella, Carvoeiro, Algarve

As pintas vermelho-forte (carmesim) avisam potenciais predadores da sua toxicidade e sabor amargo. De facto, tal como a lagarta da mariposa, ela acumula alcalóides das plantas de que se alimenta.

Ilustração de John Curtis (British Entomology, 1840s)

Existe na Europa, Ásia, África e Austrália. Prefere áreas com matos, embora também se encontre em parques e jardins urbanos.Tem hábitos nocturnos, mas também voa durante o dia.Mede 29 a 42 milímetros de envergadura.

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