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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

05
Dez13

Nelson Mandela (1918-2013)

Arca de Darwin
“We're living in a strange time working for a strange goal We're living in a strange time working for a strange goal We're turning flesh and body into soul”

Strange Boat, The Waterboys

O “estranho barco” em que a Humanidade navega acaba de perder o seu mais ilustre farol. Num tempo em que agências de rating destroem a vida de milhões de cidadãos; num tempo em que faltam líderes merecedores de adjectivos como coerente, honrado, honesto, justo e até inteligente; num tempo em que os interesses económicos sobrepõem-se a interesses políticos, sociais e ambientais; num tempo em que a inclusão, por exemplo, no mercado de trabalho, depende de quem se conhece ou do mínimo a que se está disposto a receber em vez de depender do mérito; num tempo em que as eleições registam abstenções acima dos 75%; ...; num tempo assim, Nelson Mandela faz mais falta do que nunca. RIP.

Nelson Mandela (1994). Foto: Paul Weinberg

"Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer".

Excerto da intervenção de 4 horas de Mandela no seu julgamento.

05
Dez13

Fishlove 2013 – imagens provocantes contra a pesca de arrasto de profundidade

Arca de Darwin
A actriz Gillian Anderson (a Scully de Ficheiros Secretos) é o rosto mais sonante da nova campanha da Fishlove, organização sem fins lucrativos que luta contra a pesca insustentável que devasta a vida dos nossos oceanos.

Foto: Fishlove/Rouvre

A Fishlove nasceu em 2009 pela mão de Nicholas Rhöl, co-proprietário do restaurante Moshimo, em Brighton, Reino Unido, e de Greta Scacchi, actriz italiana.

Nicholas Rhöl e um bacalhau. Foto: Fishlove/Rankin

Greta Scacchi e um bacalhau. Foto: Fishlove/Rankin

Desta vez, o alvo do conjunto de imagens de personalidades nuas que posam com peixes – e que também conta com a actriz luso-francesa Barbara Cabrita (a Paula Ribeiro de “A Gaiola Dourada”) – é a frota de cerca de doze barcos de pesca que ainda pratica a pesca de arrasto de profundidade na Europa, arte que destrói diariamente uma área do fundo oceânico equivalente à da cidade de Londres.

Barbara Cabrita com um arenque. Foto: Fishlove/Rouvre

No dia 10 de Dezembro o Parlamento Europeu votará uma moção para banir este tipo de pesca. No entanto, o Governo francês prepara-se para impedir que tal aconteça. Porquê? “A maioria dos barcos que pescam em profundidade pertencem a pescadores franceses, seis dos quais abastecem o gigante Intermarché”, explica a Fishlove em comunicado.

Fotos: Fishlove/Rouvre

Assim, a campanha da deste ano da Fishlove inclui uma petição, dirigida aos líderes do Parlamento Europeu, que visa parar a pesca de arrasto de profundidade (para assinar basta seguir o link).

Lizzy Jagger com um atum. Foto: Fishlove/Rankin

Através destas provocantes imagens a Fishlove conseguiu  colocar o problema da pesca de profundidade na capa de vários jornais e revistas em todo o mundo. Mais. Maria Damanaki, comissária europeia dos assuntos marítimos e das pescas, convidou a Fishlove para expor as fotografias no edifício da Comissão Europeia, em Bruxelas.

Fotos: Fishlove/Gelati

Nas campanhas anteriores participaram personalidades como o actor Sir Ben Kingsley, o navegador solitário Giovanni Soldini, o realizador e “Monty Python” Terry Gilliam, e as actrizes Mélanie Laurent, Emilia Fox e Lily Loveless.

Fotos: Fishlove/Rankin

 É fácil imaginar o que terá levado estas e outras personalidades (e os fotógrafos Rankin, Alan Gelati e Denis Rouvre) a aderir a este projecto sem fins lucrativos. Os números divulgados pela Fislove são aterradores:
  • Actualmente, cerca de 63% dos stocks de peixe do Atlântico estão sobre-explorados;
  • Cientistas estimam que 93% dos bacalhaus capturados no Atlântico Norte não atingiu a idade reprodutora;
  • 82% do stock de peixes do Mediterrâneo está sobre-explorado;
  • A escassez de peixe diminui a produtividade da actividade pesqueira e atira cada vez mais pescadores para o desemprego. No Mar do Norte a quantidade de peixe capturado anualmente diminui de 3,5 milhões de toneladas, em 1995, para menos de 1,5 milhões de toneladas, em 2007.
Trevor Laird com um agulhão-vela. Foto: Fishlove/Gelati
É tempo de agir. Não se esqueça de assinar a petição.
05
Dez13

“Filhos do Auroque – Viagem pelas Raças Portuguesas de Bovinos” já está nas bancas

Arca de Darwin

Fotos: Joaquim Pedro Ferreira

A nossa já conhecida e profícua dupla – Paulo Caetano e Joaquim Pedro Ferreira – acaba de editar mais um livro sobre o património natural português. Desta vez a obra, com a chancela da Bizâncio, conta com uma terceira autora: Catarina Ginja, engenheira zootécnica, actualmente a realizar um pós-doutoramento no Centro de Biologia Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Raça Maronesa

 O paiExtinto em 1627, o auroque (Bos primigenius) é o ancestral dos bovinos domésticos (B. taurus e B. indicus). Júlio César, imperador romano, descreveu-o assim: “Têm quase o tamanho de um elefante, mas de natureza, cor e forma são touros. Têm muita força e grande velocidade: não poupam nem homem nem animal quando os avistam”. 

Auroque. Imagem: Charles Hamilton Smith (1927)

Na sinopse de ““Filhos do Auroque – Viagem pelas Raças Portuguesas de Bovinos” lê-se: “No início, eram feras. Bestas possantes, de cornos afiados e uma força assustadora. A sua figura foi gravada, pelo homem pré-histórico, até, nas rochas do Vale do Côa. Nesses tempos, muitos acreditavam que a sua força descomunal só podia ter uma origem divina. Eram adorados e temidos, mas quando transformados em comida matavam a fome a todo o clã, por várias luas”.

Raça Mirandesa

A domesticação dos bovinos ainda é objecto de estudo. No entanto, “supõe-se que terão existido três sub-espécies de auroques e que cada uma destas  terá 'sofrido' um processo de domesticação independente”, explica Paulo Caetano à Arca.

Raça Alentejana

Por exemplo, os bovinos com bossa serão “filhos” do B. p. primigenius e terão surgido no Vale do Indo (actual Paquistão). Já os bovinos taurinos remontam à revolução agrícola do neolítico, no Médio Oriente. 

Raça Barrosã

Os filhos

“O temível auroque esteve entre as primeiras espécies a serem domesticadas – e deu origem aos bovinos que hoje conhecemos. As raças autóctones que ainda sobrevivem nas planícies e montanhas portuguesas são testemunhos vivos de uma herança natural e rural única”, salientam os autores do livro.

Raça Gravonesa

Em Portugal existem 15 raças de bovinos (duas delas, a Algarvia e a Jarmelista, são bastante recentes – 2005/2007 –, com reduzido efectivo populacional). É este património ímpar que Filhos do Auroque revela. 

Raça Preta

O avô/neto

“O regresso do grande auroque pode estar para breve, graças a um ambicioso e controverso projecto científico europeu. E, quando isso suceder, um dos contributos genéticos mais importantes será de uma das nossas raças autóctones”, avançam os autores.

Raça Mertolenga

De facto, o “Projecto Tauros” ambiciona ressuscitar o auroque, recuperando e reagrupando os genes do Bos primigenius que persistem nos bovinos actuais.

Raça Minhota

Outros livrosAlém de Filhos do Auroque pode conhecer outras espécies e raças lusas de animais domésticos em Cães de Gado, Cavalos Selvagens Ibéricos e Alerta!! Pelos Burros.

04
Dez13

Outros Rostos do “Muro Azul”

Arca de Darwin
No lado Este da Rua das Murtas, em Lisboa, o Muro Azul expõe a sua peça mais atrevida. A autora, Mariana Dias Coutinho, afirma no seu site pessoal: “Nos nossos dias, nenhuma imagem é inocente e livre de associações, porque se fosse falharia o seu objectivo de ser compreensível como uma forma de representação”.

02
Dez13

Como sobreviver ao Natal

Arca de Darwin
Para muitos humanos o Natal é a época mais stressante do ano. Família, gastos elevados e dieta desregrada são os principais factores de desgaste e preocupação. Recupero algumas dicas (escritas em 2010) para lidar com estas “dores de cabeça”:1 – Planeie as estadias – Decida de antemão onde passará o Natal e, no caso de visitar familiares, quanto tempo ficará. Assegure-se de que informa todas as partes interessadas.

Telheiras, Lisboa

2 – Previna problemas – Se já sabe que certos familiares far-lhe-ão determinadas perguntas inconvenientes prepare as respostas antes – e não deite mais lenha para a fogueira. Entretenha os convivas com actividades lúdicas – mentes e corpos ocupados são menos conflituosos. Se há um familiar de quem não gosta e que todos os anos estraga a festa, não o convide.

3 – Decida quanto e como gastar – A crise toca a (quase) todos. Veja quanto pode gastar em presentes e cumpra o orçamento. Compre com antecedência para evitar pagar mais por coisas que até nem são as que mais quer oferecer. Proponha apenas oferecer prendas às crianças.

Paço do Lumiar, Lisboa

4 – Não passe o Natal sozinho – Se está longe da família, ou se não tem companheiro/a, informe os seus amigos. Verá que chovem convites por gostarem da sua companhia, ou porque todas as famílias têm problemas e você será a distracção ideal. Se tem filhos e divorciou-se este ano aproveite para criar novas “tradições” natalícias com as crianças.5 – Dê um pouco de si – Seja voluntário num hospital, ajude a distribuir refeições aos mais carenciados, arranje tempo e envolva-se na festa de Natal da escola dos seus filhos, etc..

6 – Baixe as expectativas – Natal perfeito é coisa de anúncio na televisão. Não exija tanto de si. Use menos uma caixa de enfeites, decore apenas uma divisão da casa, cozinhe menos uma sobremesa, recuse um convite para jantar, ofereça menos um presente. Tire um dia só para si. Aproveite e passeie por uma zona húmida e desfrute da companhia das milhares de aves que visitam o nosso país nesta época do ano.7 – Controle a bebida – Beba um copo para relaxar, mas não caia na rasteira de “só aguento isto com uma bebida”. A língua solta pode incendiar discussões.

8 – Faça as malas – Se este ano não consegue mesmo lidar com a família, vá para fora. Lembre-se: no hemisfério sul é Verão! Se não tiver dinheiro para uma viagem aceite o convite daquele amigo que já lhe disponibilizou a casa de campo. É Natal, ninguém leva a mal.

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