Numa rua Perth(o) de si - #2

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Ainda sou do tempo da moda de criar avestruzes em Portugal, negócio que prometia ser autêntica galinha dos ovos de ouro. Sim, porque no bicho tudo se aproveitava:carne, penas e ovos que alimentavam famílias inteiras. Os bifes não eram maus -um bocado rijinhos -, mas, pelo que vejo, lá foram desaparecendo dasprateleiras dos supermercados. Certo é que a imagem de uma avestruz a"galopar" livre num qualquer montado alentejano era, e é,desconcertante.

Cada metro palmilhado revela novo motivo de interesse digno de fotografar, como uma nova perspectiva da paisagem ou um instante do quotidiano de muitos os que, depois das seis da tarde (quando a entrada é gratuita), acorrem a este lugar para pescar ou passear.
Há ainda os vários detalhes do próprio cais, desde o Observatório Subaquático até às placas com o nome daqueles cujas cinzas ali reencontraram o mar.
A sensação de entrar mar adentro é única, e apenas desilude pela mansidão do oceano e pelo encerramento da parte final do "Jetty" (isto, claro, em horário gratuito).Tudo o mais é puro maravilhamento, principalmente quando a imensidão do mar dialoga com os mil tons de um sol que se põe entre nuvens.
Tamanha obra tem a sua razão de ser: no século XIX limitou-se o transporte marítimo nas águas calmas de Geographe Bay. Assim, em 1853 iniciou-se a construção deste cais de modo a viabilizar o transporte de madeira até aos navios.Seguem-se mais instantes captados num final de tarde no Jetty. Tem um ar tão patusco que ficamos com um sorriso na cara só de olhar para ele. Dá pelo nome inglês de Pink-eared Duck, isto é, pato-de-orelha-cor-de-rosa (Malacorhynchus membranaceus), baptismo que lhe assenta como uma luva devido à inconfundível mancha rosa atrás do olho.
Além deste sinal, a espécie também tem um característico "olho negro" à "Metralha" e riscas pretas no peito à "irmão Dalton".
O bico também tem um aspecto cómico resultante das abas laterais, as quais ajudam a filtrar os microorganismos que captura quase à superfície.
É uma pato pequenito: mede cerca de 40 centímetros e pesa 375 gramas.
Aqui no Lago Monger, em Perth, surgiu apenas na semana passada e de então para cá parece que todos os dias há mais uns quantos. A verdade é que a espécie tem hábitos vagabundos, sempre em busca de zonas de água quente e pouco profunda.
Reproduz-se durante todo o ano, o que provavelmente acontece devido à mobilidade que lhe permite viver sempre em habitats com bons recursos.
É nativa da Austrália.
Pelo que vi até agora, esta é a libélula mais comum na cidade de Perth, Austrália. Dá pelo nome de "Blue Skimmer" (Orthetrum caledonicum) e encontra-se facilmente junto a lagos e outras zonas de águas paradas.
Ainda em Busselton, 200 km a sul de Perth, vi uma libélula amarela. Em Perth vi uma azul, e fiquei convencido de que eram duas espécies distintas. Enganei-me.
A verdade é que os dois géneros podem ser bastante diferentes. Os machos adultos apresentam o vibrante tom azul que está na origem do nome comum, mas os juvenis têm tom bem mais discreto.
A confusão é maior no que toca às fêmeas... As juvenis são amarelas e as adultas ganham manchas azuladas na época de reprodução.
Natural da Austrália, já colonizou a Tasmânia, Nova Guiné, Nova Caledónia e Ilhas Loyalty.
A escumadeira-azul mede cerca de 4,5 cm de comprimento e tem 7 centímetros de envergadura.

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