Aquela hora do dia
Cacilhas, Junho de 2020.





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Cacilhas, Junho de 2020.











O escaravelho longicórnio (Cerambyx cerdo), também conhecido por capricórnio-das-quercínias, rosca e larva-da-madeira, é um dos maiores coleópteros da nossa fauna: o adulto mede entre 17 e 56 milímetros de comprimento e a lagarta chega a atingir entre 70 e 90 milímetros.

O exemplar que aparece neste post é uma fêmea, pois o último segmento das antenas é do mesmo tamanho que o segmento anterior (e o comprimento da antena é aproximadamente igual ao do corpo). Nos machos as antenas são muito maiores, e o último segmento é muito maior que o penúltimo.

Outra característica desta espécie é a coloração castanho-avermelhado da parte distal dos élitros.

Os adultos alimentam-se da seiva de feridas recentes e de frutos. Por isso, a espécie prefere áreas agroflorestais e gosta particularmente de carvalhos velhos, mas também de nogueiras, castanheiros, salgueiros, plátanos e freixos.
O desenvolvimento dura três anos. Entre Junho e Setembro, os ovos são depositados em feridas ou fendas de troncos ou ramos de árvores. As larvas passam então por cinco estádios larvares durante 31 meses, ao longo dos quais vão-se alimentando da madeira e escavando galerias — o que pode levar à morta da árvore, mas em geral alimentam-se de árvores já mortas ou velhas e doentes.

Existe no Norte de África, Europa e Ásia Menor. A nível global é uma espécie ameaçada devido à perda de habitat, e tem estatuto de Vulnerável (VU). Na Europa tem estatuto de Quase Ameaçado (NT — Near Threatened), mas é comum na região mediterrânica e por cá tem estatuto de Menos Preocupante (LC — Least Concern).

É uma espécie com hábitos crepusculares e nocturnos, mas na nossa latitude também pode ser observada durante o dia.
Pertence à família Cerambycidae.

O post anterior mostrou alguma da arte urbana que se encontra entre Cacilhas e o Fundeadouro da Arealva, mas, como referi, há muito mais para ver ao longo deste percurso.

No passeio junto ao rio que vai de Cacilhas à Quinta da Arealva é fácil perdermo-nos a olhar para o Tejo, para a ponte, para os barcos, ou para Lisboa. Mas, do lado contrário, os muros e paredes de casas que ladeiam o caminho merecem igual atenção.

A borboleta Fausta (Zygaena fausta) é uma traça diurna muito bonita.

As cores preto, vermelho e branco anunciam aos potenciais predadores que ela sabe mal ou é venenosa (este aviso através das cores tem o nome de aposematismo).

Gosta de solos calcários em zonas rochosas na orla de florestas. Existe na parte ocidental da Europa.
As larvas alimentam-se de plantas do género Coronilla.

O género Zygaena tem várias espécies. A mais parecida com a Z. fausta talvez seja a Z. hilaris, mas o abdómen desta é totalmente preto, ao passo que na Z. fausta são evidentes os anéis vermelhos.


Voa de Maio a Outubro.
Pertence à família Zygaenidae.
A Delphinum pentagynum é uma flor lindíssima, cujo roxo intenso se destaca na paisagem. Esta beleza tem um enorme senão: a espécie contém imensos alcalóides e por isso é perigosa tanto para nós como para o gado.

Já este estudo etnobotânico de plantas medicinais e aromáticas diz que as sementes são usadas para desparasitar a cabeça, que é como quem diz, matar piolhos.



O estudo diz ainda o nome comum da espécie é "passarinhos". Sites como o Flora On dizem que ela não tem nome comum. Já o dicionário da Porto Editora chama delfínio a todas as flores pertencentes ao género Delphinium (família Ranunculaceae). De facto, como a forma da flor lembra a cabeça e bico de um golfinho, há quem não oficialmente a vá baptizando de flor-golfinho.




Os Espanhóis (a espécie só existe na Península Ibérica e no Norte de África) chamam-lhe esporas, pois a forma também permite essa "interpretação".



Este género tem outras espécies, mas esta distingue-se pelas pétalas laterais com pêlos.




Floresce entre Maio e Agosto em terrenos incultos.




Sintra, Junho de 2020.

A borboleta-loba (Maniola jurtina) mede 44 a 50 milímetros de envergadura.

A face inferior da asa anterior é laranja com borda acastanhada e tem um ocelo relativamente pequeno, que é ligeiramente maior na fêmea.


A face inferior da asa posterior é cinzento-acastanhada com uma mancha mais clara na extremidade, e pode ter alguns pontos pretos de tamanho variável.



Nos machos, a face superior das asas é castanho-escura, tem um ocelo preto e uma mancha androconial escura. Nas fêmeas, têm um padrão mais trabalhado, com várias partes cor de laranja.
Macho

Fêmea


É uma espécie comum em todo o país e vive em prados e terrenos incultos.


O adulto voa entre Março e Outubro.
Pertence à família Nymphalidae.

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