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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

09
Dez13

Borboleta nocturna aquece-se ao sol de Novembro

Arca de Darwin
“Os meus dias são mais belos do que as vossas noites” dirá esta borboleta aos restantes membros da família Noctuidae – maior grupo de borboletas (ordem Lepidóptera), com cerca de 35.000 espécies conhecidas, a maioria das quais com hábitos exclusivamente nocturnos. 

Aspitates gilvaria, Moinho da Mourisca, Setúbal

No final do mês passado encontrei este exemplar no Moinho da Mourisca, em Setúbal, que pertence à espécie Aspitates gilvaria (agradeço que me corrijam se estiver enganado). Nas asas que têm envergadura de 25-30 mm destacam-se duas riscas diagonais escuras.

Os sexos são muito semelhantes, mas, tal como acontece com outros membros desta família, os machos têm antenas plumosas (como as da foto) enquanto que as das fêmeas são mais pequenas.
17
Nov13

Avivar o mobiliário urbano

Arca de Darwin
Ao longo do jardim da Avenida Luísa Todi, em Setúbal, inúmeros seres e paisagens dão vida às monótonas, mas necessárias, caixas de electricidade. Contei 29, mas tenho certeza de que há mais algumas.

Esta iniciativa decorreu em Setembro de 2012, no âmbito do projecto “Setúbal Mais Bonita”. “Arrábida – Património Mundial” foi o tema dos graffitis pintados por vários artistas.

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03
Out13

“Golfinho Parade” – cetáceos à solta nas ruas de Setúbal

Arca de Darwin
Vinte graciosos e coloridos roazes animam o passeio da Doca dos Pescadores, na zona ribeirinha de Setúbal, desde Junho de 2011. A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Setúbal visa promover a frente ribeirinha, sensibilizar para a necessidade de proteger estes animais e “sublinhar a importância dos golfinhos no imaginário sadino”. E a imagem que mais perdura destes animais é o salto que dão acima da linha de água.

Assim, os 341 participantes de todo o país escolheram entre as três posições do salto representadas nos 20 roazes de fibra de vidro: sair (7 bonecos), sobrevoar (6) e entrar na água (7). Como se lê no cartaz de apresentação da exposição: “Golfinhos e baía de Setúbal, uma das mais belas do mundo, são duas imagens inseparáveis”.

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26
Set13

A peculiar pupila da osga

Arca de Darwin
À luz do dia mal se distingue a pupila da osga. No entanto, à medida que a luz diminui, a pupila adquire uma forma denteada vertical, de cor preta. A forma denteada explica-se pelo facto de este réptil ter um “sistema óptico multifocal, com diferentes capacidades refractivas em distintas áreas concêntricas”, lê-se aqui.

Assim, as reentrâncias da forma da pupila permitem que todas estas áreas distintas tenham uma porção funcional. Na ausência de luz – pelo menos luz visível aos olhos humanos – a pupila fica então redonda.

No artigo acima citado lê-se ainda que, à luz do luar (altura em que o olho humano não distingue cores), as osgas nocturnas vêm cores, pois possuem uma visão 350 mais sensível do que a nossa.

Uma última curiosidade. Já todos apontámos uma lanterna ao olho de alguém e vimo-la contrair. O tamanho da pupila reduz 16 vezes. Nas osgas diurnas esse valor sobe para 100-150 vezes e, nas nocturnas, para 300 vezes.
10
Jul13

Ser criança na praia é...

Arca de Darwin
.... apanhar paguros (também conhecidos por caranguejo-eremita, casa-alugada e bernardo-eremita), colocá-los num balde e ficar “horas” a tirá-los à vez e a vê-los pôr a cabeça e as tenazes de fora da casa-alugada (estes crustáceos, da sub-família Paguroidea, ocupam cascas abandonadas de búzios e de caracóis. À medida que crescem mudam-se para “apartamentos” maiores).

Paguros, Tróia, Setúbal

Ser criança na praia também é apanhar aqueles irrequietos escaravelhos pretos (Timarcha sp.) que se passeiam na areia escaldante e sentir na palma da mão as cócegas provocadas pelas pequenas patas. E é escaparem-se entre os dedos ou caírem pela borda da mão sem que nada lhes aconteça e, uma vez no chão, tapá-los com areia e admirar a capacidade para se desenterrarem e prosseguir viagem.

É claro que ser criança é ainda muitas outras coisas. É fugir das ondas; apanhar conchas; fazer construções na areia; sair da água a tiritar; andar besuntado com quantidades industriais de protector solar; esperar ansiosamente pela hora a que passa a/o vendedor de bolas de Berlim; chegar à praia e olhar ansiosamente para o pau da bandeira (e esperar que esteja verde); mergulhar com um dos braço esticado e usar o polegar e o indicador da mão do outro braço para tapar o nariz; é escavar um buraco na areia molhada da baixa-mar, e ver uma piscina; ...; e é rebolar na rebentação das ondas: