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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

03
Abr12

Geração indoor

Arca de Darwin

O escritor norte-americano Richard Louv, autor de Last Child in the Woods (2005), acredita que as crianças que não têm contacto com a natureza sofrem de “distúrbio de deficit de natureza” (nature deficit disorder), ou seja, têm a saúde e o desenvolvimento em risco. Esta tese é defendida por investigadores de diversas áreas – médicos, sociólogos, pedagogos, etc.. Isto porque brincar ao ar livre é óptimo remédio contra a obesidade e a hiperactividade, e tem efeitos positivos na capacidade de aprendizagem, auto-estima, criatividade, sociabilidade e saúde. Além disso, por desconhecerem o mundo natural, não terão disponibilidade para protegê-lo quando crescerem.

Qual a dimensão deste problema?

Uma sondagem realizada em 2010 no Reino Unido, pelo canal de televisão Eden, inquiriu 2000 crianças entre os 8 e os 12 anos de idade. Eis alguns resultados:

  •     64% brincam fora de casa menos de uma vez por semana;
  •     28% não passeiam no campo há mais de um ano;
  •     21% nunca visitaram uma quinta;
  •    20% nunca subiram a uma árvore.

Mas há mais. A distância a que as crianças se afastam de casa para brincar diminuiu 90% em relação aos anos 70. O que não espanta, já que 43% dos adultos consideram que a idade ideal para que os filhos comecem a brincar sozinhos na rua é 14 anos. Sem surpresa há agora mais crianças admitidas em hospitais britânicos por caírem da cama do que por caírem de árvores.

Nos Estados Unidos o panorama é semelhante. Um artigo publicado em 2006 na revista Journal of Environmental Management, dava conta de um decréscimo de 20% nas visitas aos parques naturais nos últimos vinte anos. Os autores referem que 98% dos resultados são explicados com base no preço dos combustíveis e no tempo gasto pelos norte-americanos a:

  •   Ver filmes;
  •   Navegar na internet;
  •   Jogar videojogos.

Um outro estudo, publicado em 2006 pela Fundação Família Henry J. Kayser, debruçou-se sobre o número de horas diárias que as crianças entre os 0 e os 6 anos passam em frente de um qualquer tipo de equipamento electrónico. Conclusão: Passam pelo menos duas horas diárias em frente de um ecrã. Note-se que 68% das crianças entre os 0 e os 2 anos usam diariamente este tipo de aparelhos.

E por cá, a criançada ainda brinca ao ar livre?

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