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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

27
Abr12

“Os homens são todos iguais”

Arca de Darwin

Jerry Seinfeld acha que o smoking é um dispositivo de segurança para casamentos. A ideia subjacente é o ponto de vista das mulheres de que “os homens são todos iguais”. Se o noivo se amedronta, é só escolher outro homem qualquer, e a festa continua.

A verdade é que elas têm uma certa razão na medida em que têm mais diversidade do que eles. Desde logo porque o cromossoma X tem 1 098 genes, enquanto que o Y apenas tem 78 (o sexo feminino é determinado pela presença de dois cromossomas X, e o masculino pela presença de um X e de um Y). Pensava-se que um dos X da mulher estava inactivo, mas a investigação dos norte-americanos Laura Carrel e Huntington Willard mostrou que não é bem assim. Num artigo publicado na revista Nature, em 2005, onde compararam a expressão de 624 genes dos dois cromossomas X de uma célula, concluíram que 15% dos genes supostamente “silenciados” escapavam à inactivação, e que outros 10% também estavam activos, mas só em algumas amostras.

Nos gatos é fácil identificar o efeito desta dupla expressão genética. A chamada pelagem tartaruga, característica das fêmeas, que apresenta manchas de pêlos de cor diferente (na foto).

No mesmo ano, e também na Nature, Mark Ross e mais 250 investigadores apresentaram a sequenciação do cromossoma X. Concluíram que os cromossomas sexuais (X e Y) dos mamíferos evoluíram a partir de cromossomas “normais” (os autossomas) há 300 milhões de anos. Desde então o Y passou a determinar o sexo masculino e perdeu a maior parte da informação que continha. Este atrofiar do Y causa problemas ao homem, já que há cerca de 300 doenças associadas aos genes do cromossoma X (como a hemofilia e daltonismo). Ora, como elas têm duas cópias deste cromossoma, compensam eventuais defeitos que surjam. Também é por esta razão que eles estão mais sujeitos a sofrer atrasos mentais, e que elas vivem mais. No entanto, e como refere uma investigação de 2010 (C. Libert, L. Dejager, I. Pinheiro) a maior capacidade de resposta a desafios imunológicos por parte das mulheres tem um senão: torna-as mais susceptíveis a doenças auto-imunes.

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