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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

07
Ago19

Tradidanças 2019

Arca de Darwin

A 3.ª edição do festival Tradidanças 2019 decorreu em Carvalhais, São Pedro do Sul, de 1 a 4 de Agosto. O crescimento foi notório em relação ao ano passado: (muitos) mais visitantes, mais oferta de workshops, cantina a funcionar, palco principal no "andar de baixo". Seguem-se algumas fotos do que aconteceu no recinto do festival. Para o ano há mais.

 

05
Ago19

Poços do Rio Teixeira

Arca de Darwin

Durante o festival Tradidanças (Carvalhais, São Pedro do Sul) aproveito sempre para dar um mergulho num dos muitos poços — piscinas naturais — da região. Já aqui falei do Poço Azul, e em breve falarei do Poço Negro. Mas este post é sobre os Poços do Rio Teixeira, que bem podiam ser chamados de Poço Verde.

Nestes poços, para onde quer que se olhe, vê-se verde. Até o céu está escondido pela copa das árvores, já que o rio corre bem encaixado entre duas encostas. Apesar da sombra, a água até não estava muito fria.

Este é o poço mais acessível de todos os que visitei; fica mesmo junto à estrada. Uma braçada para esquerda e estamos em Aveiro; uma braçada para a direita e estamos em Viseu.

Para saber mais sobre este rio — os seus poços, cascatas, biodiversidade... ― visite, por exemplo, o site da Rota da Água e da Pedra.

23
Jun19

Festa do Japão 2019

Arca de Darwin

Ontem, 22 de Junho, decorreu a 9.ª edição da Festa do Japão, em Lisboa, desta feita no Jardim Vasco da Gama, em Belém. Esta iniciativa da Embaixada do Japão parece crescer de ano para ano. A oferta é muito variada: gastronomia, música, artes marciais, Cosplay, workshops...

Antes de continuar com a Festa do Japão, aproveito para informar que no mesmo local, de 28 a 30 de Junho, decorrerá o Festival Thai, apropriadamente junto ao pavilhão tailandês que aqui em baixo emerge entre copas de árvores num dos extremos do espaço ocupado pela Festa do Japão.

Adiante. O workshop/demonstração de Ikebana permitiu observar o preceitos desta arte que, no Japão, equipara-se à pintura ou à escultura. "O Ikebana é uma expressão do amor e respeito pela natureza", lê-se no site da Associação de Amizade Portugal Japão, a qual também faz parte da organização da Festa. E, mais do que a quantidade das flores ou a importância dada à corola que caracterizam os arranjos florais ocidentais, o "coração" desta prática com mais de 600 anos "reside na beleza da combinação das cores, das formas naturais, nas belas linhas e no significado latente do arranjo como um todo".

O Origami também teve direito a um workshop. A tradição manda que se use uma folha de papel quadrada e que não se faça cortes ou se use cola: só dobragens. Segundo a lenda, quem fizer mil grous verá o seu maior desejo realizado.

Outra lenda, que serve de tema a esta 9.ª edição da Festa do Japão, é a que dá origem ao festival japonês Tanabata (que significa "sétima noite" ou "ponte do tecelão"), que se realiza a 7 de Julho. A história nasceu há mais de 850 anos. A linda princesa tecelã Orihime morava junto à Via Láctea (o rio celestial Amanogawa). O pai, O Senhor Celestial, apresentou-lhe um belo pastor, Kengyu (também conhecido por Hikoboshi)e foi amor à primeira vista. Demasiado amor, pois o casal descurou tudo o que era responsabilidades. O paizinho ficou chateado e separou-os, colocando-os em lados opostos da Via Láctea. Mas depois comoveu-se (um pouquito) com a tristeza da filha, e lá permitiu que o casal se encontrasse uma vez por ano no 7.º dia do 7.º mês, desde que cumprissem a obrigação de atender a todos os pedidos que chegassem da Terra. Ela agora é a estrela Vega e ele a Altair. Para pedir favores às estrelas, os humanos escrevem os seus desejos em pequenas tiras de papel colorido (tanzaku).

As artes marciais (sumo, kendo, aikido, shotokai...) e os espectáculos (no tempo em que lá estive assisti ao grupo Tomoro; muito bom) são também parte importante da Festa do Japão.

E é impossível não reparar no Cosplay e nos cosplayers (de todas as idades). Há um desfile no palco principal, e há a ANAC ‒ Associação de Cosplay. No Cosplay, abreviatura de costume play, os cosplayers "encarnam" personagens de Anime, Manga, BD ou videojogos.

 

Os animais têm papel de destaque no Cosplay.

Para o ano há mais.

01
Jun19

Festival MURO 2019 — Arte Urbana no Lumiar

Arca de Darwin

A 3.ª edição do Festival MURO, organizado pela Galeria de Arte Urbana (GAU) assentou arraiais na freguesia do Lumiar entre 23 e 26 de Maio. Desta feita o tema foi a música, escolha que se deveu à toponímia da área e à aposta em intervenções multidisciplinares.

Assim, além da arte urbana que ocupou outros suportes para lá das empenas, o festival contou com workshops, conferências, animação de rua, concertos, teatro e visitas guiadas. No conjunto, as várias vertentes contribuem para diversificar a oferta cultural de certas zonas da capital ― agora o Lumiar, antes o Bairro Padre Cruz (2016) e Marvila (2017) — e para valorizar e revitalizar o espaço público.

O festival já acabou, mas há muito para ver. E entre as novas peças de arte urbana encontram-se algumas mais antigas, como a altíssima empena de Francisco Vidal, pintada no âmbito da Lisbon Week 2017 (iniciativa que, no Lumiar, também incluiu esta obra).

Outras precisaram de muito mais do que 3 dias. O destaque vai para o talude megalómano de RAF (Rui Ferreira), e que foi inspirado em Gaudí e Zaha Adid. A obra de RAF, a convite da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa, quebrou a fronteira que existia entre dois bairros.

https://youtu.be/mZcTow_cFZE

Voltando ao início da visita guiada, a primeira peça pertence ao italiano Fulviet (Fulvio Capurso), arquitecto, ilustrador, pintor, investigador e professor de desenho. Fica numa espécie de tapume, junto à entrada do Metro e colado ao Centro Universitário Padre António Vieira, espaço que o artista visitou e onde se inspirou no trompete que ouviu ser tocado e nos pássaros que cantavam.

Do outro lado da rua surge a primeira de 24 caixas de electricidade pintadas pelo venezuelano Flix.

Mais à frente, Regg (Tiago Salgado) reinterpreta "Mãos em Oração", gravura do século XVI, de Albrecht Durer.

Chegados à rotunda, no final desta Estrada da Torre, há muito para ver. O fado chega pelas mãos de Catarina Glam com "A Fadista", onde se lê "De quem eu gosto, nem às paredes confesso", e que também teve uma versão esculpida em madeira (que não cheguei a ver). O português El Tvfer One traz-nos a natureza e as memórias de ouvir fado na casa da avó. Costah homenageia a cantora Dina com uma obra onde se lê "Há sempre música no ar".

Na próxima rotunda encontramos as cores fortes e os traços simples da brasileira Muzai nas paredes de uma escola.

Ainda em ambiente escolar, o colectivo italiano NSN997 (Nuovo Stile Napoletano) promove o seu "Padrão Positivo" e a prática de boas maneiras. Ao lado, um mural pintado por crianças alerta para a necessidade de proteger o planeta.

O projecto "Feli-Cidade", de Carolina Caldeira, começou dias antes, quando quem quisesse podia passar pelo Largo das 6 Marias e responder à pergunta "O que te faz feliz?". A resposta escrita era colocada numa caixa de correio e, mais tarde, transformada em póster e afixada na parede.

Ao virar da esquina, na R. Maria do Carmo Torres (fadista), mais um projecto original, desta feita a cargo do colectivo de fotógrafos Agência Calipo, que espalhou pela área retratos do bairro e dos seus moradores.

Como se descessem dos céus, as fantásticas andorinhas de Pantónio envolvem quem passa num remoinho formado pelas empenas de quatro edifícios.

Ali ao lado, junto à Escola de Boxe, encontrámos o simpático San Spiga, que veio da Argentina e que trouxe consigo alguns cartazes...

Oze Arv e Tamara Alves também estiveram presente.

O português Third, acompanhado pelas instalações acústicas de Tó Trips, conta-nos em vários painéis a história de Maria Alice, que nasceu Glória Mendes em 1904 em Paião, e que aos 14 anos veio para Lisboa. Esta fadista tornou-se a primeira "Menina da Rádio", e também cantou em África e no Brasil. Morreu com 92 anos, no Lumiar, onde tem uma rua com o seu nome no Bairro da Cruz.

Junto às cores tropicais do português mynameisnotSEM encontramos o preto-e-branco da ilusão escultórica do italiano Peeta (o local de onde fotografei é a posição ideal para observar esta obra).

E terminamos como começámos: a homenagem de João Samina a Carlos Paredes.

10
Fev19

Ano Novo Chinês (Porco) em Lisboa

Arca de Darwin

O Ano Novo chinês começou no dia 5 de Fevereiro, sob o signo do Porco. Em Lisboa as comemorações foram muito variadas e incluíram o já habitual desfile no sábado, que começa na Av. Almirante Reis e termina na Alameda.

Muita cor, música (tanto chinesa como portuguesa "tocada" em chinês), arte, boa disposição, e simpatia, bem patente nos acenares e sorrisos permanentes dirigidos a quem assistia.