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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

13
Nov12

Já provou alforrecas?

Arca de Darwin

Qual o sabor da alforreca? “Mau, dizem as crianças que experimentaram em acções de educação ambiental”, garante o belga Jan Seys, biólogo marinho e director do European Marine Board Communications Panel. Ele foi um dos oradores da conferência How to Communicate Marine Sciences and Technology?, promovida pela EurOcean (European Centre for Information on Marine Science and Technology), no dia 6 de Novembro, no Oceanário de Lisboa.

Seys justifica a inusitada dieta à luz de um provérbio chinês: “O que ouço, esqueço; o que vejo, lembro; o que faço, aprendo”. Assim, esta degustação nada gourmet é forma de alertar para o que poderá acontecer à alimentação humana se continuarem a actual degradação dos stocks de muitos peixes e o aumento do número de alforrecas.

A razão para o boom de várias espécies de alforrecas nas últimas décadas não são claras. Para compreender o que se passa e respectivas implicações nas cadeias tróficas oceânicas, os cientistas contam com a ajuda dos cidadãos. Qualquer pessoa que aviste alforrecas, marés-vermelhas (booms de micro-algas), ou outros seres marinhos pouco usuais, pode aceder ao site JellyWatch e informar os investigadores sobre a hora e local da ocorrência. “Ajuda-nos ainda mais se enviar uma fotografia do que viu!”, acrescentam os promotores da iniciativa.

As (já não tão) novas tecnologias – como câmaras fotográficas nos telemóveis ou correio electrónico – são preciosa ajuda para o conhecimento científico, mas também podem ser uma dor de cabeça devido à enorme quantidade de dados que geram. Para processar dados de certos projectos, tal como acontece na procura de novos planetas, os investigadores contam com o auxílio dos cidadãos: “O HabCam é um poderoso robôt que tirou mais de 40 milhões de fotografias dos fundos marinhos. Cerca de 1 milhão de imagens já foram classificadas com a ajuda dos internautas”, conta Jan Seys, referindo-se à iniciativa Seafloor Explorer – siga o link e veja como é fácil participar; pode até descobrir novas espécies.

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