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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

08
Dez21

A beleza outonal do chá-de-marrocos (“Bidens aurea”)

Arca de Darwin

Em pleno Outono, as belas flores brancas de centro amarelo do chá-de-marrocos (Bidens aurea) contrastam com o azul-esverdeado ou acinzentado da água, trazendo mais um pouco de alegria a esta estação.

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O chá-de-marrocos, também conhecido por chá-de-espanha, é originário da América, de uma região que vai do sul dos Estados Unidos até à Guatemala. É, assim, uma planta exótica no nosso país, mas já está naturalizada, tanto cá como noutros países da Europa ocidental. (Diz-se que uma planta está naturalizada quando ela foi deslocada e passou a existir numa região onde antes não existia, e aí se mantém sem intervenção humana ao longo de vários ciclos de vida.)

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Por ser uma planta bastante bela, é muito utilizada em jardins, e talvez tenha sido essa a causa da sua “dispersão”.

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Felizmente, não parece ser muito invasora, pelo que podemos desfrutar sem remorsos da sua beleza nesta época em que as flores não abundam — a floração ocorre entre Agosto e Novembro.

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Esta espécie da família Asteraceae cresce nas margens de lagos, rios e ribeiros. Costumo vê-la na ribeira de Odivelas e no lago do Parque da Paz, em Almada.

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Mede entre 1,2 e 1,8 metros de altura.

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Uma última nota: a espécie tem uma variante de pétalas amarelas (terá sido esta a razão para o “aurea” no nome científico) com pontas brancas.

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07
Dez21

Natureza ilustrada junto à ponte do Pragal

Arca de Darwin

Os muros junto às paragens de autocarro à entrada da ponte 25 de Abril, em Almada, estão decorados com ilustrações de fauna presente na região. O autor dos murais é o artista Tiago Hacke, que já conhecemos devido ao seu trabalho no trilho da Ribeira das Vinhas, em Cascais.

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Eis as espécies:

 

 

 

 

28
Ago20

Arte Xávega na Costa da Caparica

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Os pescadores, os banhistas, os clientes, as gaivotas. Todos aguardam pacientemente que sejam recolhidos os incontáveis metros de corda que antecedem a rede. Esta última, se a sorte assim o ditar, estará carregada de peixe. E peixe mais fresco do que este só se o apanharmos nós mesmos.

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Esta pesca de arrasto, conhecida por Arte Xávega, nasceu há quase 200 anos. No passado, a rede de cerco (ou xalavar) era puxada por juntas de bois e, mais tarde, pela força dos braços dos pescadores e banhistas que estavam na praia. Actualmente, os tractores asseguram este trabalho.

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Em 2017, a Arte Xávega da Costa da Caparica foi inscrita no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial.

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14
Nov19

Polvo — Bordalo II

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O Polvo (Octopus vulgaris) de Bordalo II mora no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental da Costa da Caparica, em Almada, junto à praia do CDS. Esta peça de arte urbana data de 2016 e, como Bordalo já nos habituou, foi construída com materiais em fim de vida, como pneus de bicicleta, plástico de contentores, redes e material de pesca, e peças de automóveis.

26
Jul19

Poupa ("Upupa epops") — Parque da Paz, Almada

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A poupa (Upupa epops) é uma das aves mais bonitas da nossa fauna. E é inconfundível, com asas pretas e brancas, pescoço e cabeça alaranjada (mais pálidos nas fêmeas), e uma poupa que abre em leque (ainda não foi desta que consegui fotografar um espécime com a poupa aberta). No Parque da Paz, em Almada, é fácil observá-la.

Outra característica distintiva é o seu canto: um rápido pu pu pu, repetido várias vezes.

A poupa alimenta-se de insectos e de larvas que captura no solo com o seu enorme bico curvo.

O bico forte é uma das características da ordem a que pertence — os coraciiformes — e que contém mais três espécies também elas muito bonitas: abelharuco, rolieiro, guarda-rios. Além do bico, a ordem também é caracterizada pelas cores vivas e pelos pés sindáctilos (dedos total ou parcialmente unidos). De resto, as 4 espécies são muito diferentes e cada uma tem a sua própria família e ecologia: por exemplo, o guarda-rios alimenta-se de peixe, o rolieiro caça insectos e répteis, o aberalhuco come... abelhas.

Existe em todo o país.

Mede cerca de 27 centímetros.

25
Jul19

O poliândrico maçarico-das-rochas ("Actitis hypoleucos") - Parque da Paz, Almada

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No lago da EBIO do Parque da Paz, entre os inúmeros gansos, patos e pombos, há espécies mais tímidas e de dimensões mais reduzidas, como o mergulhão-pequeno (Tachibaptis ruficolis) e o maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos). Este último é pouco maior que um pardal (mede 20 cm contra os 14 cm do pardal), é uma espécie ameaçada com estatuto de conservação de Vulnerável, e tem um sistema de acasalamento também ele raro: é poliândrico, ou seja, cada fêmea tem vários machos, como já referimos aqui.

25
Jul19

Ganso-de-magalhães ("Chloephaga picta") no Parque da Paz, Almada

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A Estação de Biodiversidade (EBIO) do Parque da Paz, Almada, foi inaugurada este ano, em Abril. Entre as muitas espécies de aves que habitam o lago do parque há uma que se destaca pela sua raridade. Na verdade, é uma espécie exótica que em Portugal, tanto quanto sei, existe apenas no Parque da Paz. Trata-se do ganso-de-magalhães (Chloephaga picta), anseriforme oriundo do Chile e da Argentina.

Certo é que a espécie dá-se bem com os ares de Almada onde assentou arraiais há pelo menos 10 anos, e onde se tem reproduzido.

O dimorfismo sexual é evidente: os machos são brancos e pretos; as fêmeas são castanhas e pretas.

 

Mede entre 60 e 72 cm e pesa entre 2,7 e 3,2 kg.