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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

10
Mar19

Rela-meridional ("Hyla meridionalis")

Arca de Darwin

Em Portugal há duas espécies de relas: a rela-meridional (Hyla meridionalis) e a rela-comum (Hyla arborea). A rela-meridional distingui-se por ser maior — as fêmeas desta espécie podem chegar aos 6 centímetros — e por ter bandas escura laterais mais curtas: saem do focinho, passam pelo olho e vão até ao ombro, enquanto que as bandas da rela-comum vão até às virilhas dos membros posteriores.

Em geral, os indivíduos de ambas as espécies têm cor de alface. Seria de esperar que fossem fáceis de observar, mas a verdade é que a cor exuberante de alguma maneira mistura-se com o habitat, como se fosse uma folha caída no meio da vegetação ripícola.

Estes anuros (ordem Anura: anfíbios sem cauda) da família Hylidae têm pequenos discos adesivos nas pontas dos dedos.

A rela-meridional existe em Portugal, Espanha, França, Itália e Norte de África. Por cá, tem estatuto de conservação de Pouco Preocupante e existe no Centro e no Sul. A rela-comum existe em todo o país, mas é menos abundante no sudeste alentejano e no Algarve. Ou seja, é possível encontrar as duas espécies no mesmo charco.

Nesta altura as relas-meridionais estão em plena época de reprodução (Fevereiro−Abril) e, quando anoitece, o seu canto é bem audível. Os indivíduos desta espécie atingem a maturidade sexual aos 3 anos e vivem cerca de 10.

No sudoeste alentejano a espécie é conhecida por lucra. Já no Brasil chamam-lhe "perereca", palavra de origem tupi-guarani que significa andar aos saltos (o que ela faz quando caça), e que entretanto ganhou novo significado popular.

10
Ago18

Rã-ibérica ‒ a mascarada

Arca de Darwin

A característica mais identificativa da rã-ibérica (Rana iberica) é a máscara negra que começa no focinho e prolonga-se para a parte de trás do olho, e que é sublinhada por uma risca branca. Este anfíbio anuro (sem cauda) mede até 5,5 centímetros (os machos são mais pequenos do que as fêmeas).

São Pedro do Sul, Agosto de 2018

Para vê-la em Portugal é preciso estar a norte do rio Tejo, ou na serra de São Mamede. Vive em áreas com muita vegetação junto a charcos e a rios e ribeiros de águas límpidas.Como o nome indicia, é um endemismo ibérico que habita o noroeste da península. A poluição dos cursos de água, a destruição dos habitats ribeirinhos e a introdução de peixes exóticos são os principais factores que ameaçam a espécie. Por cá tem estatatuto de conservação Pouco Preocupante (LC - least concern), mas em Espanha está Quase em Perigo (NT - near threatened).