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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

19
Mar13

Humor e criatividade em prol do ambiente

Arca de Darwin
Alguns dos mais consagrados e famosos designers e criativos do mundo aceitaram o desafio da ONG Do the Green Thing e criaram 23 posters que apelam à acção contra as alterações climáticas. A ONG apresentou o primeiro poster no dia 1 de Março e, de então para cá, revela um por dia, até dia 23 de Março. Porquê esta data? Os posters são mais um veículo de promoção do evento Hora do Planeta que este ano decorre no próximo Domingo, 23 de Março, entre as 20:30 e as 21:30.

"Cut your shower short", por Michael Bierut. Ao reduzir 2 minutos à duração do banho poupará 16.425 litros de água por ano.

Criada em 2007 pelo Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF), a Hora do Planeta apela a cidadãos e empresas de todo o mundo para que desliguem as luzes de casa ou do local de trabalho durante 60 minutos. O objectivo é alertar para a necessidade de agir contra o aquecimento global do planeta. No ano passado mais de 7.000 vilas e cidades de 152 países participaram nesta campanha, que contou com a adesão de centenas de milhões de cidadãos.

"From waste to wonderful", por Mel Duarte. Para mais ideias de reutilização visite o site We Upcycle.

Entre os artistas convidados pela Do the Green Thing figuram nomes como Patrick Cox, criador do logotipo das olimpíadas londrinas, Tom Uglow, director criativo do Google, Eddie Opara, sócio da empresa de design Pentagram, e Sophie Thomas, directora de design da RSA - Royal Society for the encouragement of Arts, Manufactures and Commerce.

"Plug out", por Andy Ward. Espreite também este vídeo.

O poster divulgado hoje é da autoria do ilustrador Andy Ward. Com o título de Tune out, apela a uma vida menos “eléctrica” e mais conectada: “Quis mostrar que, para lá dos benefícios imediatos de desligar da corrente e de consumir menos electricidade, ao desconectarmo-nos da tecnologia podemos ligar-nos ao mundo que nos rodeia de uma maneira mais natural. Reconecte-se com a natureza, deslumbre-se com a beleza dela e actue a longo termo e em conjunto para alcançar mudanças”, aconselha o ilustrador.

"Turn it off properly", por Joe Stephenson. Veja quanto pode poupar ao desligar os aparelhos eléctricos da corrente.

Os posters foram impressos em edições limitadas de 23 exemplares. Pode adquiri-los no site da Do the Green Thing, onde também encontra sete simples acções para uma vida mais ecológica, e mais amiga da sua carteira.

"No to mineral, yes to tap", por Andrew Rae. "Mais de 25% da água engarrafada provem de reservatórios municipais, tal como a água da torneira".

31
Jul12

Cool it!

Arca de Darwin
O canal TVCine2 passa hoje às 21:30h o filme Cool it! (2010), do dinamarquês Bjorn Lomborg. Ele é autor do livro com o mesmo nome, traduzido para português com o título Calma! (2007), e é um dos indivíduos mais polémicos da actualidade.

A revista Time considerou-o uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, e o jornal britânico The Guardian uma das 50 personalidades que podem salvar o planeta. É licenciado e doutorado em Ciência Política e fundou o Conselho de Copenhaga – projecto que reúne economistas de renome com o objectivo de encontrar as melhores soluções para os problemas da humanidade. Mas o que o tornou famoso foi a publicação dos livros O Ambientalista Céptico (2001) e Calma!. Em Calma! defende que o Protocolo de Quioto é incapaz de travar o aquecimento global, e que o dinheiro gasto na redução de emissões de CO2 é melhor empregue em medidas que realmente salvem vidas, como o combate à má nutrição e a prevenção da sida e da malária.Em 2009 deu uma conferência no Green Festival, Estoril. Entrevistei-o nessa altura para a revista Gingko. Eis alguns excertos da conversa:Que objectivos tinha ao escrever O Ambientalista Céptico e Calma!?No essencial procurei incluir um sentido de proporção no debate climático, e no debate ambiental em geral. Não devemos pensar que tudo o que rodeia o aquecimento global é negativo e catastrófico. Na verdade, é um problema global, mas não é a catástrofe que muitos querem fazer crer. Ao termos sentido de proporção estaremos mais habilitados a definir prioridades correctamente.Qual foi o impacto dos seus livros?Certamente que fizeram com que muita gente ficasse ciente do problema. Claro que muitos outros ficaram agitados e disseram que não era verdade. Mas fiz todos os possíveis por demonstrar que não se trata de ideias malucas que tenha inventado, e que são dados resultantes da melhor investigação da actualidade. Os livros fizeram com que sejamos um pouco mais cuidadosos na tomada de decisões, e analisemos correctamente os factos, custos e benefícios. Mas não acabaram com o pânico: estamos apenas ligeiramente menos assustados.

Bjorn Lomborg. Foto: Roland Mathiasson

Considera-se capaz de salvar o mundo?Não. Posso ajudar ligeiramente a que o mundo seja um lugar melhor. O mundo não precisa de ser salvo. Precisa de ser um local infinitamente melhor, e em muitos aspectos. Um quinto da população vive numa pobreza abjecta, com condições medievais. Precisamos claramente de ajudar. Mas também temos muitos outros problemas ambientais - desde a poluição (interior, exterior, das águas), ao aquecimento global - que temos de solucionar. Espero que se consiga relativizar os vários problemas, que as pessoas compreendam que há soluções simples e baratas, que a luta contra as alterações climáticas é cara, que se faça mais gastando menos, mas tendo mais hipóteses de sucesso em criar um mundo melhor para os nossos filhos e netos.Há organizações internacionais - OMS, Cruz Vermelha, etc. - dedicadas a alguns desses problemas, má nutrição, sida, doenças tropicais, falta de comércio justo, etc. Porque é que não há soluções efectivas? Estarão essas organizações ultrapassadas? Será falta de vontade política? Ou de boa vontade?Não se trata de falta de boa vontade, nem de vontade política. O que há é falta de vontade em priorizar. No seio de organização como a OMS há muitas especialidades diferentes, como a imunização, doenças cardíacas ou saneamento básico. A maneira mais fácil de lidar com essa situação é destinar parte do orçamento para cada uma delas, de maneira a que ninguém se sinta lesado. Definir prioridades significaria que apenas uma, ou algumas, destas áreas receberiam fundos. Mas isso permitiria encontrar as melhores soluções, que são as que ajudariam o maior número de pessoas, o mais rápido possível, e da forma mais barata. E é nelas que deveríamos focar a nossa atenção e aplicar o dinheiro. O problema é que as pessoas não querem fazer essa escolha. Não querem dizer, por exemplo, que a água potável é neste momento mais importante do que as doenças cardíacas. Assim intervimos um pouco em todo o lado, mas não o suficiente nos locais onde realmente faríamos a diferença. Quanto à vontade política, o problema é que, num mundo mediatizado, infelizmente as pessoas que gritam mais alto, ou defendem os animais mais engraçados, ou contam as histórias mais assustadoras, são as que recebem mais atenção. Os problemas simples, e por isso mais aborrecidos, não recebem a atenção de que necessitam. Sida, má nutrição e imunização são assuntos aborrecidos comparados com o aquecimento global e os furacões, que são mais excitantes e interessantes para os media. Assim, preocupamo-nos muito mais com os problemas pelos quais, na verdade, pouco podemos fazer, e fazemos pouco com aqueles em que poderíamos fazer bastante.

Pachauri e Lomborg. Foto: Christian Fleming

Como reagiu quando ouviu as suas ideias serem comparadas com as de Hitler, tanto mais que a acusação foi feita por um prémio Nobel da Paz? Como é que mantém a calma?Ao fim e ao cabo, a maioria dessas pessoas tem boa vontade. Compreendo que fiquem agitadas. Provavelmente reagiria da mesma maneira quando era idealista e não olhava para os dados. É uma inclinação natural querer agir correctamente, e a preocupação e o combate ao aquecimento global fazem parte disso. Mas também é necessário saber quão eficazes somos a lidar com o aquecimento global. Pachauri comparou-me a Hitler quando se deparou com as minhas opiniões, mas, na realidade, ambos partilhámos um painel sobre o aquecimento global, há uns meses, na reunião Lindau [encontro anual de prémios Nobel e talentos internacionais, que fomenta a transferência de conhecimentos], na Alemanha, e ele acabou por respeitar as minhas opiniões e perceber que tenho boas intenções. Trocámos e-mails e ele até me convidou para ir à Índia. É claro que ainda discordamos em vários assuntos. Mas isto mostra que apenas é necessário tempo para que se perceba que não sou má pessoa e que é importante olhar para as minhas ideias porque possivelmente há assuntos que estamos a negligenciar, e é importante sermos inteligentes em relação às soluções que adoptamos.Defende que a solução para as alterações climáticas é o investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D). Porquê?As promessas e as políticas de redução de emissões de carbono não estão a resultar. Consegui-lo, e como não há tecnologia barata, custará muito dinheiro ao eleitorado. E isso significa perder eleições. A maioria dos políticos falará sobre o assunto mas não fará reduções significativas nas emissões de carbono. É um tema propício a bons discursos, mas isso não ajudará o clima. Se vamos cortar nas emissões a longo prazo, temos primeiro que encontrar fontes de energia limpa muito mais baratas, o que poderá alcançar com I&D, em 20 ou 30 anos. Nessa altura toda a gente, incluindo os chineses e os indianos, mudará para fontes de energia que não emitem carbono.Já criticou o plano norte-americano que destina 150 mil milhões de dólares às energias renováveis. A produção em massa de tecnologias verdes não é boa notícia?Sabemos que a produção em massa reduz custos. Mas se não reduzir os custos abaixo dos combustíveis fósseis não alcançaremos grande coisa. Significa, por exemplo, que as baterias dos carros eléctricos passam de incrivelmente caras para muito caras. Gastar dinheiro em produtos ineficientes não os torna eficientes. Preferia que estes 150 mil milhões fossem gastos no desenvolvimento de baterias mais eficientes, de modo a que daqui a 15 ou 20 anos a produção em massa as tornasse mais baratas que os combustíveis fósseis.

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