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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

14
Abr20

Viagem através das cores

Arca de Darwin

Estava a remexer no baú digital de fotografias e encontrei estas de Lisboa tiradas em dois ou três dias diferentes antes da quarentena. Juntas, evocam várias características que tornam esta cidade tão única. A mais evidente é a cor de Lisboa.

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Tal como a Lisboa das colinas é porosa, com as ruas a desaguarem umas nas outras através de arcos e escadarias, nesta sequência de imagens também a cor corre de uma fotografia para outra, acabando por se transformar ou dissolver. As duas cores talvez mais abundantes lembram a ligação natural à terra: o amarelo-ocre e o vermelho-almagre das argilas. Mas é o diálogo do rio com o sol que banha a cidade com a sua luz única. Luz e sombras, esculpidas pelo relevo das colinas. Ia terminar a série com a penúltima imagem, a do banco com as duas almofadas, mas o vazio lembra demais a quarentena. Assim, resolvi acrescentar uma vista ao longe, onde o mosaico de cores ― simboliza também a mescla cultural que compõe a cidade ― se torna evidente. Em breve, lá estaremos.

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04
Fev20

O Jardim Botânico Tropical já reabriu

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Um ano após o encerramento para remodelação o Jardim Botânico Tropical reabriu portas no final do mês passado. Este Jardim, que em 2015 passou para a Universidade de Lisboa, tem 5 hectares abertos ao público e fica junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, Lisboa.

29
Nov19

Palácio Nacional de Mafra

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O monumental Palácio Nacional de Mafra, a 25 km de Lisboa, foi construído no século XVIII a mando do rei D. João V para cumprir um voto de sucessão. Uma obra desta envergadura — composta por Basílica, Paço Real e Convento — não é coisa barata, e esta foi paga com o ouro e diamantes vindos do Brasil. Tudo somado, o Palácio conta com uma área quase 4 hectares, 1200 divisões, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões. A biblioteca tem cerca de 38000 volumes.

A construção do Palácio Nacional de Mafra é o tema do livro Memorial do Convento (1982), do prémio Nobel da Literatura José Saramago.

03
Nov19

Carnide

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Tirei estas fotos ontem em Carnide, um bairro de Lisboa que talvez conheça por causa dos muitos e bons restaurantes, ou por causa da Feira da Luz, ou do teatro, ou porque fez uma visita guiada ao rico património da Freguesia em que lhe explicaram o culto da Senhora da Luz e a presença daqueles círculos azuis (silos escavados em argila que serviam para armazenar cereais e que remontam ao século XV). Eu conheço-o porque é o bairro onde cresci.

13
Set19

Jardim do Campo Grande

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Tinha alguma curiosidade em ver como ficou o Jardim do Campo Grande, em Lisboa, entretanto rebaptizado Jardim Mário Soares. Estudei ali ao lado, na Faculdade de Ciências, e as únicas vezes que atravessei a rua até ao jardim foi para a ir à livraria do Caleidoscópio, que tinha livros sobre ciência que dificilmente se encontravam em outro local. O Jardim propriamente dito, nunca me atraiu.

Daí que, como disse, estava curioso. A verdade é que depois da renovação que começou em 2013 e terminou (?) no ano passado, o jardim está mais limpo, mais arranjado, e tem mais gente a usufruir dele. O lago do extremo Sul não tem água... Há campos de padel, um ginásio, um parque para cães, um parque infantil, ecopista para bicicletas e trotinetes, esculturas, esplanadas, e os «mesmos» barcos a remos (actividade que ali se estreou em 1869).

Mas continua pouco atractivo enquanto jardim. Porquê? O Campo Grande nunca foi pensado para ser de facto um Jardim. Se recuarmos ao século XIV vemos ali o rei de Castela a montar o cerco a Lisboa. Dois séculos mais tarde, D. Sebastião usa o Campo para passar revista às tropas antes de ir para a fatídica batalha de Alcácer Quibir. No final do século XVIII, Dona Maria começa a planear construir ali uma zona arborizada com um circuito para corridas de cavalos, as quais começaram em 1816 (a Sociedade Hípica Portuguesa tem ainda um espaço do outro lado da estrada, por trás da Faculdade de Ciências). Depois Pina Manique mandou projetar um Passeio Público que viria a receber várias feiras. De então para cá ganhou uma amálgama de «equipamentos»: ringue de patinagem e campos de ténis (1945), piscina (1964), Centro Comercial Caleidoscópio (1974), Café Concerto (2002), parque infantil (2005 - renovação).

O entretenimento e o espírito de Passeio Público persistem enquanto alma do Jardim do Campo Grande: um espaço para as pessoas se entreterem, para se verem e serem vistas. É mais uma «zona de serviços» e não tanto uma «zona verde». Nunca foi um jardim pensado para se desfrutar propriamente da natureza, como o Jardim Botânico ou o Jardim Gulbenkian, com os seus recantos tranquilos.

Além disto, e de se ter que atravessar uma estrada com 6 faixas de rodagem para passar da parte Sul para a parte Norte, falta também alguma harmonia para tornar o jardim mais atractivo: a arquitectura do Caleidoscópio não combina com a do ginásio; as estátuas dos reis não combinam com a da Luísa Todi; o som do padel não combina com um descanso ou leitura tranquilos; até os pombos não combinam com os gaios que não combinam com os periquitos-de-colar, mas este é um problema comum a quase todos os jardins de Lisboa.

05
Ago19

Poços do Rio Teixeira

Arca de Darwin

Durante o festival Tradidanças (Carvalhais, São Pedro do Sul) aproveito sempre para dar um mergulho num dos muitos poços — piscinas naturais — da região. Já aqui falei do Poço Azul, e em breve falarei do Poço Negro. Mas este post é sobre os Poços do Rio Teixeira, que bem podiam ser chamados de Poço Verde.

Nestes poços, para onde quer que se olhe, vê-se verde. Até o céu está escondido pela copa das árvores, já que o rio corre bem encaixado entre duas encostas. Apesar da sombra, a água até não estava muito fria.

Este é o poço mais acessível de todos os que visitei; fica mesmo junto à estrada. Uma braçada para esquerda e estamos em Aveiro; uma braçada para a direita e estamos em Viseu.

Para saber mais sobre este rio — os seus poços, cascatas, biodiversidade... ― visite, por exemplo, o site da Rota da Água e da Pedra.