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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

29
Dez17

Gilbardeira, e as folhas que não são folhas

Arca de Darwin

Não foi fácil memorizar o nome desta planta, mas o esforço valeu a pena, porque a gilbardeira (Ruscus aculeatus), também conhecida por erva-dos-vasculhos e gibaubeiro, tem um pormenor muito interessante: as "folhas" não são verdadeiras folhas, mas sim caules modificados.

Arrábida, Dezembro de 2017

Por esta altura (Outono/Inverno) surgem os frutos, vermelhos, esféricos, com 10 a 12 mm de diâmetro (se olhar com atenção verá que o fruto "sai" da "folha"). Cada fruto contém duas sementes, que são depois dispersas através dos dejectos das aves que se alimentam dos frutos.

27
Dez17

Salsaparrilha (Smilax aspera)

Arca de Darwin

A fotogénica Smilax aspera é mais conhecida por salsaparrilha (a tal da bebida espanhola derrotada pela Coca-cola), mas tem muitos outros nomes: alagação, salsaparrilha-bastarda, alegra-campo, salsaparrilha-indígena, recama, salsaparrilha-rugosa, alegra-cão, silvamar... Existe em África, Europa e Ásia. Por cá, é mais comum no Sul do País, e também é nativa nos Açores. Esta trepadora pode chegar aos 15 metros. É considerada medicinal, e diz que o extrato da raiz, além de diurético, é bom para a gota, reumatismo e psoríase.

Serra da Arrábida, Dezembro 2017

09
Mar15

Mais Natureza nos pilares da Ponte 25 de Abril

Arca de Darwin

Os pilares das duas pontes de Lisboa "albergam" insectos, na Vasco da Gama, e cetáceos e limícolas, na 25 de Abril. Agora os desta última também dão guarida à fauna da serra da Arrábida, em mais um projecto da Galeria de Arte Urbana (GAU).

pilares ponte 25 abril 1

José Carvalho, Regg e Tamara Alves são três dos artistas que dão vida aos pilares. Ainda que, no seu todo, o resultado não seja o mais harmonioso, vale bem a pena apreciar as peças de arte urbana individualmente.

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17
Nov13

Avivar o mobiliário urbano

Arca de Darwin
Ao longo do jardim da Avenida Luísa Todi, em Setúbal, inúmeros seres e paisagens dão vida às monótonas, mas necessárias, caixas de electricidade. Contei 29, mas tenho certeza de que há mais algumas.

Esta iniciativa decorreu em Setembro de 2012, no âmbito do projecto “Setúbal Mais Bonita”. “Arrábida – Património Mundial” foi o tema dos graffitis pintados por vários artistas.

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15
Mai12

A orquídea que NÃO provoca abortos

Arca de Darwin

No passeio pela Arrábida (ver A planta que gosta de estradas e Pútegas: Parasitas comestíveis), ainda dentro da floresta coberta, mas num local exposto à luz do Sol, encontrámos o raro limodoro-mal-feito (Limodorum abortivum). O nome científico desta orquídea é responsável por um mal-entendido: Há quem diga que provoca abortos nas fêmeas de herbívoros grávidas que a ingiram. Na verdade, o nome “abortivum” refere-se ao “aborto” das suas folhas, que não se desenvolvem além de bainhas parecidas com escamas, que lhe dão este aspecto de espargo roxo.

De facto, esta orquídea tem pouca clorofila, pelo que não consegue satisfazer as necessidades alimentares através da fotossíntese. Assim, estabelece uma relação simbiótica com fungos para absorver substâncias orgânicas através da raiz. As sementes têm crescimento lento e permanecem 8 a 10 anos no solo. No Sul a floração ocorre entre Abril e Maio (foi por dias que não a vimos em flor!). No Norte estende-se até Julho.

 

09
Mai12

A planta que gosta de estradas

Arca de Darwin

A Iberis procumbens (subespécie microcarpa) é um endemismo português, isto é, só existe no nosso país, e habita no litoral, em arribas e areais situados entre a serra da Boa Viagem e a serra da Arrábida. No entanto, no Parque Natural da Arrábida, Setúbal, manifesta uma preferência algo surpreendente: “Adora estradas novas. É claramente um exemplo de uma espécie protegida que, nesta zona, beneficia da actividade humana”, observou o biólogo Paulo Pereira durante a visita à Arrábida (ver post “Pútegas: parasitas comestíveis”). De facto, só a encontrámos nas paredes de calcário resultantes da abertura de estradas na serra, e em caminhos junto às arribas.

A Iberis procumbens (subespécie microcarpa), conhecida por Assembleias, tem outra particularidade relativa às suas flores (que têm 4 pétalas). Estas agrupam-se em inflorescências em que as duas pétalas exteriores das flores periféricas são de maior dimensão, de modo a criar a ilusão de que se trata apenas de uma grande flor. Objectivo? Com esta estratégia atrai insectos polinizadores investindo menos energia na produção de pétalas. E por as flores estarem próximas, cada insecto poliniza várias durante uma visita.

05
Mai12

Pútegas: parasitas comestíveis

Arca de Darwin

É sempre um prazer ir para o campo com o biólogo (e músico) Paulo Pereira (na foto) e desfrutar do seu vasto conhecimento sobre ecologia. Foi o que aconteceu ontem, num passeio que ele conduziu pela serra da Arrábida, organizado pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) no âmbito da Conferência Internacional de História Ambiental (hoje, 5 de Maio, na FCSH).

A Arrábida alberga uma floresta muito antiga, que remonta ao Terciário, e apresenta características climáticas únicas, que resultam de factores como a orientação das serras e da proximidade do mar. Muitas plantas que, noutras regiões do país, não passam de arbustos, atingem na Arrábida estatuto de árvore, chegando a atingir 12 metros de altura.

A meio do passeio cruzámo-nos com uma pútega (Cytinus hypocistis), também conhecida como coalhada. Esta planta não tem clorofila e não faz fotossíntese. Por isso parasita estevas (Cistus sp.) e sargaços (Halimium sp.), dos quais se alimenta. Parece que são comestíveis, mas o exemplar que vimos (na foto, com pétalas amarelas) ainda não estava maduro.

A pútega estava na beira de um caminho, na orla da floresta coberta (foto em baixo). É nestas áreas de fronteira e nos penhascos junto ao mar que se encontra maior biodiversidade. Fica a dica para quem quiser visitar esta serra.

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