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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

10
Jan22

Lagoa de Óbidos

Arca de Darwin

Como estava de passagem pela zona, fiz uma visita curta e não planeada à Lagoa de Óbidos. Só percorri uma pequena parte da ponta sudoeste, conhecida como Braço do Bom Sucesso, mas valeu bem a pena — pelo sossego, pelas paisagens, pelas várias espécies de aves que se alimentam nas águas rasas (como a garça-real e os flamingos-comuns das fotos em baixo).

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A Lagoa de Óbidos situa-se nos concelhos de Óbidos e Caldas da Rainha, e é o sistema lagunar mais extenso da nossa costa: tem um comprimento máximo de 4,5 quilómetros, uma largura máxima de 1,8 quilómetros, e ocupa uma área de 6,9 quilómetros quadrados.

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É uma zona com enorme diversidade de avifauna (o site Aves de Portugal contabiliza cerca de 40 espécies) e de peixe e marisco (o site da Câmara Municipal de Óbidos refere a presença de robalo, linguado, solha, rodovalho, dourada, choupa, tainha, enguia, polvo, amêijoa, berbigão, mexilhão, camarão, caranguejo-verde...). Os barcos típicos da actividade pesqueira na lagoa são as bateiras.

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07
Dez21

Natureza ilustrada junto à ponte do Pragal

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Os muros junto às paragens de autocarro à entrada da ponte 25 de Abril, em Almada, estão decorados com ilustrações de fauna presente na região. O autor dos murais é o artista Tiago Hacke, que já conhecemos devido ao seu trabalho no trilho da Ribeira das Vinhas, em Cascais.

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Eis as espécies:

 

 

 

 

22
Fev20

Periquito-de-colar versão AZUL

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Ao longo dos últimos 40 anos o periquito-de-colar (Psittacula krameri) tornou-se uma espécie comum nos parques e jardins de Lisboa e os alfacinhas já se habituaram à presença desta barulhenta espécie exótica de plumagem verde e bico vermelho.

Aqui na Arca também já falámos do periquitão-de-cabeça-azul (Aratinga acuticaudata), outra espécie exótica que também vive em liberdade em Lisboa, e que também o corpo verde, mas é ligeiramente mais pequeno e tem a cabeça azul. Anteontem, quando estava perto da janela da sala, fui surpreendido pelo chamamento estridente típico do periquito-de-colar.

Eles costumam passar por aqui a voar, mas o mais perto que os vi pousar foi a algumas dezenas de metro, num eucalipto. Desta vez, o som indicava que o animal estava muito próximo. De facto, estava mesmo ao lado na janela do vizinho, pousado na caixa do estore. Para minha surpresa, o bicho era igual a um periquito-de-colar, mas era azul.

Pelo que entretanto li, há várias mutações que ocorrem no Psittacula krameri (veja-as aqui) e que produzem uma gama muito variada de cores, surgindo indivíduos azuis, mas também completamente amarelos e até albinos. (Este indivíduo tem uma anilha e talvez tenha fugido de uma gaiola.)

 

04
Dez19

Bico-de-lacre ("Estrilda astrild") no Parque das Nações

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O bico-de-lacre (Estrilda astrild) é a ave exótica naturalizada mais abundante em Portugal. A sua introdução no país remonta a 1964, quando exemplares da espécie que é originária de África foram libertados em Oeiras, Óbidos e Vila Franca de Xira.

Apesar do tamanho diminuto (mede apenas 11 cm), este pássaro é fácil de observar pois forma bandos com algumas dezenas de indivíduos. O característico bico vermelho e a máscara da mesma cor sobressaem entre as cores pardas das ervas e dos caniços.

Os primeiros bandos que vi foi na Ria Formosa, na longínqua década de 90, e de então para cá encontrei-os em locais como a Lagoa da Estacada (Sesimbra), as Salinas do Samouco ou o Parque do Tejo (Parque das Nações/Lisboa). Em Portugal, a espécie, tanto quanto sei, só não ocorre em algumas zonas da Beira Alta e de Trás-os-Montes.

Tem duas posturas por ano: Fevereiro a Julho e Setembro a Novembro. Geralmente põe 4 a 6 ovos e o período de incubação é de 10 a 12 dias.

 

18
Ago19

Chapim-rabilongo ("Aegithalos caudatus")

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No campismo do festival Tradidanças, o amanhecer faz-se ao som de pequenos grupos de chapins-rabilongos (Aegithalos caudatus), que freneticamente percorrem os pinheiros e carvalhos da escola profissional de Carvalhais em busca de insectos, frutos e sementes.

Este pequeno pássaro de cerca de 14 centímetros é por vezes descrito como uma bolinha de algodão com uma cauda enorme (entre 7 e 9 cm). A face e o barrete são claros, e o bico é preto e pequeno (menor que os bicos dos outros chapins).

26
Jul19

Poupa ("Upupa epops") — Parque da Paz, Almada

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A poupa (Upupa epops) é uma das aves mais bonitas da nossa fauna. E é inconfundível, com asas pretas e brancas, pescoço e cabeça alaranjada (mais pálidos nas fêmeas), e uma poupa que abre em leque (ainda não foi desta que consegui fotografar um espécime com a poupa aberta). No Parque da Paz, em Almada, é fácil observá-la.

Outra característica distintiva é o seu canto: um rápido pu pu pu, repetido várias vezes.

A poupa alimenta-se de insectos e de larvas que captura no solo com o seu enorme bico curvo.

O bico forte é uma das características da ordem a que pertence — os coraciiformes — e que contém mais três espécies também elas muito bonitas: abelharuco, rolieiro, guarda-rios. Além do bico, a ordem também é caracterizada pelas cores vivas e pelos pés sindáctilos (dedos total ou parcialmente unidos). De resto, as 4 espécies são muito diferentes e cada uma tem a sua própria família e ecologia: por exemplo, o guarda-rios alimenta-se de peixe, o rolieiro caça insectos e répteis, o aberalhuco come... abelhas.

Existe em todo o país.

Mede cerca de 27 centímetros.

25
Jul19

O poliândrico maçarico-das-rochas ("Actitis hypoleucos") - Parque da Paz, Almada

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No lago da EBIO do Parque da Paz, entre os inúmeros gansos, patos e pombos, há espécies mais tímidas e de dimensões mais reduzidas, como o mergulhão-pequeno (Tachibaptis ruficolis) e o maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos). Este último é pouco maior que um pardal (mede 20 cm contra os 14 cm do pardal), é uma espécie ameaçada com estatuto de conservação de Vulnerável, e tem um sistema de acasalamento também ele raro: é poliândrico, ou seja, cada fêmea tem vários machos, como já referimos aqui.

25
Jul19

Ganso-de-magalhães ("Chloephaga picta") no Parque da Paz, Almada

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A Estação de Biodiversidade (EBIO) do Parque da Paz, Almada, foi inaugurada este ano, em Abril. Entre as muitas espécies de aves que habitam o lago do parque há uma que se destaca pela sua raridade. Na verdade, é uma espécie exótica que em Portugal, tanto quanto sei, existe apenas no Parque da Paz. Trata-se do ganso-de-magalhães (Chloephaga picta), anseriforme oriundo do Chile e da Argentina.

Certo é que a espécie dá-se bem com os ares de Almada onde assentou arraiais há pelo menos 10 anos, e onde se tem reproduzido.

O dimorfismo sexual é evidente: os machos são brancos e pretos; as fêmeas são castanhas e pretas.

 

Mede entre 60 e 72 cm e pesa entre 2,7 e 3,2 kg.

 

23
Abr19

Verdilhão ("Carduelis chloris")

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O verdilhão-comum (Carduelis chloris) é um pássaro muito comum nos parques e jardins urbanos. Já aqui falámos dele, mas com estas fotos é mais fácil identificar a espécie, e compará-la com as outras do género Carduelis: o pintassilgo (Carduelis carduelis), o pintarroxo (Carduelis canabina) e o lugre ou pintassilgo-verde (Carduelis spinus).

Verdilhão-comum (Carduelis chloris), Jardim Rio da Costa, Odivelas

18
Mar19

Gralha-preta ("Corvus corone")

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A razão para vermos tantas gralhas-pretas (Corvus corone) junto às estradas é que estes animais alimentam-se de carniça, ou seja, dos animais atropelados. Também caçam animais pequenos (insectos, ratos, répteis, caracóis...) e ingerem grãos e bagas. Tal como os restantes corvídeos, as gralhas-pretas são muito inteligentes — comparáveis aos grandes símios como os chimpanzés — e resolvem problemas usando ferramentas mentais como a imaginação e a previsão de eventos futuros.

Esta espécie vive até 20 anos e mede cerca de 46 centímetros. Na imagem em baixo parece ter o olho "embaciado". Na verdade, é a membrana nictitante (ou terceira pálpebra) que está "a passar", e que serve para proteger e limpar o globo ocular.