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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

12
Mar19

Cabo Espichel — biodiversidade à volta do Santuário

Arca de Darwin

Ontem passei pelo Cabo Espichel, Sesimbra, e percorri o perímetro do Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua. Perante a paisagem agreste, dominada pelo vento e pela imensidão do mar, podemos pensar que ali, num raio de 20 metros do Santuário, haverá pouca biodiversidade. Pelo contrário.

No post sobre o sardão (Lacerta lepida), os dois animais que fotografei em São Pedro do Sul eram, como referi, pequenitos. Este exemplar que estava ontem no Cabo Espichel era já adulto, e bem grande.

Outra novidade para esta área foi quase ter conseguido fotografar um falcão-peregrino (Falco peregrinus). Fica para a próxima.

Houve outras aves que pousaram para a fotografia (cartaxos, escrevedeiras-de-garganta-preta, trigueirão), outras que só vi por breves instantes (rabirruivos, pintassilgos, estorninhos, cotovias), e outras que não chegaram a aparecer (por exemplo, o mocho-galego).

Borboletas, nem vê-las. Orquídeas, duas espécies (o que é habitual, pois aparecem em sucessão) mas muito pouco abundantes: moscardo-fusco (Ophrys fusca) e orquídea-homens-nus (Orchis italica). Já os maios-pequenos (Gynandriris sisyrinchium) e as campainhas-amarelas (Narcissus bulbocodium) atapetam o chão.

22
Out14

Ermida da Memória: devemo-la aos... dinossauros

Arca de Darwin

Por ali tudo é imenso: a falésia do Cabo Espichel, a Igreja de Nossa Senhora do Cabo, o mar. Mas toda a grandeza mais não faz do que salientar a beleza e elegância da pequenina Ermida da Memória.

ermida da memoria 1 Visitei-a inúmeras vezes e sempre a olhei de diferentes perspectivas..

ermida da memoria 2 ermida da memoria 3 ermida da memoria 4 ermida da memoria 5 ermida da memoria 6

Foi construída no século XV para assinalar a aparição da Senhora do Cabo, que ocorrera em 1410. Diz a lenda que dois idosos sonharam com a santa e viram-na ser carregada falésia acima por uma mula branca.

ermida da memoria a 12

A comprovar a "veracidade" do sonho lá estavam as marcas das patas da mula encrostadas na pedra. Hoje sabe-se que as famosas pegadas pertencem a dinossauros.

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01
Mar14

Das flores-dos-passarinhos aos homens-nus: descubra as orquídeas selvagens portuguesas

Arca de Darwin

Estamos em plena época de floração das orquídeas selvagens. De norte a sul do país podem-se observar cerca de 50 espécies destas plantas que imitam a forma, cheiro e cor dos insectos que as polinizam. Segue-se um apanhado das já apresentadas aqui na Arca (com os respectivos links).

Género Aceras

Erva-do-homem-enforcado (Aceras anthropophorum)

Aceras anthropophorum 1.jpg

Género Anacamptis

Orquídea-piramidal (Anacamptis pyramidalis)

Erva-perceveja (Anacamptis coriophora)

erva-perceveja.JPG

 

Género Barlia

Orquídea-gigante (Barlia robertiana)

orquidea-gigante-3.jpg

Género Cephalanthera

Cephalanthera longifolia

Género Epipactis

Heleborinha-comum (Epipactis tremolsii)

epipactis tremolsii 4.jpg

 

Género Limodorum

Limodoro-mal-feito (Limodorum abortivum)

limodorum2-766x1024.jpg

Género Ophrys

Moscardo-fusco (Ophrys fusca)

Ophrys-fusca-3-a-766x1024.jpg

 

Erva-vespa (Ophrys lutea)

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Flor-dos-passarinhos (Ophrys scolopax)

Ophrys-scolopax-0-1024x766

 

Erva-abelha-maior (Ophrys speculum subsp. speculum)

Ophrys-speculum-2-768x1024

 

Erva-vespa-rosada (Ophrys tenthredinifera)

ORQUDE~1

Género Orchis

Homens-nus (Orchis italica)

orchis-italica-1-1024x779

 

 

24
Out13

Estorninho-preto: o “sósia” do melro

Arca de Darwin
Nas cidades, onde é comum, geralmente forma pequenos bandos e vê-se sobretudo nos ramos das árvores mais altas ou nas antenas de televisão. No campo, junto a zonas cultivadas, aglomera-se em grupos de centenas ou milhares de indivíduos. 

Estorninho-preto (Sturnus unicolor), Cabo Espichel, Sesimbra

Parece um melro devido à plumagem preta e bico amarelo, mas o estorninho-preto (Sturnus unicolor) distingue-se por ser mais pequeno (mede cerca de 21 centímetros de comprimento, contra os 24 cm do melro), mais estridente, mais brilhante, e por ter uma postura mais vertical.

Estorninho-preto (Sturnus unicolor), Odivelas

Também podemos confundi-lo com o estorninho-malhado (Sturnus vulgaris), mas este só nos visita no Outono e no Inverno (o S. unicolor é residente) e, como o nome indica, tem o corpo pintalgado de manchas brancas.

Estorninho-preto (Sturnus unicolor), Parque das Conchas, Lisboa

Omnívoro – tal como nós –, alimenta-se de frutos, insectos e restos da alimentação humana.

Existe em Portugal, Espanha, França, Itália e Reino Unido (Gibraltar).

15
Out13

Mocho-galego – consegue vê-lo?

Arca de Darwin
Com 23 centímetros de comprimento o mocho-galego (Athene noctua) arrebata o título de rapina nocturna mais pequena da nossa avifauna (isto porque é raro o mocho-pigmeu aparecer por cá). Além de existir nas cidades, este “simpático” animal tem uma característica muito apreciada pelos birdwatchers: está activo tanto de noite como de dia.

Mocho-galego (Athene noctua), Cabo Espichel, Sesimbra

Ao olhar para o ar patusco, resultante dos grandes olhos amarelos e da cabeça achatada, facilmente esquecemos que o mocho-galego é um predador, que captura roedores, pássaros, répteis, insectos e vermes.

Para detectar as presas usa locais elevados (postes, fios de telefone, muros, cercas, etc.) como postos de vigia. 

Curiosidade: “Faz vénias e cortesias quando está agitado”, lê-se em Aves de Portugal e Europa (Edição FAPAS).