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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

26
Jul13

O colorido abelharuco

Arca de Darwin
Verde, castanho, amarelo, azul, preto e laranja são algumas das cores que compõem a plumagem do abelharuco-comum (Merops apiaster). As fotos são fraquinhas (colocarei umas melhores assim que as tenha) e não fazem jus à beleza desta ave, mas não queria que o Verão acabasse sem falar dela. Este visitante estival (chega em Abril e parte em Setembro) é mais abundante a sul do rio Tejo, mas também existe no norte do país.

Abelharuco (Merops apiaster), Castro Verde

Vive em colónias e constrói os ninhos escavando buracos em solos arenosos.

Como o nome indica, as abelhas são uma das principais componentes da dieta, ainda que também coma outros insectos, como vespas, gafanhotos e térmitas. Por vezes caça em bando e a grande altura do solo. No entanto, é fácil de observar quando poisa em ramos de árvores, vedações ou cabos eléctricos. 

Mede cerca de 28 centímetros.

Tal como o guarda-rios, pertence à ordem Coraciiformes.
07
Jul13

A aranha “Aculepeira armida” e o seu intricado padrão

Arca de Darwin
Sei muito pouco de aranhas, mas achei fascinante o padrão desta espécie e não resisti a partilhar. Julgo tratar-se da Aculepeira armida, conhecida por tecedeira-acuminada-mediterrânica ou por aranha-flor-de-carvalho-laranja.

Aculepeira armida, Herdade de Vale Gonçalinho, Castro Verde

Algumas características identificadoras da espécie são o abdómen estreito com uma risca central de cor amarela, laranja ou vermelha, que se vai estreitando à medida que se dirige para a parte posterior. A ladear esta risca está uma mancha branca, de contornos ondulados, a qual, por sua vez, é contornada por uma linha preta.

Como acontece em muitas espécies de aranhas, também esta apresenta dimorfismo sexual – os machos (8 a 9 mm) são mais pequenos do que as fêmeas (14-17 mm).

Prefere áreas expostas ao sol e ao vento, com arbustos e vegetação rasteira. É nessas plantas, ou em cercas, que constrói a teia.

Esta fica entre 0,5 a 1,5 metros do solo e, geralmente, a tecedeira-acuminada-mediterrânica “planta-se” no meio dela à espera das presas.

Os adultos surgem entre Maio e Setembro. A reprodução acontece no Verão, altura em que o “apetite” da fêmea (maior do que o macho) poderá perigar a sobrevivência do macho...
14
Jun13

A hora da garça

Arca de Darwin
Dispersas em pequenos bandos durante o dia, as garças-boieiras reúnem-se ao final da tarde em colónias na copa de árvores. Durante essa viagem para a “caminha” pintam o céu de pequenas manchas brancas, ou de silhuetas negras que parecem perseguir os últimos raios de Sol.

Garças-boieiras (Bubulcus ibis), Herdade de vale Gonçalinho, Castro Verde

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