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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

23
Mar15

Birdwatching (e não só) na Lagoa da Estacada

Arca de Darwin

A famosa Lagoa de Albufeira, em Sesimbra, é na verdade um conjunto de três lagoas: a Grande, a Pequena e a da Estacada. O Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena fica perto da estrada para Sesimbra e permite aceder a três observatórios de aves.

lagoa da estacada 1

Tentei visitá-lo há uns anos, mas estava fechado. Entretanto, parece que os horários de abertura "estabilizaram" e, a partir de 1 de Abril (horário de Verão) serão os seguintes: quartas-feiras, sextas-feiras e sábados, das 8:30h às 12:00h e das 15:00h às 19:30h.

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Colocados em diferentes pontos da lagoa, os observatórios permitem avistar várias espécies de aves aquáticas, como a garça-real, o caimão, o corvo-marinho, a marrequinha, o pato-trombeteiro...

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Mas o espaço tem muito mais para oferecer. No bosque, pinhal e caniçal há outras aves, como piscos-de-peito-ruivo, bicos-de-lacre, carriças, chapins-reais, chapins-azuis, chapins-rabilongos, toutinegras-de-barrete-preto...

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E há borboletas, como a já nossa conhecida malhadinha.

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Também há outros detalhes que justificam a nossa atenção, como os reflexos da água sobre o dique, o contraste da canas em contraluz ou a vibrante cor dos líquenes.

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Mais informações, aqui.

08
Abr13

Mês do chapim-azul na Gulbenkian

Arca de Darwin
“As cidades são óptimo ponto de partida para conhecer a biodiversidade nacional. Jardins, ribeiras e ruas arborizadas albergam fauna e flora muito mais ricas do que se imagina. Basta olhar com um pouco mais de atenção”, lê-se na apresentação da Arca de Darwin. Uma das formas de promover e facilitar a observação da Natureza é a afixação de cartazes que informem sobre as espécies e biótopos de um determinado local, como acontece, por exemplo, na Duna da Cresmina ou na Rota do Almonda.

Chapim-azul (Parus caeruleus), R. Prof. Mark Athias, Telheiras (Lisboa)

Por isso, é com agrado que registo a iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian que, com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora, colocou nos seus jardins placas que convidam os visitantes a descobrir o chapim-azul (Parus caeruleus), pássaro residente e comum nas cidades.

Cartaz no jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Pelo subtítulo “Um mês... uma ave / Abril” depreendo que em cada mês apresentarão uma ave diferente, substituindo as placas anteriores (não encontrei placas referentes a outras aves). O que é pena. A ideia de alternadamente destacar uma espécie é interessante, até porque a composição da avifauna do jardim varia ao longo do ano, por exemplo, com a chegada e partida das aves invernantes. Mas falta um cartaz que mostre as espécies mais comuns e/ou abundantes, de maneira a garantir uma experiência positiva ao visitante que procure, e não encontre, a ave do mês nas copas das árvores e nos arbustos (se tal cartaz existir, retiro desde já o reparo à iniciativa).

Chapim-azul, em Telheiras

Por exemplo, só vi estas placas na sexta-feira, dia em que não encontrei o chapim-azul (ao contrário de outras ocasiões), mas em que vi os incontornáveis melros e patos-reais, mas também carriças e piscos-de-peito-ruivo.

07
Jun12

O acrobata

Arca de Darwin
Irrequieto, destemido e acrobático, o chapim-azul (Parus caeruleus) é um pássaro comum nos parques, jardins e ruas arborizadas das cidades.

Para observá-lo é preciso olhar para cima, pois raramente poisa no solo.

O barrete azul, as asas e cauda também azuis e a parte inferior amarela fazem com que seja inconfundível.

Esta pequena ave (12 centímetros de comprimento) alimenta-se preferencialmente de insectos e aranhas, mas no Inverno também consome frutos e sementes, sendo atraída por comedouros para pássaros. Assim, é fácil observar este pássaro no nosso jardim, tanto mais que, além de audacioso, também ocupa ninhos artificiais.

Este chapim-azul estava na Av. Elias Garcia, em Lisboa, numa olaia (Cercis siliquastrum).