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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

24
Set15

Observar aves - Parque do Tejo

Arca de Darwin

As duas margens do rio Tejo junto à ponte Vasco da Gama são óptimos locais para observar aves (Lisboa e Alcochete, como, por exemplo, já falei aqui e aqui, respectivamente).

parque tejo-1 (1024x682)

Além de se desfrutar da paisagem e da beleza dos bichos, a observação de aves tem também uma componente lúdica no que toca à identificação das espécies. É, de facto, um jogo. É uma espécie de teste com perguntas de escolha múltipla, mas sem o stresse da avaliação. Há características que determinam a identificação; outras vezes chegamos lá por exclusão de partes.

parque tejo-3 (1024x682) parque tejo-4 (1024x682)

Fotografei as três espécies deste post há duas semanas. Como nos exames, posso também aqui errar na identificação, mas à partida a garça (2.ª e 3.ª foto) é uma garça-branca-pequena (Egretta alba), pelo tamanho, branco da plumagem e patas amarelas (as da garça-branca-grande são escuras). Os borrelhos (4.ª e 5.ª foto) são borrelhos-grandes-de-coleira (Charadrius hiaticula), por não terem anel amarelo à volta do olho, por terem coleira completa (há borrelhos com "coleira-interrompida"), e por os juvenis (5.ªfoto) terem risca branca sobre o olho (os do borrelho-pequeno-de-coleira não têm, e é uma espécie mais rara).

borrelho-1 (1024x682) borrelho-grande-de-coleira (1024x682)

Para mim, e com a minha falta de "treino", o caso mais complicado é o da espécie da 1.ª e 6.ª foto. Há várias espécies parecidas, mas como as pernas não são vermelhas e o pescoço é amarelo, "aposto" que são juvenis de maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa) - se estiver errado, sff avisem!

parque tejo-2 (1024x682)

20
Jun12

O Borrelho anafado

Arca de Darwin
O borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) é uma limícola comum no nosso país, fácil de observar em praias e estuários, e também em salinas e lagoas costeiras. Nesta época há poucos indivíduos em Portugal. O maior número regista-se durante o Inverno, mas em meados de Julho (e no início da Primavera) surgem os migradores que fazem uma paragem em terras lusas.

Tem aspecto roliço, mas é muito ágil e um excelente corredor. Move-se de forma característica: uma espécie de pára-arranca, em que dá alguns passos rápidos e depois, subitamente, imobiliza-se.

Apresenta um característico colar escuro, uma mascarilha, e bico amarelo com ponta preta. Distingue-se do borrelho-pequeno-de-coleira pelo maior tamanho e por não ter um anel amarelo à volta do olho. Mede cerca de 18 centímetros de comprimento.

Alimenta-se de crustáceos, moluscos e outros invertebrados.