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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

12
Out14

Colhereiro - versão 3.0

Arca de Darwin

Primeiro a Arca apresentou o colhereiro português (Platalea leucorodia) e depois a versão australiana com bico amarelado (Platalea flavipes). Agora é a vez do colhereiro-real (Platalea regia) - Royal Spoonbill -, ave que também vive na Austrália.

royal spoonbill 1

O bico é mais curto do que o do seu conterrâneo, mas é mais largo na extremidade, o que permite-lhe caçar animais maiores, nomeadamente peixes.

royal spoonbill 2 royal spoonbill 3

Mede cerca de 80 centímetros de comprimento.

royal spoonbill 4

25
Mar14

Colhereiro-que-meteu-o-bico-num-saco-de-farinha

Arca de Darwin
A diferença entre este colhereiro e o que existe em Portugal salta imediatamente à vista: o australiano (yellow-bill spoonbill) tem o bico branco ou amarelado e o nosso tem o bico preto.platalea flavipes 1 (800x533)

 Colhereiro-de-bico-amarelo (Platalea flavipes), Lago Monger, WA

Em tudo o mais são parecidos: pertencem ao mesmo género - colhereiro (Platalea leucorodia); colhereiro-de-bico-branco (Platalea flavipes); alimentam-se varrendo os fundos com o bico num movimento lateral; exibem mancha amarela no peito durante a época de reprodução.

platalea flavipes 2 (426x640) platalea flavipes 3 (800x533) platalea flavipes 4 (533x800)

O P. flavipes é ligeiramente maior: 92 cm de comprimento e 130 cm de envergadura.

platalea flavipes 5 (533x800) platalea flavipes 6 (426x640)

Também diferente é o comportamento social: o nosso vive em grupos de grande dimensão e é facilmente observável, por exemplo, no estuário do Tejo; o australiano é solitário ou vive em pequenos grupos.

platalea flavipes 8 (426x640)

platalea flavipes 7 (533x800)

24
Ago12

A diferença está no bico

Arca de Darwin
Ao longe parece uma garça-branca, mas rapidamente a inconfundível forma do bico desfaz qualquer dúvida. É a esta parte do corpo que deve o nome de colhereiro (Platalea leucorodia), pois, dizem, assemelha-se a uma colher, ainda que me pareça mais uma espátula.

Em voo distingue-se facilmente das garças por ter o pescoço estendido.

 

É com o bico comprido e espalmado que varre as águas pouco profundas de estuários e lagoas, em busca de alimento: insectos, moluscos, crustáceos, anfíbios e peixes. Tem 88 centímetros de comprimento e 130 centímetros de envergadura.

 

No virar do século XX voltou a nidificar em Portugal e actualmente fá-lo a sul do rio Tejo. O mesmo aconteceu no Reino Unido, onde a caça e a drenagem de zonas húmidas levaram à sua extinção enquanto nidificante nos últimos 300 anos, até que, em 1995, voltou a construir ninhos.

 

Por cá tem o estatuto de Vulnerável (VU), por ter uma população entre 50 e 250 indivíduos maturos. No final do Verão torna-se mais fácil observá-la com a chegada de cerca de 1.000 migradores invernantes.

 

A nível global a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) atribui-lhe estatuto Pouco Preocupante (LC).