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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

20
Set14

Cromos repetidos (#4): GALEIRÃO - cidadão do mundo

Arca de Darwin

O galeirão (Fulica atra) já apareceu em alguns posts da Arca, mas nunca foi formalmente apresentado. Se já o viu - o que não é difícil, pois é uma ave bastante comum - por certo lembra-se das duas características que o tornam inconfundível: plumagem preta e bico e escudo frontal brancos.

galeirao 1

No Inverno juntam-se em bandos numerosos, num qualquer lago, estuário ou albufeira. As três imagens seguintes são do estuário do Tejo, em Alcochete, local onde vi a maior aglomeração de galeirões.

galeirao 2 galeirao 3 galeirao 4

Durante a época de reprodução tornam-se bastante agressivos e tanto o macho como a fêmea defendem o seu território.

galeirao 5

Na Austrália chamam-lhe Eurasian Coot, mas o nome não faz jus à adaptabilidade desta espécie, que existe em grande parte da Europa e também da Ásia, na Austrália e no Norte de África.

galeirao 6

A dieta omnívora explica parte desta plasticidade. De facto, o galeirão alimenta-se tanto em terra como na água (à superfície ou debaixo dela), consumindo algas, ervas, sementes, frutos e até ovos de outras aves.

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galeirao 9

O escudo branco e luzidio originou a expressão "bald as a coot" (careca como um galeirão), usada pelos britânicos pelo menos desde 1430.

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Mede 38 centímetros de comprimento.

galeirao a 13

29
Out12

O elegante Alfaiate

Arca de Darwin
A partir de Outubro chegam a Portugal entre 10.000 e 15.000 alfaiates (Recurvirostra avosetta), números que tornam o nosso país num dos mais importantes locais de invernada desta espécie na Europa.

O estuário do Tejo e o do Sado recebem o maior número de indivíduos. Há também uma população residente no sotavento algarvio, mas é bastante mais pequena.

O alfaiate é inconfundível. É branco e preto, tem as patas azuladas e metade superior da cabeça preta, e um característico bico longo, curvado para cima. Mede cerca de 42 centímetros de comprimento e 77 centímetros de envergadura.

Alimenta-se de insectos, crustáceos, anelídeos e moluscos, que captura em zonas pouco profundas nos estuários, enterrando o bico e movimentando-o para a esquerda e para a direita.

Num estudo que realizou no estuário do Tejo, entre 1990 e 1993, o biólogo Francisco Moreira contabilizou a frequência destes “varrimentos” – 28 por minuto. O valor aumentava para 46 varrimentos por minuto quando as aves se alimentavam de anelídeos.

Estes varrimentos com o bico lembram os gestos efectuados pelas mãos hábeis dos alfaiates quando trabalham com agulhas, facto que está na origem do nome comum.