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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

22
Jul18

A cor do flamingo

Arca de Darwin

Há 6 espécies de flamingos. A que existe em Portugal é a maior e dá pelo nome de flamingo-comum (Phoenicopterus roseus). A espécie deste post (que fotografei este mês no Jardim Zoológico de Lisboa) é a que tem a cor mais intensa e é conhecida por flamingo-rubro (Phoenicopterus ruber).

Na verdade, todos os flamingos são acinzentados. A cor, que pode variar entre o cinzento e o vermelho, passando pelo famoso cor-de-rosa, resulta de pigmentos (conhecidos por carotenóides) que existem nos seres que eles consomem, como algas e crustáceos.

A dieta dos flamingos em cativeiro pode incluir uma "ração" suplementada com um pigmento (a cantaxantina) para manter vivas as cores, já que o sol esbate o tom destes pigmentos.

Este "truque" também serve para aumentar o sucesso reprodutor dos animais em cativeiro, pois as penas coloridas são factor de atracção.

E os flamingos sabem-no. Aqui ao lado, em Doñana, cientistas descobriram que os flamingos-comuns "maquilham-se" com pigmentos segregados por uma glândula localizada junto à cauda.

19
Nov13

O voo assustado dos flamingos

Arca de Darwin
Em Outubro passei pelo estuário do Sado. Almocei à beira do rio, com vista para bandos de flamingos, gaivotas, colhereiros, corvos-marinhos e patos-reais. Já no final da refeição, de barriga cheia e com algum sono, fotografei os flamingos que também pareciam dormitar. Logo em seguida, o ronco de um avião que voava a baixa altitude assustou as aves, que logo descolaram, desenhando um círculo branco e rosa contra o fundo azul do estuário, para voltarem a aterrar no ponto de partida.

Flamingos (Phoenicopterus roseus), estuário do Sado, Comporta

Eis a sequência:

30
Abr12

Os pilares da ponte

Arca de Darwin

Já viram a nova decoração das sapatas da Ponte 25 de Abril, em Lisboa? A Estradas de Portugal inspirou-se nos recentes avistamentos de golfinhos no Tejo e incluiu pinturas de golfinhos, alfaiates, orcas, flamingos e maçaricos nos trabalhos de revestimento de proteção das sapatas (fotos em baixo).

A razão pela qual os golfinhos estão a entrar mais vezes no Tejo não é clara:

- “A poluição do Tejo tem melhorado muito, o que se constata pela observação de espécies sensíveis, como caranguejos, bivalves e alguns peixes. O estuário do rio poderá voltar a ter colónias de golfinhos nos próximos 30 anos", disse Maria José Costa, do Instituto de Oceanografia, ao Diário de Notícias.

- “Com a construção de ETAR, como a de Alcântara, e a deslocação de indústrias pesadas na Margem Sul, a qualidade da água tem vindo a melhorar”, justificou  Nuno Sequeira, da Quercus, ao Expresso.

“É prematuro dizer que os golfinhos estão a regressar e que a sua presença se deve à melhoria da qualidade da água do estuário. Os golfinhos não são uma espécie indicadora da qualidade da água, já que acumulam a poluição na gordura corporal”, informou Miguel Couchinho, do Projecto Delfim, ao Público.

Seja qual for a razão, a redução da poluição do rio e o regresso de espécies sensíveis são boas notícias. E as pinturas são engraçadas!