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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

14
Dez21

Mini-cogumelos

Arca de Darwin

A maioria dos chapéus dos cogumelos em baixo são mais pequenos do que a unha do meu dedo mindinho. Para os vermos, não basta caminhar pela natureza com atenção; precisamos mesmo de parar, de ficar mais perto do solo ou dos troncos das árvores. Nas fotos, a verdadeira dimensão deles pode não ser evidente, mas se olharmos mais atentamente encontramos termos de comparação como uma folha de erva ou uma cápsula de funária.

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09
Dez21

A venenosa amanita-pantera (“Amanita pantherina”)

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Já aqui falei das duas espécies do género Amanita envolvidas na morte do imperador Cláudio: a deliciosa A. caesarea, ou amanita-dos-césares, e a letal A. phalloides, ou cicuta-verde. A A. pantherina, ou amanita-pantera, não é tão tóxica quanto a cicuta-verde, mas, ainda assim, é bastante venenosa, apesar do seu sabor adocicado.

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27
Jan21

Fungo-coral

Arca de Darwin

A primeira coisa em que reparamos quando olhamos para estes fungos é que se parecem com corais. Tanto o nome comum — fungo-coral — como o do género — Ramaria (ram = ramo; aria = com) — traduzem essa evidência.

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Este género tem várias espécies que só se distinguem ao nível microscópico, e cujas cores variam entre o amarelo, vermelho, laranja, roxo branco e cinzento. Um artigo publicado este ano contabilizava 336 espécies em todo o mundo.

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Alguns são comestíveis; muitos são tóxicos.

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Crescem sobre madeira enterrada e o carpóforo (corpo frutífero) pode chegar aos 15 centímetros de altura e 25 de diâmetro.

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12
Dez20

Gaiola-de-bruxa ("Clathrus ruber"): do ovo ao cogumelo esburacado

Arca de Darwin

Quando aqui falei da gaiola-de-bruxa (Clathrus ruber) — também conhecida por clatro-vermelho e lanterna-das-bruxas — ainda só tinha fotografado um exemplar danificado. Entretanto encontrei vários outros exemplares que permitem ver o desenvolvimento da espécie (a parte acima do solo) desde o ovo ao cogumelo adulto.

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O ovo mede até 6 centímetros de diâmetro e o cogumelo adulto pode chegar aos 20 centímetros de comprimento.

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O ovo é branco e a sua superfície é irregular.

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O fungo maduro é cor de laranja ou vermelho.

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O cheiro a carne podre serve para atrair insectos que depois de se alimentarem da gleba partirão com os esporos agarrados às patas.

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07
Dez20

Falo impúdico ("Phallus impudicus")

Arca de Darwin

As fotos não são grande coisa (tirei-as com o telemóvel), mas é bastante evidente onde este cogumelo foi buscar o nome comum, falo-impúdico, e o nome científico (Phallus impudicus).

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O carpóforo (ou seja, o corpo frutífero ou "cogumelo" do fungo) que sai do ovo tem o pé branco e o chapéu castanho-esverdeado. Esta cor do chapéu deve-se à gleba, a massa de esporos malcheirosa que atrai as moscas.

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Depois de comerem a gleba, as moscas partem com os esporos não só na barriga, como também presos às patas, dispersando-os por outros locais.

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A gleba viscosa não dura muito. Quando acaba, revela o branco que se escondia por baixo e que tem uma estrutura alveolada.

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O carpóforo mede entre 15 a 25 centímetros de altura e o chapéu 2,5 a 5 centímetros de diâmetro.

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Curiosamente, há quem coma estes cogumelos, não na fase malcheirosa, mas quando ainda são ovo.

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29
Nov20

Bufa-de-velha ("Lycoperdon perlatum")

Arca de Darwin

O cogumelo Lycoperdon perlatum tem vários nomes comuns bem divertidos: bufa-de-velha, bexiga-de-lobo, peido-de-lobo, fungo-de-sapo ou ventosidades-do-demónio.

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A razão para isto é a nuvem de esporos que é libertada através de uma abertura na parte superior quando são atingidos por uma gota de chuva (ou por um piparote). Cada cogumelo pode libertar mais de 1 milhão de esporos.

 

Quando as bufas-de-velha são jovens, o aspecto exterior começa por ser branco e com espinhos, e depois escurece, adquirindo um tom castanho-acinzentado, e perde os espinhos, ficando a superfície pontuada por "cicatrizes" redondas.

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Quando ainda são jovens (e, portanto, brancos) estes cogumelos são comestíveis, mas parece que o sabor não é grande coisa.

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É uma espécie muito frequente em azinhais, sobreirais e pinhais.

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O chapéu mede entre 2 e 4 centímetros.

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15
Nov20

Gaiola-de-bruxa e outros cogumelos da Quinta das Conchas

Arca de Darwin

Os cogumelos são extremamente fotogénicos. É como se fossem mini-árvores numa mini-floresta dentro da própria floresta, um mundo escondido à vista de todos.

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As duas fotos seguintes mostram um cogumelo que, infelizmente, já estava parcialmente destruído quando o encontrei. Mas optei por incluí-lo neste post porque é raro encontrar esta espécie, que dá pelo nome de Clathrus ruber e que é conhecida por clatro-vermelho, gaiola-de-bruxa ou lanterna-das-bruxas — o fungo tem a forma de esfera rendilhada. Outra característica deste cogumelo — e que rapidamente se torna evidente — é que exala um cheiro nauseabundo! Este odor provém da gleba, a parte interna, negra, que produz os esporos.

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Seguem-se mais alguns exemplos da diversidade de fungos na Quinta das Conchas, em Lisboa.

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