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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

16
Mai17

Um visitante pouco habitual em Odivelas

Arca de Darwin

A limpeza com retroescavadoras das margens e leito da ribeira de Odivelas causou forte impacto na avifauna e em espécies menos "móveis", como os cágados, que deixei de ver nas últimas semanas. Ontem lá vislumbrei um, meio atarantado no meio do leito da ribeira, à procura de um local com profundidade suficiente para o tapar. Com as margens limpas, as aves andam de um lado para o outro à procura de abrigo e de locais para nidificarem ou caçarem. Ontem passou por lá um goraz. Foi a primeira vez que vi um na ribeira. Talvez tenha vindo de um outro ponto do curso de água em busca de um melhor habitat. Se hoje ainda lá estiver, tiro-lhe uma fotografia (esta foi tirada na Gulbenkian).

26
Jun14

Garça-nocturna ("Nycticorax caledonicus") - prima direita do Goraz

Arca de Darwin

As semelhanças entre a garça-nocturna-australasiana (Nycticorax caledonicus) - Night Heron - e o nosso goraz (Nycticorax nycticorax) são evidentes: ambos medem 60 centímetros, têm aspecto atarracado e hábitos nocturnos, embora também tenham actividade durante o dia.

night heron 1

Os juvenis das duas espécies apresentam plumagem castanha com manchas e riscas brancas.

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Os adultos são diferentes: o goraz tem olhos vermelhos e plumagem branca, cinzenta e preta; a garça-nocturna tem olhos amarelos e plumagem amarela e preta. Ambos têm um penacho composto por duas compridas penas brancas.

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A ecologia das duas aves também é semelhante. Vivem em zonas húmidas arborizadas (nidificam em árvores), como margens de rios, parques e jardins, estuários e lagoas.

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Mesmo habitat, mesma dieta: insectos, anfíbios, peixes e crustáceos.

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O estatuto de conservação é bem diferente: o goraz está Em Perigo em Portugal, enquanto que a garça-nocturna goza de uma classificação de Pouco Preocupante.

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Esta garça existe em vários jardins de Perth, ainda que os juvenis sejam difíceis de observar, pois a sua plumagem confunde-se com a vegetação.

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28
Jul13

Goraz: Ave do mês de Julho na Gulbenkian

Arca de Darwin
aqui falei do goraz, ave de hábitos nocturnos e pouco comum, o que dificulta observá-la. No entanto, há algumas cidades onde estabeleceram-se pequenas populações, como Odemira, Tomar e Lisboa. 

Goraz (Nycticorax nyctycorax), Jardim Gulbenkian, Lisboa

Os indivíduos da capital vivem em liberdade no Jardim Zoológico, mas por vezes aventuram-se em outros parques da capital. 

O jardim da Fundação Calouste Gulbenkian é um desses lugares e, este mês, o atarracado goraz é o protagonista da campanha “Um mês... uma ave”.E a verdade é que hoje, assim que entrei no jardim, lá estava ele a posar para a fotografia, como se soubesse que é a “celebridade” de Julho.

21
Dez12

Goraz – o atarracado

Arca de Darwin
Ao início da noite o goraz (Nycticorax nyctycorax) abandona o refúgio entre a folhagem das árvores, abrigo que partilha com outras espécies de garças. Ave de hábitos crepusculares, alimenta-se de peixes e anfíbios que captura em lagoas costeiras, pauis, açudes e cursos de água. 

Ocasionalmente também consome aves, répteis, mamíferos, insectos e crustáceos.

Mede 60 cm de comprimento e 112 cm de envergadura. Distingue-se pelo pescoço curto, que lhe dá um ar atarracado, plumagem do corpo cinzenta e preta (no cimo da cabeça e no dorso). Os juvenis são pardos com manchas brancas.

Em Portugal a espécie tem o estatuto de conservação Em Perigo devido ao declínio acentuado nos últimos 15 anos (perdeu 50% da população) e por ter uma população inferior a 250 indivíduos (cerca de 60 casais).

A escassa abundância e os hábitos nocturnos dificultam a observação desta migradora que nos visita sobretudo nos meses de Verão. Contudo, uma mão-cheia de gorazes vive em liberdade no Jardim Zoológico de Lisboa, escondidos nas árvores que ladeiam o espaço do pinguim-do-Cabo.