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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

23
Set19

Jardim de Anémonas

Arca de Darwin

De momento há um cantinho no Jardim da Gulbenkian (Lisboa) composto por anémonas (Anemone sp.)que ao lusco-fusco é quase hipnotizante. As pétalas rosas contrastam com a vegetação mais escura e parecem chamar a si toda a pouca luz difusa disponível. E apesar do nome, que significa «filha do vento», os caules de aspecto robusto mantêm as plantas imunes às brisas que passam, criando outra dissonância entre o que vemos e o que sentimos.

05
Fev19

Mais aves da Gulbenkian

Arca de Darwin

Ainda a propósito da última passagem pelo jardim da Gulbenkian, há mais quatro espécies (das muitas que por lá andam, por exemplo, o goraz) que quero destacar: a estrelinha-de-cabeça-listada (Regulus ignicapillus), porque é a primeira vez que consegui fotografar (mal, mas consegui) este bicho que mede uns impressionantes 9 centímetros; o corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), porque não é assim tão comum vê-lo no centro da cidade; o melro-preto (Turdus merula), porque a foto lembrou-me uma pintura japonesa (não sei bem porquê); e a alvéola-branca (Motacilla alba), porque as fotos ficaram bonitas.

Melro-comum

Corvo-marinho-de-faces-brancas

 

Estrelinha-de-cabeça-listada

 

Alvéola-branca

04
Fev19

Romãs

Arca de Darwin

Romãzeiras no jardim da Gulbenkian. Romã, em inglês, é Pomegranate, que curiosamente também é o título de um contundente poema de D.H. Lawrence:

«You tell me I am wrong. Who are you, who is anybody to tell me I am wrong? I am not wrong.

In Syracuse, rock left bare by the viciousness of Greek women. No doubt you have forgotten the pomegranate-trees in flower, Oh so red, and such a lot of them. (...)

(...) Do you mean to tell me you will see no fissure? Do you prefer to look on the plain side?

For all that, the setting suns are open. The end cracks open with the beginning: Rosy, tender, glittering within the fissure.

Do you mean to tell me there should be no fissure? No glittering, compact drops of dawn? Do you mean it is wrong, the gold-filmed skin, integument, shown ruptured?

For my part, I prefer my heart to be broken. It is so lovely, dawn-kaleidoscopic within the crack.»

04
Fev19

Piscos-de-peito-ruivo no jardim da Gulbenkian

Arca de Darwin

O pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) provavelmente é a primeira ave que comecei a associar à chegada do tempo frio — é difícil não reparar na conspícua mancha laranja do peito.

É certo que, por cá, a espécie existe ao longo de todo o ano, mas tal acontece mais a norte. No centro e sul, a maioria dos piscos presentes chegam do norte e centro da Europa para passar o Inverno. Antes que este acabe, e como passei pelo jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, aproveitei para dizer "olá" à espécie.

Foi mesmo ao final da tarde, mas ainda havia luz suficiente para tirar umas quantas fotos. Os jardins das cidades são óptimos locais para observar piscos. A espécie, já de si curiosa, habitua-se rapidamente à presença humana.