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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

07
Dez20

Falo impúdico ("Phallus impudicus")

Arca de Darwin

As fotos não são grande coisa (tirei-as com o telemóvel), mas é bastante evidente onde este cogumelo foi buscar o nome comum, falo-impúdico, e o nome científico (Phallus impudicus).

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O carpóforo (ou seja, o corpo frutífero ou "cogumelo" do fungo) que sai do ovo tem o pé branco e o chapéu castanho-esverdeado. Esta cor do chapéu deve-se à gleba, a massa de esporos malcheirosa que atrai as moscas.

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Depois de comerem a gleba, as moscas partem com os esporos não só na barriga, como também presos às patas, dispersando-os por outros locais.

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A gleba viscosa não dura muito. Quando acaba, revela o branco que se escondia por baixo e que tem uma estrutura alveolada.

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O carpóforo mede entre 15 a 25 centímetros de altura e o chapéu 2,5 a 5 centímetros de diâmetro.

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Curiosamente, há quem coma estes cogumelos, não na fase malcheirosa, mas quando ainda são ovo.

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13
Mai20

Orquídea Erva-abelha («Ophrys apifera»)

Arca de Darwin

O Jardim Rio da Costa em Odivelas tem um percurso de cerca de 1800 metros, com vegetação de ambos os lados. Passo lá muitas vezes, mas ontem, pela primeira vez, encontrei uma orquídea selvagem: a erva-abelha (Ophrys apifera).

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Como o nome indica, é polinizada por abelhas.

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A floração ocorre entre Março e Junho.

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Mede entre 20 a 50 centímetros de altura (pode chegar aos 70 cm) e cada planta pode ter 3 a 10 flores. Os lóbulos laterais do labelo são bastante peludos. As sépalas são rosadas com uma linha verde média.

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23
Abr19

Verdilhão ("Carduelis chloris")

Arca de Darwin

O verdilhão-comum (Carduelis chloris) é um pássaro muito comum nos parques e jardins urbanos. Já aqui falámos dele, mas com estas fotos é mais fácil identificar a espécie, e compará-la com as outras do género Carduelis: o pintassilgo (Carduelis carduelis), o pintarroxo (Carduelis canabina) e o lugre ou pintassilgo-verde (Carduelis spinus).

Verdilhão-comum (Carduelis chloris), Jardim Rio da Costa, Odivelas

06
Abr19

Três espécies de papoilas

Arca de Darwin

Neste momento é possível ver (apesar da chuva) três espécies de papoilas no Jardim Rio da Costa, junto à ribeira, em Odivelas.

A mais abundante é a nossa já conhecida Papaver rhoeas, que dá pelo nome de papoila-vermelha, papoila-brava, papoila-das-searas, entre outros. Além da cor — vermelho vivo — distingue-se pela haste com pêlos perpendiculares e pelas pétalas com mancha negra na base.

No caso da Papaver dubium, conhecida por papoila-longa, os pêlos estão "colados" às hastes, o vermelho parece desbotado, e as pétalas não têm manchas negras. Estas duas espécies são autóctones, ou seja, são originárias do nosso país.

A terceira espécie, a Papaver setigerum, é "importada". Era/é considerada uma subespécie da Papaver somniferum, a papoila do ópio (que é branca), o que explica os seus nomes comuns: dormideira, dormideira-brava, dormideira-dos-jardins, dormideira-das-boticas. As pétalas são rosa-púrpura e têm uma mancha negra na base.

14
Fev19

Lusco-fusco na ribeira de Odivelas

Arca de Darwin

Antes de mais, a Arca deseja-lhe um feliz Dia dos Namorados!

Tirei estas fotos ontem, ao entardecer, no jardim Rio da Costa, em Odivelas. Os buldozers já fizeram a sua passagem anual pelo meio da ribeira, pelo que o cenário junto à água é maioritariamente desolador. Ao longo dos caminhos ainda se encontram motivos interessantes para fotografar.

16
Mai17

Um visitante pouco habitual em Odivelas

Arca de Darwin

A limpeza com retroescavadoras das margens e leito da ribeira de Odivelas causou forte impacto na avifauna e em espécies menos "móveis", como os cágados, que deixei de ver nas últimas semanas. Ontem lá vislumbrei um, meio atarantado no meio do leito da ribeira, à procura de um local com profundidade suficiente para o tapar. Com as margens limpas, as aves andam de um lado para o outro à procura de abrigo e de locais para nidificarem ou caçarem. Ontem passou por lá um goraz. Foi a primeira vez que vi um na ribeira. Talvez tenha vindo de um outro ponto do curso de água em busca de um melhor habitat. Se hoje ainda lá estiver, tiro-lhe uma fotografia (esta foi tirada na Gulbenkian).

25
Mar16

Aves do jardim Rio da Costa

Arca de Darwin

Nos últimos dois meses a Primavera foi chegando ao jardim Rio da Costa, em Odivelas. No início de Fevereiro surgiram as primeiras crias dos patos-reais. No final de Fevereiro chegaram as andorinhas e as crias das galinhas-d'água. Entretanto a ribeira que corre ao longo do jardim está mais silenciosa: os numerosos guinchos, que ali passam o Inverno, voaram para o mar.

galinhadeagua

Segue-se a lista das espécies que vi no jardim em Fevereiro e Março.

ribeira_odivelas

Guarda-rios

Rabirruivo-preto

Pintassilgo

Felosa-comum

Alvéola-branca

Alvéola-cinzenta

Guincho-comum

Melro-preto

Gaivota-argêntea

Garça-branca-pequena

Fuínha-dos-juncos

Pato-real

Galinha-d'água

Chamariz

Toutinegra-de-barrete-preto

Andorinha-dos-beirais

Andorinha-das-chaminés

Pardal-comum

Pombo-doméstico

Goraz (Maio 2017)

Trepadeira-comum (Novembro 2017)