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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

27
Jun20

A colorida "Zygaena fausta"

Arca de Darwin

A borboleta Fausta (Zygaena fausta) é uma traça diurna muito bonita.

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As cores preto, vermelho e branco anunciam aos potenciais predadores que ela sabe mal ou é venenosa (este aviso através das cores tem o nome de aposematismo).

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Gosta de solos calcários em zonas rochosas na orla de florestas. Existe na parte ocidental da Europa.

As larvas alimentam-se de plantas do género Coronilla.

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O género Zygaena tem várias espécies. A mais parecida com a Z. fausta talvez seja a Z. hilaris, mas o abdómen desta é totalmente preto, ao passo que na Z. fausta são evidentes os anéis vermelhos.

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Voa de Maio a Outubro.

Pertence à família Zygaenidae.

16
Jun20

Borboleta-loba ("Maniola jurtina")

Arca de Darwin

A borboleta-loba (Maniola jurtina) mede 44 a 50 milímetros de envergadura.

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A face inferior da asa anterior é laranja com borda acastanhada e tem um ocelo relativamente pequeno, que é ligeiramente maior na fêmea.

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A face inferior da asa posterior é cinzento-acastanhada com uma mancha mais clara na extremidade, e pode ter alguns pontos pretos de tamanho variável.

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Nos machos, a face superior das asas é castanho-escura, tem um ocelo preto e uma mancha androconial escura. Nas fêmeas, têm um padrão mais trabalhado, com várias partes cor de laranja.

Macho

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Fêmea

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É uma espécie comum em todo o país e vive em prados e terrenos incultos.

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O adulto voa entre Março e Outubro.

Pertence à família Nymphalidae.

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10
Jun20

Castanhinha-dos-carvalhos ("Satyrium esculi")

Arca de Darwin

A castanhinha-dos-carvalhos (Satyrium esculi) é uma borboleta pequena —envergadura de 2,6 a 3,4 centímetros — da família Lycaenidae, que se distingue pela cor castanha, manchas cor de laranja por vezes rodeadas de preto e pequenos pontos/traços brancos que formam uma espécie de linha descontínua.

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Tal como o nome comum indica, vive em bosques de carvalho e nas suas orlas (a lagarta alimenta-se de carrascos e azinheiras), mas também em prados floridos e encostas com arbustos.

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Existe no Norte de África, Península Ibérica, França e Itália.

Voa de Abril a Agosto.

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06
Jun20

Guarda-portões-menor ("Pyronia cecilia")

Arca de Darwin

A borboleta guarda-portões-menor (Pyronia cecilia), também conhecida por cecília, tem um ocelo negro com duas pupilas brancas na face superior da asa anterior. Os machos têm uma mancha castanha. Esta mancha é mais "geométrica" do que a dos machos de uma outra borboleta do mesmo género, a P. bathseba — ou lobito-castanho — da qual já falámos aqui. A face inferior da P. bathseba tem uma risca branca bem definida, enquanto que a da P. cecilia é mais "abstracta".

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Em Portugal existe ainda uma outra espécie deste género, a P. tithonus (ou pirónia), que se distingue por ter pintas brancas na face inferior.

Voltando à cecília, ela é muito comum em Portugal e existe na Europa e no Norte de África. Gosta de locais quentes com pouca vegetação.

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A envergadura é de 28‒34 milímetros e voa entre Abril e Setembro.

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Pertence à família Nymphalidae.

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24
Mai20

Borboleta melanargia-comum ("Melanargia lachesis")

Arca de Darwin

Na Península Ibérica o género Melanargia tem cinco espécies (nesta página do projecto espanhol Taxofoto encontra uma óptima descrição das diferenças entre elas). Aqui na Arca já falámos da ameaçada M. occitanica, e agora é a vez desta M. lachesis, espécie conhecida por melanargia-comum e branca-preta-comum.

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A envergadura é de 50-58 milímetros.

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Vive em prados e terrenos incultos de Portugal, Espanha e França.

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Voa entre Maio e Agosto.

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Pertence à família Nymphalidae. Tirei estas fotos na EBIO de Fontelas, Loures.

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20
Mai20

Douradinha-silvestre ("Thymelicus sylvestris")

Arca de Darwin

A bonita borboleta da primeira fotografia é um macho da espécie Thymelicus sylvestris, ou douradinha-silvestre. A risca preta que se vê na superfície superior da asa direita chama-se mancha androconial, e é por onde os machos segregam o odor que atrai as fêmeas. Outra característica desta espécie (e que permite distingui-la das outras duas espécies deste género que existem em Portugal: a T. acteon e a T. lineola) é que as extremidades das antenas são cor de laranja (na última foto esta característica não é clara, pelo que pode tratar-se de um indivíduo de uma das outras duas espécies).

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A douradinha-silvestre tem uma envergadura de 26 a 30 milímetros.

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É uma espécie comum em Portugal, gosta de prados floridos e o adulto voa de Abril a Agosto.

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09
Ago19

Cinzentinha ("Leptotes pirithous")

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A cinzentinha (Leptotes pirithous) é uma borboleta pequenina — tem uma envergadura máxima de 30 milímetros — da família Lycaenidae.

Cinzentinha (Leptotes pirithous), Pouves, São Pedro do Sul

A cinzentinha tem várias gerações anuais e voa praticamente durante todo o ano — de Fevereiro a Dezembro. Gosta de terrenos incultos expostos ao sol.A face superior da asa dos machos é azul e a das fêmeas é castanha. Na face inferior destacam-se dois ocelos escuros rodeados de laranja junto à cauda filiforme. Esta face inferior assemelha-se à face inferior de uma outra borboleta, a Lampides boeticus, mas esta última tem uma banda branca bem delineada que atravessa a asa. Sendo uma borboleta diurna, as antenas são em forma de clava, neste caso com segmentos brancos alternados com negros.

28
Abr19

Azulinha-dos-calcários ("Cupido lorquinii")

Arca de Darwin

A azulinha-dos-calcários (Cupido lorquinii) é uma borboleta mínima da família Lycanidae: a envergadura varia entre 2,2 e 2,8 centímetros, ou seja, pouco maior que a unha do polegar.

A parte inferior das asas é cinzenta-clara, com pontos e traços pretos. A parte superior das asas dos machos é azul-violeta e debruada a preto. A das fêmeas é acastanhada.

Gosta de encostas rochosas perto de prados e matos.

Existe no Norte de África e na Península Ibérica. (Estas fotos foram tiradas na Ebio de Fontelas, em Loures.)

Voa de Março a Junho.

15
Mar19

Borboleta-carnaval ("Zerynthia rumina")

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O nome comum da Zerynthia rumina, borboleta-carnaval, deve-se às cores vivas e ao facto de o adulto começar a voar em Fevereiro, mês do Carnaval. Estas borboletas — também conhecidas por carnaval e grinalda-espanhola — voam até Julho, e têm só uma geração.

A parte superior das asas salta à vista com o seu colorido padrão preto, amarelo e vermelho. O ápice das asas anteriores tem uma célula translúcida. O padrão da parte inferior é semelhante, mas o fundo é mais branco do que amarelo. A envergadura chega aos 4,6 centímetros (parece maior).

As antenas são pretas. O abdómen também é preto e de cada lado tem duas filas paralelas de pintas: uma branca e outra amarela.

Estes exemplares foram fotografados hoje na EBIO de Fontelas, Loures, numa encosta rochosa junto a terrenos incultos com algumas árvores.

Existe em Portugal, Espanha, França e Norte de África. Pertencem à família Papilionidae.

14
Nov18

Lagarta da borboleta-caveira ("Acherontia atropos")

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Esta enorme e lindíssima lagarta da borboleta-caveira (Acherontia atropos) estava hoje a passear no jardim Rio da Costa, em Odivelas.Por mais memorável que a lagarta seja – com os seus 12 a 13 centímetros de comprimento, espigão posterior, e vibrantes tons de verde, azul e amarelo – é a traça adulta que há muito faz parte do nosso imaginário: primeiro, pelo seu papel no filme O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme (1991), depois por colorir a capa do livro As Intermitências da Morte, de José Saramago (2005).

 

Qual a razão para estas associações tão tenebrosas? A resposta está no nome: a Acherontia atropos tem uma caveira desenhada no tórax.

Acherontia atropos, ilustração. Autor: Dr. F. Nemos

O adulto tem mais duas características bastante interessantes. A primeira é que emite um som bastante peculiar quando se sente ameaçado. A segunda é que gosta de mel! E costuma entrar nas colmeias para o roubar. O tamanho do adulto também é considerável: 9 a 13 centímetros de envergadura. A lagarta alimenta-se da rama de plantas da família Solanaceae, como a batateira e o tomateiro.Esta borboleta da família Sphingidae voa entre Maio e Outubro, e tem duas gerações. Migradora, existe na Europa, África e Ásia. Gravei um vídeo da lagarta: https://youtu.be/fIs_IRT2HFA