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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

25
Mar13

O raro Perna-verde

Arca de Darwin
Mesmo junto ao passeio da marginal do Seixal, na pequena faixa de rochas e areia que antecede o Tejo, é fácil observar aves comuns, como a garça-branca-pequena, o pato-real, a rola-do-mar e o guincho. No entanto, por vezes também surgem espécies menos habituais, como é o caso deste perna-verde-comum (Tringa nebularia), cuja população portuguesa não vai além dos 250 indivíduos adultos, razão pela qual o seu estatuto de conservação é Vulnerável (a nível internacional o estatuto é Pouco Preocupante).

Tal como o nome indica esta ave tem as patas esverdeadas. Outra característica que permite identificá-la é a base azulada do bico, o qual é ligeiramente curvado para cima.

A plumagem é cinzenta no dorso e branca na parte da frente do pescoço e no vente. Mede 31 centímetros de comprimento. 

Apesar de pouco abundante, o perna-verde-comum ocorre de Norte a Sul do país, principalmente em zonas litorais (estuários, lagoas costeiras, arrozais e salinas) e durante o Inverno.

23
Jun12

A vira-pedras

Arca de Darwin
A rola-do-mar (Arenaria interpres) também é conhecida por vira-pedras devido à sua habilidade para deslocar pequenas rochas que escondem os invertebrados de que se alimenta.

A cor e o padrão da plumagem dissimulam-na entre as algas, rochas e reflexos da água.

Prefere praias com rochosas mas também frequenta estuários e salinas.

É fácil de observar durante todo o ano. É uma limícola de pequeno porte – mede 23 centímetros.

20
Jun12

O Borrelho anafado

Arca de Darwin
O borrelho-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula) é uma limícola comum no nosso país, fácil de observar em praias e estuários, e também em salinas e lagoas costeiras. Nesta época há poucos indivíduos em Portugal. O maior número regista-se durante o Inverno, mas em meados de Julho (e no início da Primavera) surgem os migradores que fazem uma paragem em terras lusas.

Tem aspecto roliço, mas é muito ágil e um excelente corredor. Move-se de forma característica: uma espécie de pára-arranca, em que dá alguns passos rápidos e depois, subitamente, imobiliza-se.

Apresenta um característico colar escuro, uma mascarilha, e bico amarelo com ponta preta. Distingue-se do borrelho-pequeno-de-coleira pelo maior tamanho e por não ter um anel amarelo à volta do olho. Mede cerca de 18 centímetros de comprimento.

Alimenta-se de crustáceos, moluscos e outros invertebrados.