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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

25
Jun19

Lince-ibérico de Bordalo II

Arca de Darwin

Novinho em folha, o Lince-ibérico de Bordalo II chegou no dia 23 de Junho ao Parque das Nações, em Lisboa, para servir de memória futura da declaração Lisboa+21 que surgiu durante a Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude 2019.Esta escultura de Bordalo II não foge à regra: é feita de lixo (por exemplo, os olhos do lince são capacetes, as patas são caixotes do lixo). Gosto particularmente desta peça, e gosto do lince-ibérico, que foi o tema da minha tese de licenciatura em Biologia. Na altura do estágio, antes da viragem do século, estimava-se que a população portuguesa de linces rondasse os 20-25 indivíduos, e poucos anos depois resumia-se a alguns indivíduos errantes. Em Espanha, em 2002, restavam 94. Hoje é uma enorme felicidade saber que há 75 linces em Portugal e que a população ibérica tem mais de 500 indivíduos.

Imagem: Programa de Conservación Ex-situ del Lince Ibérico www.lynxexsitu.es

04
Jun13

Lince-ibérico em Vila Nova de Milfontes

Arca de Darwin
No dia 8 de Maio um lince-ibérico (Lynx pardinus) foi fotografado por uma câmara activada por movimento numa zona de caça associativa, em Vila Nova de Milfontes. Trata-se de um macho chamado Hongo, nascido em Doñana em 2011. Contas feitas, Hongo palmilhou mais de 250 quilómetros.

Lince-ibérico (Lynx pardinus). Foto: Programa de Conservación Ex-situ del Lince Ibérico www.lynxexsitu.es

Esta visita de um lince é, como muitos salientaram, uma boa notícia. Desde logo porque o animal conseguiu sair de Doñana sem ser atropelado. Depois, como refere Lurdes de Carvalho (do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas – ICNF) à agência Lusa, “confirma a conectividade dos nossos territórios, ou seja, que os nossos territórios podem ser corredores que o lince atravessa e se estabelece”. E acrescenta: “Há muita capacidade para suportar algumas populações de lince, somando todo o sul do país”.

No entanto, o estabelece ainda está por provar e a capacidade de suporte, ainda que a população de coelhos (principal alimento do lince) esteja a aumentar, não é muito diferente da que existia quando a espécie se extinguiu no nosso país. Já nessa altura, e pelo menos na região do vale do Sado, os melhores habitats para o lince coincidiam com zonas de caça do regime cinegético especial. Era graças à boa gestão ambiental por parte dos caçadores (e à preocupação com a conservação da Natureza de muitos deles) que o lince encontrava alimento e refúgio. Actualmente, Hongo percorreu mais de 200 quilómetros sem encontrar um um local com capacidade de suporte para que se estabelecer. Para já parou numa zona de caça associativa.