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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

05
Fev19

Mais aves da Gulbenkian

Arca de Darwin

Ainda a propósito da última passagem pelo jardim da Gulbenkian, há mais quatro espécies (das muitas que por lá andam, por exemplo, o goraz) que quero destacar: a estrelinha-de-cabeça-listada (Regulus ignicapillus), porque é a primeira vez que consegui fotografar (mal, mas consegui) este bicho que mede uns impressionantes 9 centímetros; o corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), porque não é assim tão comum vê-lo no centro da cidade; o melro-preto (Turdus merula), porque a foto lembrou-me uma pintura japonesa (não sei bem porquê); e a alvéola-branca (Motacilla alba), porque as fotos ficaram bonitas.

Melro-comum

Corvo-marinho-de-faces-brancas

 

Estrelinha-de-cabeça-listada

 

Alvéola-branca

08
Mai12

O mistério da cauda das alvéloas

Arca de Darwin

A maioria dos portugueses já viu duas das três espécies de alvéolas existentes no nosso país: A alvéola-branca (Motacilla alba) – 1ª e 3ª foto – e a alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea) – 2ª foto. Ambas são comuns na maioria das cidades, normalmente associadas à presença de água. A terceira espécie, a alvéola-amarela (Motacilla flava), é mais frequente em zonas húmidas, como arrozais, sapais, prados e juncais.

Quem já viu qualquer uma delas por certo reparou na cauda que abana para cima e para baixo enquanto estão paradas no solo, ou enquanto andam, correm ou alimentam-se. A função do conspícuo baloiçar da cauda, que até é responsável pelo nome comum inglês da espécie (wagtail), ainda é um mistério.

 

“Entre as funções possíveis contam-se espantar os insectos de que se alimenta, para que se movam e os detecte; mostrar submissão; indicar aos predadores que está alerta”, escreveu o alemão Christoph Randler, na revista Animal Behaviour, em 2006.

Ao observar estas aves enquanto alisavam as penas e enquanto se alimentavam, o alemão concluiu que o abanar da cauda não representa submissão, já que o comportamento era semelhante em juvenis e adultos. Randler também rejeitou a hipótese de o baloiçar servir para espantar insectos, pois este comportamento também ocorria enquanto alisavam as penas e não estava relacionado com “debicar o solo”. Assim, sobra a hipótese de se tratar de um “sinal honesto de vigilância”, o que explica a correlação negativa entre “abanar a cauda” e “debicar o solo”, altura em que as alvéolas adoptam um comportamento não vigilante.