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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

03
Jul15

Cascatas de Mourão - uma pérola a 25 minutos de Lisboa

Arca de Darwin

As Cascatas do rio Mourão (afluente do rio Lizandro) ficam logo a seguir a Sintra, junto à aldeia de Anços. Ali, entre as fragas cobertas de vegetação e ruínas de azenhas, o som da água corrente mistura-se com o do coaxar das rãs e com o canto das aves.

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As cascatas sobressaem na paisagem. A água ora parece macia, deslizando continuamente por caminhos sem obstáculos, ora explode em mil e uma gotas, quando as pedras lhe saem ao caminho.

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Mas há muito mais para ver entre a aparente quietude do local. Por todo o lado há animais que ali encontraram o seu habitat. As aves mal se vêem, ocultadas pela densa vegetação. No entanto, borboletas, libélulas, abelhas e outros insectos são facilmente observáveis devido à cor e abundância. As rãs também não passam despercebidas, com a cabeça inquiridora a romper a superfície da água. Aqui e ali uma osga procura aquecer-se com os raios de sol que conseguem furar pela copa das árvores.

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Em determinados pontos, as rochas e vegetação fundem-se num só.

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Os vários restos de velas denunciam a presença humana. É certo que é um local ainda muito desconhecido, mas no tempo em que lá estive encontrei dois grupos de visitantes: uns envolvidos numa sessão fotográfica; outros à procura de um lugar para dar um mergulho.

velas d

Certo é que vale bem uma visita. E se gosta de leitão, saiba que Negrais fica mesmo ali ao lado.

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01
Fev15

Osga que esguicha

Arca de Darwin

Mede cerca de 12 centímetros, mas tem um nome bastante comprido: South-western spiny-tailed gecko (Strophurus spinigerus), ou seja, osga-de-cauda-espinhosa-do-sudoeste. Além dos espinhos pretos de aspecto pré-histórico, a cauda possui outro peculiar mecanismo de defesa: poros que esguicham um líquido que, apesar de inofensivo, emana odor que intimida potenciais predadores.

south-western spiny-tailed gecko 1

Outro detalhe engraçado deste réptil é o laranja da íris que contrasta com o cinzento do corpo.

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Vive em zonas dunares e em charnecas. Este indivíduo estava num muro junto ao centro de interpretação do Deserto dos Pináculos.

south-western spiny-tailed gecko 4

26
Set13

A peculiar pupila da osga

Arca de Darwin
À luz do dia mal se distingue a pupila da osga. No entanto, à medida que a luz diminui, a pupila adquire uma forma denteada vertical, de cor preta. A forma denteada explica-se pelo facto de este réptil ter um “sistema óptico multifocal, com diferentes capacidades refractivas em distintas áreas concêntricas”, lê-se aqui.

Assim, as reentrâncias da forma da pupila permitem que todas estas áreas distintas tenham uma porção funcional. Na ausência de luz – pelo menos luz visível aos olhos humanos – a pupila fica então redonda.

No artigo acima citado lê-se ainda que, à luz do luar (altura em que o olho humano não distingue cores), as osgas nocturnas vêm cores, pois possuem uma visão 350 mais sensível do que a nossa.

Uma última curiosidade. Já todos apontámos uma lanterna ao olho de alguém e vimo-la contrair. O tamanho da pupila reduz 16 vezes. Nas osgas diurnas esse valor sobe para 100-150 vezes e, nas nocturnas, para 300 vezes.