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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

28
Jan15

As cobras também foram ao Dia da Austrália

Arca de Darwin

As celebrações do Dia da Austrália começaram às 15:00h, nas duas margens do rio Swan, em Perth. Para entreter a multidão havia um leque muito variado de actividades: concertos, escorregas-de-água, feira de ciência, passeios de camelo, show de motos... No meio desta miscelânea estava uma pequena tenda de uma associação de conservação da Natureza. Objectivo? Lutar contra a má fama que persegue as cobras.

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Por um lado, e com a maioria das pessoas a morar em vivendas, os australianos estão mais habituados do que os portugueses ao contacto com espécies selvagens. Por outro, como a maioria das cobras são venenosas, também aqui há uma certa fobia e intolerância para com estes répteis.

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Para combater esse estigma nada melhor que o contacto directo com "amigáveis" pitãos. Nem todos os adultos seguraram nos animais, mas as crianças pareciam bastante à vontade com as cobras na mão.

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Já conheci várias pessoas que têm pitãos como animais de estimação, mas julgo que não as terão retirado da Natureza, mas adquirido através de lojas ou criadores devidamente autorizados, como esta quinta de cobras.

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04
Jul14

Bailado com pitão

Arca de Darwin

Há um mês que sou voluntário em Perth num centro de recuperação de animais selvagens. Como o trabalho implica manusear animais - por exemplo, para os retirar das gaiolas de modo a poder limpá-las - decidi frequentar um mini-curso que ensina a mexer nos bicharocos.

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Pitão de Stimsoni (Antaresia stimsoni). Foto: Stewart Macdonald

No curso tive a oportunidade de pegar num pitão, mais exactamente num exemplar da espécie Pitão de Stimsoni (Antaresia stimsoni). Dos conselhos da formadora saliento três: estar calmo, não "apertar" o animal e oferecer-lhe o maior número possível de pontos de apoio.

Estas dicas resultam num verdadeiro bailado entre as nossas mãos e o pitão. O réptil, em movimento contínuo, esgueira-se entre os dedos "observando" com a língua o espaço que o rodeia, inclui o interior da manga do meu casaco. As mãos sustentam-no delicadamente, tentando que se mova sem sair do sítio.

A razão para procurar o maior número de pontos de contacto é simples: proteger as articulações do esqueleto da serpente. De facto, não é por acaso que as cobras sentem-se confortáveis à volta dos ombros e pescoço dos humanos.

from dusk till dawn

Infelizmente, quando não existe este cuidado com o manuseamento, muitas cobras usadas em actividades de sensibilização ambiental ou mantidas como animais de estimação sofrem de graves problemas na coluna.

Última nota: no centro, que para todos os efeitos é um hospital, não se pode fotografar, razão pela qual não há registo do meu bailado com o pitão que, comparando com o da foto, era bem mais pequeno...