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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

11
Mar20

Camélias: poemas de Inverno

Arca de Darwin

As camélias em flor consolam a vista durante os meses cinzentos de Inverno. Na Estufa Fria algumas já começaram a secar, mas ainda vai a tempo de desfrutar das várias variedades da espécie Camellia japonica que ali existem . As cores mais comuns das flores são o branco, o rosa e o vermelho, por vezes com manchas riscas ou pintas. As flores das camélias, regra geral, não têm cheiro (há algumas poucas variedades criadas pelo homem que têm cheiro).

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Atualmente existem no mundo mais de 3000 variedades de C. japonica das quais 400 são portuguesas. Na Estufa Fria encontrei as variedades Alba Plena, Augusto Leal Gouveia Pinto, Lavinia Maggi, Magnolaeflora, Mathotiana, e Mathotiana Rubra.

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A C. japonica é uma cameleira nativa da China, Japão, Taiwan e Coreia do Sul. Por cá também é conhecida por japoneira e roseira-do-japão (no Japão chama-se «tsubaki», que também é o nome do óleo que dela se extrai e que é usado em massagens e como amaciador).

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A história deste arbusto ou árvore de pequena dimensão ― pode chegar aos 11 metros de altura, mas geralmente mede entre 1,5 e 6 metros ― tem um capítulo muito importante em Portugal, pois o nosso país, foi o primeiro na Europa a receber esta espécie. A plantação de camélias teve início em 1550 no Porto e em Gaia. A Quinta de Campo Belo, em Gaia, é conhecida por ter as cameleiras mais antigas da Europa. Já o Porto ostenta a distinção de ser conhecida como a «cidade das camélias».

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O epíteto surgiu em 1890 quando o escritor francês Georges de Saint-Victor escreveu em Portugal: Souvenirs et Impressions de Voyage: «O Porto é a pátria das camélias. Até nos cemitérios as há.» Anos mais tarde, em 1925, o escritor Alberto Pimentel afinou pelo mesmo diapasão ao referir: «Camélias ou rosas do Japão, o que é certo é que elas fizeram do Porto a sua pátria adoptiva.»

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Outros escritores também não ficaram imunes aos encantos das camélias. Pedro Homem de Mello, no brevíssimo poema Camélias, avança a explicação para a falta de odor destas flores:

O perfume delas

É, talvez, a cor

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Sophia de Mello Breyner Andresen também alude à falta de aroma e esclarece que:

As camélias são muito diferentes dos gladíolos: são vagas, sonhadoras, distantes e pouco mundanas. Estão sempre escondidas entre as suas folhas duras e polidas. Mas os gladíolos admiravam as camélias por elas não terem perfume, pois, entre as flores, não ter perfume é uma grande originalidade.

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No entanto, a obra que mais fama trouxe a estas flores é sem dúvida o romance semi-autobiográfico de Alexandre Dumas (o filho), de 1848, intitulado A Dama das Camélias. A musa do romance foi a cortesã francesa Marie Duplessis, por quem Dumas se apaixonou. Dumas descreve-a como sendo «alta e muito esbelta, de cabelo negro e rosto rosa e pálido. Tinha a cabeça pequena, olhos rasgados com o aspeto da porcelana de uma japonesa, mas vivos e finos, os lábios com o vermelho das cerejas e os mais belos dentes do mundo».

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Marie Duplessis por Édouard Viénot, Wikimedia Commons, Public Domain

Duplessis gostava de alegrar a sua casa com flores, mas ficava mal disposta com o perfume das rosas, pelo que recorria às camélias. O romance conta como a personagem Marguerite Gautier (inspirada em Duplessis) usava uma camélia vermelha durante a menstruação, para que os clientes soubessem que estava indisponível, e uma camélia branca no resto do tempo.

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Para terminar, o poema Le Camélia de Honoré de Balzac, que fala das camélias, da sua cor, do Inverno, da falta de aroma…

Chaque fleur dit un mot du livre de nature:
La rose est à l'amour et fête la beauté,
La violette exhale une âme aimable et pure,
Et le lis resplendit de sa simplicité.

Mais le camélia, monstre de la culture,
Rose sans ambroisie et lis sans majesté,
Semble s'épanouir, aux saisons de froidure,
Pour les ennuis coquets de la virginité.

Cependant, au rebord des loges de théâtre,
J'aime à voir, évasant leurs pétales d'albâtre,
Couronne de pudeur, de blancs camélias

Parmi les cheveux noirs des belles jeunes femmes
Qui savent inspirer un amour pur aux âmes,
Comme les marbres grecs du sculpteur Phidias.

Versão em inglês:

In Nature's poem flowers have each their word 
 
The rose of love and beauty sings alone;
 
The violet's soul exhales in tenderest tone;

The lily's one pure simple note heard.

The cold Camellia only, stiff and white,

Rose without perfume, lily without grace,

When chilling winter shows his icy face,

Blooms for a world that vainly seeks delight.

Yet, in a theatre, or ball-room light,

I gladly see Camellias shining bright 

Above some stately woman's raven hair,

Whose noble form fulfills the heart's desire,

Like Grecian marbles warmed by Phidian fire
.

 

Variedades de Camellia japonica na Estufa Fria:

Alba Plena

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Augusto Leal Gouveia Pinto

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Lavinia Maggi

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Magnolaeflora

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Mathotiana

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Mathotiana Rubra

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22
Fev20

Orquídeas e outros seres pequeninos

Arca de Darwin

No início da semana passei pela EBIO de Fontelas, em Loures. As orquídeas já começaram a florir. Infelizmente, o terreno que fica do lado direito no início do percurso da EBIO foi arado e plantado. Esse terreno não só costumava ficar coberto de orquídeas piramidais como era o único local desta EBIO onde encontrei orquídeas-dos-homens-nus e orquídeas-gigantes. Neste passeio encontrei estas últimas junto à estrada, a cerca de 200 metros da aldeia (nas fotos, em baixo). A outra espécie de orquídeas que já floriu é a erva-vespa-rosada. Mas há por ali muito mais para ver e fotografar.

Erva-vespa-rosada

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Orquídea-gigante

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Carvalho centenário

23
Set19

Jardim de Anémonas

Arca de Darwin

De momento há um cantinho no Jardim da Gulbenkian (Lisboa) composto por anémonas (Anemone sp.)que ao lusco-fusco é quase hipnotizante. As pétalas rosas contrastam com a vegetação mais escura e parecem chamar a si toda a pouca luz difusa disponível. E apesar do nome, que significa «filha do vento», os caules de aspecto robusto mantêm as plantas imunes às brisas que passam, criando outra dissonância entre o que vemos e o que sentimos.

23
Jun19

Alho-porro, porque hoje é Dia de São João

Arca de Darwin

O alho-porro (Allium ampeloprasum) tem muitos outros nomes, entre os quais alho-macho, alho-poró, alho-porró, porro-bravo e alho-francês. O "alho-francês" usado na comida descende desta espécie selvagem — que também é comestível — e geralmente é classificado como Allium ampeloprasum var. porrum.

A ligação à noite de São João no Porto remonta ao tempo dos Celtas, quando celebravam a mãe-natureza oferecendo-lhe ervas aromáticas que queimavam numa fogueira, para espantar o mau olhado, obter protecção e celebrar a fecundidade dos humanos e das colheitas. Bater com um alho-porro na cabeça de alguém é, naturalmente, desejar-lhe boa sorte

06
Mai19

A multifacetada borragem ("Borago officinalis")

Arca de Darwin

A borragem, ou borago (Borago officinalis), tem várias aplicações. As sementes servem para fazer um óleo que é usado na indústria cosmética. Também é usada como planta medicinal. As folhas e as flores são comestíveis e são utilizam-se principalmente em saladas, mas também em sopas. Na agricultura biológica são úteis para atrair insectos que ajudam no controlo de pragas.

Esta espécie gosta de solos calcários perturbados pelo homem, pelo que se encontra em beiras de estradas, terrenos incultos e prados.

Além das flores com 5 pétalas azuis-violeta também se distinguem pelos pedicelos avermelhados.

Mede entre 30 e 70 centímetros de altura.

É mais abundante entre Janeiro e Maio.

01
Mai19

Orquídea erva-perceveja ("Orchis coriophora")

Arca de Darwin

A erva-perceveja (Orchis coriophora), também conhecida por erva-do-salepo e salepeira, é mais uma espécie de orquídea selvagem que se pode encontrar na Ebio de Fontelas, em Loures.

A espécie tem uma vasta área de distribuição — Europa, Norte de África e Ásia — que comporta várias subespécies, discutindo-se se algumas serão ou não espécies diferentes. A confusão chega ao nome, com alguns autores a colocá-la no género Anacamptis, ou seja, Anacamptis coriophora.

Certo é que pertence à família Orchidaceae. Curiosidade: orchis significa "testículo", e as orquídeas foram assim baptizadas devido ao aspecto dos bolbos subterrâneos.

A erva-perceveja tem um inflorescência com cerca de 40 centímetros de altura que comporta 15 a 25 flores purpuras e com cheiro (uma das subespécies emite odor a baunilha). Gosta de prados e clareiras de matos com alguma humidade.

 

A floração da erva-perceveja ocorre de Março a Junho.

06
Abr19

Três espécies de papoilas

Arca de Darwin

Neste momento é possível ver (apesar da chuva) três espécies de papoilas no Jardim Rio da Costa, junto à ribeira, em Odivelas.

A mais abundante é a nossa já conhecida Papaver rhoeas, que dá pelo nome de papoila-vermelha, papoila-brava, papoila-das-searas, entre outros. Além da cor — vermelho vivo — distingue-se pela haste com pêlos perpendiculares e pelas pétalas com mancha negra na base.

No caso da Papaver dubium, conhecida por papoila-longa, os pêlos estão "colados" às hastes, o vermelho parece desbotado, e as pétalas não têm manchas negras. Estas duas espécies são autóctones, ou seja, são originárias do nosso país.

A terceira espécie, a Papaver setigerum, é "importada". Era/é considerada uma subespécie da Papaver somniferum, a papoila do ópio (que é branca), o que explica os seus nomes comuns: dormideira, dormideira-brava, dormideira-dos-jardins, dormideira-das-boticas. As pétalas são rosa-púrpura e têm uma mancha negra na base.

26
Mar19

Malmequer e Margarida: qual a diferença?

Arca de Darwin

Todos já usámos as palavras "malmequer" e "margarida" e, quando éramos crianças, provavelmente arrancámos as pétalas de uma flor enquanto jogávamos ao "Bem me quer... mal me quer". Mas será que sabemos a diferença entre as duas flores? Existirão diferenças? Serão flores?

Tanto o malmequer como a margarida pertencem à ordem Asterales e à família Asteraceae, que são chamadas de plantas compostas: a flor típica que sempre desenhámos, com um disco central e pétalas na periferia. Ora, na verdade, a "flor" não é uma flor mas uma inflorescência: o "centro" é formado por inúmeras flores tubulosas e as "pétalas" não são verdadeiras pétalas, mas sim flores com um prolongamento de um dos lados (a que se chama lígula). Este tipo de inflorescência (flores agrupadas sobre um receptáculo) tem o nome de capítulo.

Antes de avançar para a distinção entre as duas "flores" convém ter presente que os nomes comuns não têm significado "biológico". Pensemos na última orquídea aqui apresentada, a Cephalanthera longifolia, que não tem nome comum em português, e na espécie Tropaeolum majus, que é conhecida por chaga, capuchinha, cinco-chagas, nastúrcio, agrião-do-méxico, flor-de-sangue e mastruço. Sendo certo que ambas existem, o que as identifica em qualquer parte do mundo é o nome científico (que, para isso, é escrito numa língua morta). Ou então pensemos no jogo referido anteriormente e que em Portugal chama-se "Bem me quer... mal me quer", mas cuja versão original — a francesa — dá pelo nome de "Effeuiller la marguerite", que é como quem diz, "Desfolhar a margarida".

Então, qual a diferença entre as duas asteráceas? A resposta mais simples que muitos peritos darão é que, em geral, as margaridas são brancas e os malmequeres são amarelos. Não sei até que ponto a diferença de nomes estará relacionada com o uso de flores em efemérides. (Como os "malmequeres" (Chrysanthemum sp.), ou crisântemos, foram sendo associados ao Dia de Finados, as "margaridas" terão ficado para outras datas mais alegres).

Mas a distinção pela cor talvez tenha que ver com a própria palavra Chrysanthemum, que significa "flor-sol" ou "cor de ouro". Estas flores já eram cultivadas na China no século XV a.C. O selo imperial do Japão, adoptado em 1183, é um crisântemo amarelo.

A associação entre o género Chrysanthemum e o nome comum malmequer parece promissora. De facto, quando pesquisamos "malmequer" no diccionário online da Porto Editora, aparece a espécie Chrysanthemum coronarium. Mas há dois problemas. O primeiro é que a definição refere: 1 — "designação comum, extensiva a diferentes plantas da família das Compostas, que se destacam pelas flores delicadas, geralmente de centro amarelo e corola branca, que inclui espécies também conhecidas por bem-me-quer, margarida, etc." 2 — "... Chrysanthemum coronarium (...) com flores amarelas ou com base amarela e lígulas brancas." E a verdade é que o C. coronarium tanto pode ter lígulas brancas como amarelas.

No mesmo diccionário, "margarida" é: 1 — "designação comum, extensiva a diferentes plantas da família das Compostas, que se destacam pelas inflorescências, geralmente com recetáculo amarelo e pétalas brancas ou coloridas, sendo também conhecidas por bem-me-quer, bonina, malmequer, etc.; margarita." 2 — "(Bellis perennis) planta herbácea, da família das Compostas, espontânea em Portugal, tem folhas de margens serreadas e capítulos de flores liguladas, brancas, vermelhas ou variegadas."

Bellis perennis é a espécie tipo do género Bellis, que em Portugal tem quatro espécies. E se pesquisarmos "margarida" no site Flora On (da Sociedade Portuguesa de Botânica), aparecem as quatro espécies. O nome comum inglês da Bellis perennis é Daisy (vem de "day's eye"), que traduzido para português é margarida.

Apesar de alguns percalços, como a dualidade cromática do C. coronarium, podemos dizer que os malmequeres são amarelos e pertencem ao género Chrysanthemum, e que as margaridas são brancas e pertencem ao género Bellis.

O problema é que se pesquisarmos "malmequer" no Flora On aparecem 33 espécies de 16 géneros diferentes: umas brancas, outras amarelas; umas raras, outras comuns; umas nativas, outras exóticas; umas com flores liguladas, outras sem; umas conhecidas por malmequer, outras por margarida.

20
Mar19

Orquídea sem nome ("Cephalanthera longifolia")

Arca de Darwin

Hoje é o primeiro dia de Primavera. Na última semana as orquídeas da Estação da Biodiversidade de Fontelas, Loures, como se soubessem que a data estava à porta, começaram a florir. Há uns dias havia apenas um ou dois exemplares de Cephalanthera longifolia; ontem havia dezenas ao longo do curto percurso.

As flores — geralmente entre 5 e 25 — ainda não estão completamente abertas, mas aqui e ali já anteveem algumas manchas amarelas. A planta pode chegar aos 60 centímetros de altura, mas é mais comum ter entre 25 e 40 cm.

A época de floração ocorre entre Março e Julho.

Facto curioso: em Portugal a Cephalanthera longifolia não tem nome comum. Já o "longifolia" refere-se às folhas compridas e afiladas.

Encontra-se em espaços abertos ou sub-cobertos (em Fontelas está geralmente em áreas com alguma sombra), preferencialmente em solos calcários. A espécie existe na Europa, Norte de África e Ásia. Em Portugal ocorre de norte a sul e é relativamente abundante.

Em Fontelas, há algumas espécies de orquídeas que ainda não floriram, como é o caso da orquídea-piramidal. No entanto, a diversidade que ontem o local apresentava vale bem uma visita. Eis as fotos para servirem de guia:

Erva-vespa-rosadaOphrys tenthredinifera (pouco abundante no prado a seguir à linha de água, no final do percurso)

Erva-vespaOphrys lutea (abundante em todo o percurso, particularmente no prado a seguir à linha de água)

Moscardo-fuscoOphrys fusca (pouco abundante, parte intermédia do percurso)

Homens-núsOrchis italica (1 exemplar na parte superior do percurso — no prado do lado direito)

Orquídea-giganteHimantoglossum robertianum (1 exemplar na parte superior do percurso — no prado do lado direito)

16
Mar19

Planta com pescoço de cisne ("Agave attenuata")

Arca de Darwin

Nos últimos tempos tenho encontrado a espécie Agave attenuata em lugares diferentes — é difícil não reparar na disposição geométrica das suas enormes folhas suculentas verdes acinzentadas. Esta espécie exótica é originária do México, e é muito usada em jardins.

O nome attenuata deve-o ao facto de ser menos espinhosa que a Agave americana, ou seja, é mais "atenuada". Já os nomes comuns — os portugueses agave-dragão, tromba-de-elefante, agave-pescoço-de-cisne; e os ingleses cauda-de-leão e cauda-de-raposa — parecem fazer menos sentido, até que a planta entra no período de floração. As fotos seguintes tiradas em alturas diferentes são do mesmo espécime, que vive na aldeia de Fontelas, Loures.

A inflorescência (parte da planta onde estão as flores) da agave-pescoço-de-cisne geralmente é curva (como as duas destas fotografias) e pode atingir 3 metros de altura.