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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

08
Nov21

Outro Outono na Quinta das Conchas

Arca de Darwin

O Outono chegou em força à Quintas das Conchas (Lumiar, Lisboa). Esta altura é particularmente interessante porque grande parte das folhas ainda se mantém presas às árvores, em diferentes fases do seu amadurecimento. O resultado é que aqui e ali encontramos mosaicos vibrantes de manchas de cores/pigmentos diferentes.

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16
Nov20

As cores das folhas no Outono

Arca de Darwin

A variedade de cores das folhas no Outono deve-se a diferentes pigmentos. Isto é particularmente evidente nos liquidâmbares (Liquidambar styraciflua) — árvore originária da América do Norte e América Central — cujas folhas, por esta altura, explodem numa profusão de cores intensas que vão desde o verde que traziam do Verão e da Primavera, ao roxo que assinala a última etapa da vida destas estruturas.

liquidambar 1.jpgEm algumas folhas são bens visíveis as diferentes cores e os tons intermédios.

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As folhas verdes devem a sua cor à clorofila, o pigmento responsável pela fotossíntese. Nos meses de Primavera e de Verão, a clorofila transforma a luz solar e o dióxido de carbono em oxigénio e hidratos de carbono (açúcar), que servem de alimento à planta durante a fase de crescimento e de frutificação.

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Como a clorofila é instável, tem de ser constantemente produzida pela planta, o que se torna inviável à medida que os dias ficam mais pequenos e a temperatura desce. É nesta fase que se começa a bloquear o acesso de água e nutrientes à folha.

Assim, chegado o Outono, a árvore entra num período de dormência e passa a viver da energia que armazenou nos meses anteriores. Na ausência da clorofila, outros dois tipos de pigmentos que já existiam nas folhas — e que são mais estáveis do que a clorofila — tornam-se visíveis: as xantófilas (amarelas, presentes, por exemplo, nas bananas) e os carotenos (cor de laranja, presentes, por exemplo, nas cenouras).

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Quando o fim da linha se aproxima outra cor desponta, o vermelho e o roxo, mas neste caso o pigmento responsável — a antocianina, que também dá a cor vermelha às maçãs, morangos e arandos — não estava presente nos meses mais quentes, mas é agora sintetizado por via da acumulação de açúcares.

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Finalmente surge o castanho, quando já só restam os taninos e a folha está quase morta.

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15
Nov20

Gaiola-de-bruxa e outros cogumelos da Quinta das Conchas

Arca de Darwin

Os cogumelos são extremamente fotogénicos. É como se fossem mini-árvores numa mini-floresta dentro da própria floresta, um mundo escondido à vista de todos.

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As duas fotos seguintes mostram um cogumelo que, infelizmente, já estava parcialmente destruído quando o encontrei. Mas optei por incluí-lo neste post porque é raro encontrar esta espécie, que dá pelo nome de Clathrus ruber e que é conhecida por clatro-vermelho, gaiola-de-bruxa ou lanterna-das-bruxas — o fungo tem a forma de esfera rendilhada. Outra característica deste cogumelo — e que rapidamente se torna evidente — é que exala um cheiro nauseabundo! Este odor provém da gleba, a parte interna, negra, que produz os esporos.

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Seguem-se mais alguns exemplos da diversidade de fungos na Quinta das Conchas, em Lisboa.

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21
Fev19

Orquídeas selvagens na Quinta das Conchas (Lisboa)

Arca de Darwin

Como acontece todos os anos, em Fevereiro começam a florir as primeiras orquídeas. Hoje passei pela Quinta das Conchas, em Lisboa, e encontrei estes exemplares de duas espécies já nossas conhecidas: a orquídea-gigante, que entretanto mudou o nome científico de Barlia robertiana para Himantoglossum robertianum, e a erva-vespa, que continua a chamar-se Ophrys lutea. Encontrei vários exemplares de orquídea-gigante e apenas um da erva-vespa.

Orquídea-gigante

Erva-vespa

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