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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

30
Jan14

Aves no Centro de Saúde

Arca de Darwin
Em Carnide o campo mistura-se com a cidade. Este mês, no dia em que o granizopintou de branco algumas zonas de Lisboa, fui ao Centro de Saúde, onde ao longedestacam-se os arcos do Estádio da Luz. Em pouco mais de meia hora uma dezenade espécies de pássaros cirandou pelo exterior do Centro. Em baixo encontrafotos da maioria delas. Outras, como a trepadeira-comum, o pardal e ochapim-azul, escaparam ao disparo da máquina fotográfica. Entre elas conta-seuma estreia na Arca: o chapim-real (Parus major), insectívoro comum nosjardins das cidades.

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[caption id="attachment_7212" align="aligncenter" width="800"]Toutinegra-de-cabeça-preta Toutinegra-de-cabeça-preta[/caption]

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[caption id="attachment_7214" align="aligncenter" width="800"]melro-preto melro-preto[/caption]

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[caption id="attachment_7216" align="aligncenter" width="800"]pintassilgo pintassilgo[/caption]

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[caption id="attachment_7221" align="aligncenter" width="800"]alvéola-branca alvéola-branca[/caption]

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[caption id="attachment_7223" align="aligncenter" width="800"]felosa felosa[/caption]

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[caption id="attachment_7225" align="aligncenter" width="800"]Rabirruivo-preto (fêmea) Rabirruivo-preto (fêmea)[/caption][caption id="attachment_7227" align="aligncenter" width="800"]dcarnide8 chapim-real[/caption]

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07
Out12

Três à mistura

Arca de Darwin
Depois da “apresentação” do rabirruivo-preto (Phoenicurus ochrurus) macho, eis a fotografia da fêmea. Em geral a espécie é monogâmica, isto é, cada indivíduo tem apenas um parceiro sexual, mas por vezes um macho vive com duas fêmeas. A da foto parecia pouco satisfeita com a concorrência. Perseguiu a segunda fêmea insistentemente e assumiu pose territorial, cantando no cimo da rocha.

Rabirruivo-preto (fêmea)

No entanto, há alturas em que a presença de um terceiro elemento é bem-vinda. Um artigo publicado em 2011 na revista Ardea mostrou que 1/3 (4 em 12) dos casais de rabirruivos era assistido nos cuidados parentais por um terceiro indivíduo. A investigação decorreu no Tibete, a 4.300 metros de altitude. “O período de incubação e o tamanho das ninhadas destes rabirruivos que vivem nestas terras altas são semelhantes aos dos rabirruivos europeus, mas os do Tibete produzem ovos maiores e menos ninhadas. Tal sugere uma estratégia para maximizar a sobrevivência das crias neste ambiente severo”, explicam os autores.

Rabirruivo-preto (macho)

Sobre a identidade do terceiro elemento os investigadores referem que apresentava “plumagem tipo-fêmea”. No único caso em que determinaram o sexo do ajudante concluíram tratar-se de um macho juvenil.
12
Abr12

Apontar na direcção certa

Arca de Darwin

Desde que mudou a hora chego a casa ainda com o Sol a brilhar. Quase todos os dias, a escassos metros da entrada da estação, cruzo-me com este rabirruivo-preto (Phoenicurus ochrurus), que parece observar os humanos que passam. Ninguém repara nele. A não ser que, como aconteceu há dois dias, eu pare para o fotografar. Então começo a ouvir atrás de mim comentários de várias pessoas: “É o quê?”; “É um passarinho”; “Tão giro” ou “tem o rabo laranja”. (Obviamente, referindo-se ao dito passarinho). Nesta e noutras situações semelhantes reparo que muitos transeuntes detêm-se a olhar para o bicho que estou a fotografar. E parecem satisfeitos. Para alimentar esta curiosidade seria útil que, pelo menos nos jardins de maiores dimensões das cidades, houvesse indicações sobre as espécies de animais e plantas mais fáceis de observar no local.

Já agora, confesso que tenho certa empatia pelo rabirruivo-preto. A razão é simples: na universidade, as aulas práticas da cadeira de Ecologia Animal foram condensadas numa semana... passada nas Berlengas, e o meu trabalho foi sobre a ecologia e abundância (contámos cerca de 20 casais) do rabirruivo-preto, único pássaro que nidifica naquele arquipélago, nas escarpas que cercam a ilha.

O rabirruivo-preto é um insectívoro, como se pode aferir pelo bico fino e de aspecto frágil. Tem o tamanho de um pardal. O macho é preto, tem uma mancha branca na asa e a cauda de tom ferrugíneo. A fêmea é castanha e também tem a cauda ferrugínea.