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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

07
Dez21

Natureza ilustrada junto à ponte do Pragal

Arca de Darwin

Os muros junto às paragens de autocarro à entrada da ponte 25 de Abril, em Almada, estão decorados com ilustrações de fauna presente na região. O autor dos murais é o artista Tiago Hacke, que já conhecemos devido ao seu trabalho no trilho da Ribeira das Vinhas, em Cascais.

tiago_hacke 1.jpg

 

 

 

 

06
Ago18

A visita da raposa

Arca de Darwin

O calor extremo da semana passada teve poucos momentos de tréguas. Em Castelo de Vide, depois do sol posto, sentei-me no alpendre da casa onde estava, a aproveitar a (ligeira) descida da temperatura. Estava já muito escuro, mas ainda vi uma raposinha que atravessava o quintal uns 20 metros mais abaixo. Alheia à minha presença, parou uns segundos e lá continuou até desaparecer entre a vegetação.

No dia seguinte, pela manhã, estava sentado no mesmo sítio quando a raposa (Vulpes vulpes) reapareceu, vinda do sítio onde desaparecera no dia anterior. Desta vez estava mais perto, viu-me, parou e sentou-se. Fui buscar a câmara fotográfica, mas a bicha já lá não estava. Encontrei-a uns metros mais à frente, a dar a volta à outra casa da propriedade, provavelmente em busca de alimento. Deve fazê-lo com frequência, pois os gatos da casa pareciam mais surpreendidos com a minha presença do que com a dela.

Curiosa, olhou-me mais uma vez, antes de desaparecer no olival.

19
Fev13

Raposas na cidade

Arca de Darwin
A raposa (Vulpes vulpes) é um dos carnívoros mais bem sucedidos do mundo. Existe na Europa, Ásia e Norte de África, e foi introduzida na América do Norte e na Austrália. A capacidade de adaptação deste carnívoro é notável. Em resposta à perseguição movida pelos humanos (a raposa é uma espécie cinegética, isto é, que se pode caçar), reproduz-se antes de completar um ano de idade e em caso de necessidade aumenta o tamanho das ninhadas e a proporção do número de fêmeas.

Raposa (Vulpes vulpes). Tapada de Mafra

Por outro lado, tem uma dieta bastante diversificada, que inclui mamíferos, aves, répteis, anfíbios, insectos, animais domésticos, frutos e restos da alimentação humana, e ocupa todo o tipo de habitats, desde o nível do mar até áreas montanhosas.

Em muitos países é presença assídua em vilas e cidades. Por exemplo, estima-se que 33.000 raposas vivem em áreas urbanas no Reino Unido. Os conflitos com humanos são raros, mas ocorrem. Foi o que aconteceu este mês em Londres, Inglaterra, quando uma raposa entrou numa casa e arrancou um dedo a um bebé de 4 semanas. A criança está bem e já tem o dedo de volta, mas algo tem de mudar para que episódios como este não se repitam. Solução? Muitos apelaram ao abate dos animais que, segundo dizem, são cada vez mais. No entanto, parece que o número de raposas citadinas mantém-se mais ou menos estável desde os anos 80. Especialistas também defendem que o abate de pouco servirá, e até poderá agravar o problema. Isto porque quando se remove um adulto, vários juvenis ocupam o seu espaço. Assim a solução passa por educar os humanos, principalmente para que não deixem restos de alimentos acessíveis aos animais – há até quem, por gostar de ver raposas no quintal, lhes deixe comida à porta de casa. Também há quem lhes faça festas, esquecendo-se de que são animais selvagens. (Há muitos, no Alentejo, encontrei um velhote que me contou que quando as filhas eram crianças ofereceu-lhes duas crias de zorras – nome dado à espécie nesta região de Portugal – como presente de aniversário, mas devolveu-as à Natureza depois de uma delas morder uma das filhas).

A raposa tem estatuto de conservação Pouco Preocupante e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) incluiu-a na lista das 100 espécies mais invasoras do planeta.

07
Fev13

Era uma vez...

Arca de Darwin

Raposa (Vulpes vulpes). Tapada de Mafra

Em 1988 a RTP estreou o desenho animado O Romance da Raposa, adaptação de Marcello de Moraes da obra homónima de Aquilino Ribeiro, incluída no Plano Nacional de Leitura. (Re)veja-a aqui ou oiça o audiobook aqui.

"Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas - raposeta matreira, fagueira, lambisqueira - corria os bosques, farejando, batendo mato, sem conseguir deitar a unha a outra caça além duns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um soninho descansado".

Aquilino Ribeiro in "O Romance da Raposa"

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