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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

06
Dez13

Outros tempos, a mesma mentalidade

Arca de Darwin
A propósito de dois posts de ontem – Filhos do Auroque e Fishlove – lembrei-me da famosa fotografia (em baixo) tirada cerca de 1870, onde se vê uma pilha de crânios de bisonte (Bison bison), animal que esteve à beira da extinção. É certo que há contornos distintos entre o declínio do bisonte (provocado pela perda de habitat devido à expansão da agricultura e da criação de gado, pela caça excessiva por populações não indígenas e pelo apelo governamental para que se destruísse o sustento dos índios) e a redução de stoks de pesca devido à pesca de arrastão de profundidade.

Crânios de bisontes (Bison bison), EUA, c. 1870

No entanto, ambas as situações assentam no lucro fácil e no profundo desrespeito pelos ecossistemas e ignorância sobre o seu valor e funcionamento. Além das espécies selvagens, quem paga a factura são as gerações futuras.

18
Ago13

Recordar o Solstício e rumar ao Andanças

Arca de Darwin
Começa amanhã (19 de Agosto) e prolonga-se até Domingo (25 de Agosto) o maior festival realizado no nosso país de danças e músicas tradicionais de todo o mundo. Nesta 18ª edição o Andanças mudou de morada: deixou as belas paisagens de Carvalhais, S. Pedro do Sul, e rumou ao Alentejo, à convidativa região de Castelo de Vide, junto à barragem de Póvoa e Meadas.

Festival do Solstício, Santa Clara-a-Velha (Junho de 2013)

A música e a dança são, de facto, o prato forte dos eventos organizados pela Associação Pédexumbo (Festival do Solstício, Andanças, Danças~na~Água...), mas a criteriosa selecção dos locais onde decorrem permite desfrutar de um revigorante (e sustentado) contacto com a natureza.

Por tudo isto, quem vai, regressa no ano seguinte e traz amigos. Com o passar dos anos os primeiros festivaleiros reproduziram-se e, agora, voltam acompanhados pelos filhos. Daí que, ao consultarmos a programação desta edição, encontramos (quase) tantas actividades para crianças como para adultos.

Os dois principais ingredientes do Andanças são os workshops de dança, durante o dia (danças irlandesas, orientais, israelitas, egípcias, salsa, havaianas, etc.), e os bailes, à noite. Mas há mais, muito mais. Há vários passeios (o “Natureza em estado selvagem” realiza-se 5ªf. às 07:00), há Tai Chi e há Yoga, massagem Ayurvédica e reflexologia, circo, teatro, cinema e animação de rua, oficinas de instrumentos e workshops de gastronomia, entre muitíssimas outras propostas.

Estas fotos são do primeiro festival do Solstício – que decorreu este ano em Santa Clara-a-Velha – e revelam um pouco do espírito dos festivais da Pédexumbo. O sucesso da estreia do Solstício promete mais e melhor para 2014. Quanto ao Andanças, já se sabe: dezenas de milhares visitam-no anualmente. E todos são bem-vindos, mesmo que – como eu – tenham pés-de-chumbo.

FESTIVAL DO SOLSTÍCIO

Animação de rua

Não sou grande apreciador de palhaços, mas este Enano é absolutamente hilariante:

Gentes e Recinto

Bailes / Concertos

Workshops de Dança

24
Mai13

Dia Verde – 26 de Maio, Lisboa

Arca de Darwin
No Domingo, das 15h às 20h, os jardins do Museu da Electricidade recebem mais um Dia Verde, evento dedicado ao ambiente e a um estilo de vida mais sustentável. Todas as actividades e workshops desta iniciativa do Verde Movimento e da Câmara Municipal de Lisboa são gratuitos. Inscrições e programa aqui.

Se não puder ir, crie o seu próprio Dia Verde: aproveite o bom tempo, e inspire-se neste acontecimento que este ano conta, por exemplo, com workshop de pesca sustentável e passeio de canoa no Tejo; mercado de produtos biológicos e ervas aromáticas; troca de objectos usados; carrinhos de rolamentos; libertação de uma ave recuperada no CRAS (Centro de Recuperação de Animais Selvagens); workshops variados (Chi Kung, Auto-massagem, Taekwondo, Hortas na Varanda, Meditação, Medicina chinesa na cozinha, Eco-brinquedos, Origami...); etc..

Para abrir o apetite eis algumas fotos de edições anteriores:[nggallery id=57]
19
Mar13

Humor e criatividade em prol do ambiente

Arca de Darwin
Alguns dos mais consagrados e famosos designers e criativos do mundo aceitaram o desafio da ONG Do the Green Thing e criaram 23 posters que apelam à acção contra as alterações climáticas. A ONG apresentou o primeiro poster no dia 1 de Março e, de então para cá, revela um por dia, até dia 23 de Março. Porquê esta data? Os posters são mais um veículo de promoção do evento Hora do Planeta que este ano decorre no próximo Domingo, 23 de Março, entre as 20:30 e as 21:30.

"Cut your shower short", por Michael Bierut. Ao reduzir 2 minutos à duração do banho poupará 16.425 litros de água por ano.

Criada em 2007 pelo Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF), a Hora do Planeta apela a cidadãos e empresas de todo o mundo para que desliguem as luzes de casa ou do local de trabalho durante 60 minutos. O objectivo é alertar para a necessidade de agir contra o aquecimento global do planeta. No ano passado mais de 7.000 vilas e cidades de 152 países participaram nesta campanha, que contou com a adesão de centenas de milhões de cidadãos.

"From waste to wonderful", por Mel Duarte. Para mais ideias de reutilização visite o site We Upcycle.

Entre os artistas convidados pela Do the Green Thing figuram nomes como Patrick Cox, criador do logotipo das olimpíadas londrinas, Tom Uglow, director criativo do Google, Eddie Opara, sócio da empresa de design Pentagram, e Sophie Thomas, directora de design da RSA - Royal Society for the encouragement of Arts, Manufactures and Commerce.

"Plug out", por Andy Ward. Espreite também este vídeo.

O poster divulgado hoje é da autoria do ilustrador Andy Ward. Com o título de Tune out, apela a uma vida menos “eléctrica” e mais conectada: “Quis mostrar que, para lá dos benefícios imediatos de desligar da corrente e de consumir menos electricidade, ao desconectarmo-nos da tecnologia podemos ligar-nos ao mundo que nos rodeia de uma maneira mais natural. Reconecte-se com a natureza, deslumbre-se com a beleza dela e actue a longo termo e em conjunto para alcançar mudanças”, aconselha o ilustrador.

"Turn it off properly", por Joe Stephenson. Veja quanto pode poupar ao desligar os aparelhos eléctricos da corrente.

Os posters foram impressos em edições limitadas de 23 exemplares. Pode adquiri-los no site da Do the Green Thing, onde também encontra sete simples acções para uma vida mais ecológica, e mais amiga da sua carteira.

"No to mineral, yes to tap", por Andrew Rae. "Mais de 25% da água engarrafada provem de reservatórios municipais, tal como a água da torneira".

31
Out12

Fotografia e sustentabilidade

Arca de Darwin
O fotógrafo francês Luc Delahaye é o grande vencedor da 4.ª edição do Prémio Pictet, concurso que alia fotografia e sustentabilidade, desta vez dedicada ao tema “Poder”. “Foi um concurso muito renhido. No final foram a absoluta excelência artística, intensidade dramática e poder narrativo das fotografias de Luc Delahaye que brilharam mais alto”, justificou Sir David King, presidente do júri, ao revelar o vencedor, a 9 de Outubro.

Man Sleeping, Abril de 2008, Dubai. © Luc Delahaye, Prix Pictet Ltd

O prémio, no valor de 80.000 €, é atribuído pelo banco privado suiço Pictet & Cie. Os “concorrentes” são propostos por vários especialistas em fotografia (críticos, curadores, jornalistas e donos de galerias) e, posteriormente, seleccionados pelo júri do concurso.

Na 1.ª edição, Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU e presidente honorário do Prémio Pictet definiu assim o objectivo do galardão: “Espero que ajude a aprofundar o conhecimento sobre as mudanças que estão a ocorrer no nosso mundo, e despertem a opinião pública para a urgência de agir preventivamente”.Os temas das edições anteriores foram “Água”, “Terra” e “Crescimento”. As preocupações ambientais dominaram as escolhas do júri, mas este ano surgiram novos temas entre os 12 finalistas, como a guerra ou a política. “O Poder abarca a contradição e o paradoxo em igual medida. As mesmas forças que provocam desastre e desespero também podem originar esperança e renovação. Os avanços na tecnologia que permitem gerar energia renovável mostram que o poder do vento, do mar e do Sol pode-se converter em formas de energia sustentável”, lê-se no site do Prémio.Entre as séries de imagens mais ligadas ao ambiente e à natureza destacam-se os trabalhos de Daniel Beltrá (Espanha), Philippe Chancel (França), Rena Effendi (Azerbeijão) e Robert Adams (Estados Unidos).Daniel BeltráSérie: SpillFoto: Oil spill #17

de Maio de 2010, Golfo do México, Estados Unidos. © Daniel Beltrá, Prix Pictet Ltd

"Um navio atravessa uma mancha de petróleo à superfície da água. Uma camada substancial de sedimentos de crude estende-se por dezenas de milhas, em todas as direcções".

Philippe ChancelSérie: Fukushima: The Irresistible Power of Nature2012, Tohoko, Japão.

 Higashimaecho_GPS_39°16’23’’N 141°53’36’’E - 2011-06-1 4 _ 07 :59: 36 G.M.T.             © Philippe Chancel, Prix Pictet Ltd

Rena EffendiSérie: Still Life in the Zone

Dezembro de 2010, Chernobyl, Ucrânia. © Rena Effendi, Prix Pictet Ltd

"Máscaras de gás espalhadas no hall de uma escola na cidade abandonada de Prypiat. Por causa do acidente nuclear e consequente presença de radioactividade toda a população foi evacuada, e nunca mais voltou".

Robert AdamsSérie: Turning backFoto: Clatsop County, Oregon.

2011, Oregão, Estados Unidos. ©Robert Adams, Prix Pictet Ltd

A iniciativa do banco suiço conta ainda com o prémio Comissão, no valor de 30.000 €. A escolha recaiu sobre o fotógrafo britânico Simon Norfolk que, assim, documentará o projecto de desenvolvimento humano Medair, no Afeganistão, uma das iniciativas humanitárias apoiadas pelo Pictet & Cie. (Chris Jordan venceu esta categoria em 2011).O Prémio Pictet é um dos mais importantes no mundo da fotografia. Portugal marcou presença em 2010. Edgar Martins foi finalista com a série “Diminishing Present”, que retrata a tragédia dos fogos florestais que todos os anos devastam as florestas lusas, e uma das imagens do dinamarquês Edward Burtynsky (outro dos finalistas) foi captada numa pedreira em Pardais, Vila Viçosa.