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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

Arca de Darwin

01
Out20

O Panorâmico de Monsanto já reabriu

Arca de Darwin

O Festival Iminente (9 a 19 de Setembro) chegou ao fim, mas deixou algumas obras de arte no Miradouro Panorâmico de Monsanto. A mais imponente é o vitral do AkaCorleone (aka Pedro Campiche), localizado junto das icónicas escadarias. No exterior há uma instalação da Tamara Alves Until You And I Die And Die and Die Again

Aproveito para partilhar algumas obras mais antigas e outras perspectivas do local.

 

Equality, AkaCorleone

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Tamara Alves, Until You And I Die And Die and Die Again

 

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Gonçalo MAR, MARcelo (Rebelo de Sousa)

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Gonçalo MAR, Friends Don't Lie

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Tamara Alves

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02
Ago20

Arte urbana na Amadora

Arca de Darwin

aqui falei da arte urbana na Amadora e da iniciativa "Conversas na Rua" a propósito dos "retratos" de quatro gigantes da cultura portuguesa (Amália, Pessoa, Carlos Paredes e Zeca Afonso, que hoje faria 91 anos). Eis mais cinco murais criados durante a iniciativa:

TAMARA ALVES

(2019)

Rua Pio XII

"Inspirei-me numa Ofélia moderna de Shakespeare, não de uma forma efémera e trágica, mas perpétua, forte e apaixonada. É um tema denso mas poderoso, não é fácil assumir a nossa loucura e fragilidade mas faz-nos mais fortes. Os finais trágicos são os que mais nos ensinam", conta Tamara Alves na sua página no Instagram.

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PEDRO PEIXE

"Sonhar é Imaginar" (2017)

Rua Theys Willemse

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PEDRO PEIXE

"Ballerina" (2018)

Av. General Humberto Delgado

"É um bocado uma reflexão sobre a dança contemporânea. Não é o óbvio, não é uma bailarina a dançar. Ela repousa, descansa entre actos. É mostrar também o movimento, as luzes, as cores, a música", referiu Pedro Peixe à Lusa.

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EIME e SAMINA

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DANIEL EIME

"Carlota" (2018)

Av. do Brasil

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JOÃO SAMINA

"2700" (2019)

Av. do Brasil

O número que constitui o nome da obra, e que surge nela do lado esquerdo, remete para o código postal da zona. O retrato de uma mulher africana visa homenagear a diversidade cultural desta cidade.

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01
Jun19

Festival MURO 2019 — Arte Urbana no Lumiar

Arca de Darwin

A 3.ª edição do Festival MURO, organizado pela Galeria de Arte Urbana (GAU) assentou arraiais na freguesia do Lumiar entre 23 e 26 de Maio. Desta feita o tema foi a música, escolha que se deveu à toponímia da área e à aposta em intervenções multidisciplinares.

Assim, além da arte urbana que ocupou outros suportes para lá das empenas, o festival contou com workshops, conferências, animação de rua, concertos, teatro e visitas guiadas. No conjunto, as várias vertentes contribuem para diversificar a oferta cultural de certas zonas da capital ― agora o Lumiar, antes o Bairro Padre Cruz (2016) e Marvila (2017) — e para valorizar e revitalizar o espaço público.

O festival já acabou, mas há muito para ver. E entre as novas peças de arte urbana encontram-se algumas mais antigas, como a altíssima empena de Francisco Vidal, pintada no âmbito da Lisbon Week 2017 (iniciativa que, no Lumiar, também incluiu esta obra).

Outras precisaram de muito mais do que 3 dias. O destaque vai para o talude megalómano de RAF (Rui Ferreira), e que foi inspirado em Gaudí e Zaha Adid. A obra de RAF, a convite da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa, quebrou a fronteira que existia entre dois bairros.

https://youtu.be/mZcTow_cFZE

Voltando ao início da visita guiada, a primeira peça pertence ao italiano Fulviet (Fulvio Capurso), arquitecto, ilustrador, pintor, investigador e professor de desenho. Fica numa espécie de tapume, junto à entrada do Metro e colado ao Centro Universitário Padre António Vieira, espaço que o artista visitou e onde se inspirou no trompete que ouviu ser tocado e nos pássaros que cantavam.

Do outro lado da rua surge a primeira de 24 caixas de electricidade pintadas pelo venezuelano Flix.

Mais à frente, Regg (Tiago Salgado) reinterpreta "Mãos em Oração", gravura do século XVI, de Albrecht Durer.

Chegados à rotunda, no final desta Estrada da Torre, há muito para ver. O fado chega pelas mãos de Catarina Glam com "A Fadista", onde se lê "De quem eu gosto, nem às paredes confesso", e que também teve uma versão esculpida em madeira (que não cheguei a ver). O português El Tvfer One traz-nos a natureza e as memórias de ouvir fado na casa da avó. Costah homenageia a cantora Dina com uma obra onde se lê "Há sempre música no ar".

Na próxima rotunda encontramos as cores fortes e os traços simples da brasileira Muzai nas paredes de uma escola.

Ainda em ambiente escolar, o colectivo italiano NSN997 (Nuovo Stile Napoletano) promove o seu "Padrão Positivo" e a prática de boas maneiras. Ao lado, um mural pintado por crianças alerta para a necessidade de proteger o planeta.

O projecto "Feli-Cidade", de Carolina Caldeira, começou dias antes, quando quem quisesse podia passar pelo Largo das 6 Marias e responder à pergunta "O que te faz feliz?". A resposta escrita era colocada numa caixa de correio e, mais tarde, transformada em póster e afixada na parede.

Ao virar da esquina, na R. Maria do Carmo Torres (fadista), mais um projecto original, desta feita a cargo do colectivo de fotógrafos Agência Calipo, que espalhou pela área retratos do bairro e dos seus moradores.

Como se descessem dos céus, as fantásticas andorinhas de Pantónio envolvem quem passa num remoinho formado pelas empenas de quatro edifícios.

Ali ao lado, junto à Escola de Boxe, encontrámos o simpático San Spiga, que veio da Argentina e que trouxe consigo alguns cartazes...

Oze Arv e Tamara Alves também estiveram presente.

O português Third, acompanhado pelas instalações acústicas de Tó Trips, conta-nos em vários painéis a história de Maria Alice, que nasceu Glória Mendes em 1904 em Paião, e que aos 14 anos veio para Lisboa. Esta fadista tornou-se a primeira "Menina da Rádio", e também cantou em África e no Brasil. Morreu com 92 anos, no Lumiar, onde tem uma rua com o seu nome no Bairro da Cruz.

Junto às cores tropicais do português mynameisnotSEM encontramos o preto-e-branco da ilusão escultórica do italiano Peeta (o local de onde fotografei é a posição ideal para observar esta obra).

E terminamos como começámos: a homenagem de João Samina a Carlos Paredes.

26
Mai19

Dias do Desassossego

Arca de Darwin

Ainda faltam alguns meses para a iniciativa Dias do Desassossego que, organizada pela Casa Fernando Pessoa e pela Fundação José Saramago, decorre entre 16 e 30 de Novembro (respectivamente, dia de nascimento de Saramago e dia da morte de Pessoa). Naturalmente a programação tem a leitura e os efeitos desta como ponto forte. Hoje passei por duas peças de arte urbana que ficaram de edições anteriores e que surgiram em colaboração com a GAU (Galeria de Arte Urbana).

A primeira, de Tamara Alves, é de 2017, fica junto ao Mercado da Ribeira, e está já um pouco vandalizada. Não obstante, continua a ser uma das peças mais bonitas da cidade (espreite a peça quando estava "nova", aqui).

A inspiração veio das palavras de Saramago: «Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu fizeram-no de carne, e sangra todo o dia» (em A Segunda Vida de Francisco de Assis).

Um ano antes, em 2016, André da Loba pintava uma empena na R. de São Bento. No site da GAU encontramos a descrição que o próprio autor fez da peça: «O Desassossego é, em Pessoa, a deslocação do Eu, o frenesim da mente. Em Saramago é antes a deslocação do Tu, a provocação moral e política. Nesta parede representa-se uma tempestade emocional, em que os dois agentes podem ser a mesma pessoa, ao espelho, ou o Outro, em interacção. Está prestes a chover...»

23
Fev19

"A Lata Delas" ― arte urbana no feminino em Entrecampos

Arca de Darwin

Este mês Lisboa ganhou um novo conjunto de peças de arte urbana. O projeto "A Lata Delas" conta com quatro artistas com estilos muito diferentes: Tamara Alves, Patrícia Mariano, Margarida Fleming e Maria Imaginário. Localizada no acesso pedonal à estação de comboios de Entrecampos, a iniciativa resultou de uma parceria entre a Galeria de Arte Urbana da Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.

31
Mar15

Quinta do Mocho: as pinturas

Arca de Darwin

No seguimento do post anterior, eis as outras pinturas que decoram a Quinta do Mocho, em Loures, e que fazem parte do projecto "O Bairro i o Mundo".quinta do mocho o bairro i o mundo 1

Adres

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Smile e Projecto Matilha

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Tosco

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Miguel Brum

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Sem/Bean/Black/Smile

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Odeith

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Ram

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Tamara Alves

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Utopia

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Manoel Jack

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Raf

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Pantónio

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Slap

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 Colectivo Rua/Draw

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Nomen/Utopia/Vespa

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Mar

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Nomen

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Bordalo II

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Glam

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Miguel Brum

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Vespa

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09
Mar15

Mais Natureza nos pilares da Ponte 25 de Abril

Arca de Darwin

Os pilares das duas pontes de Lisboa "albergam" insectos, na Vasco da Gama, e cetáceos e limícolas, na 25 de Abril. Agora os desta última também dão guarida à fauna da serra da Arrábida, em mais um projecto da Galeria de Arte Urbana (GAU).

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José Carvalho, Regg e Tamara Alves são três dos artistas que dão vida aos pilares. Ainda que, no seu todo, o resultado não seja o mais harmonioso, vale bem a pena apreciar as peças de arte urbana individualmente.

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10
Dez13

A paixão carnal, segundo Tamara Alves

Arca de Darwin
Não se fica indiferente perante a intensidade dos quadros de Tamara Alves, em exposição na galeria Chiado Underscore, junto à Praça Luís de Camões, em Lisboa.

“Find what you love and let it kill you”, de Tamara Alves, galeria Chiado Underscore, R. das Flores, n.º100

Bela e inquietante, a colecção “Find what you love and let it kill you” funde figuras animais e humanas, à semelhança de outros trabalhos da artista. O resultado é violento, cru e arrebatador, tal como a obra de Charles Bukwoski, autor da frase que baptiza a mostra.

“Algo instintivo e espontâneo torna-se uma força que excede os limites, o êxtase e o horror experimentado, uma animalidade presente no ser humano que busca quebrar essas leis e restrições”, lê-se na apresentação da exposição.

 Se visitar “Find what you love and let it kill you” encontrará peças novas que substituíram obras entretanto vendidas. Os preços variam entre 350€ (quadros de 60x50 cm) e 1.250€ (200x140 cm).