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Arca de Darwin

"Look deep into nature, and then you will understand everything better", Albert Einstein

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Arca de Darwin

07
Jan13

Kokaburra: o maior guarda-rios

Arca de Darwin
Duas curiosidades a propósito do post sobre o guarda-rios. A primeira é que “guarda-rios” foi uma profissão, entre o século XVIII e o século XX. Como o nome indica, visava a guarda e protecção dos cursos de água. “Tocava-lhes a tudo: desde a fiscalização da extracção clandestina das areias dos rios (que fez por aí a fortuna da alguns...), a questão da pesca clandestina, cortes de árvores, situações de despejos/poluição, etc., o que lhes trazia muitos dissabores, pois muitas vezes ou topavam com pessoas conhecidas, outras com tipos agressivos, enfim, um rol de problemas que estes homens tinham de resolver como podiam e que tinham que apresentar resultados aos seus chefes”, lê-se aqui.

A segunda é que há várias espécies de guarda-rios, pertencentes a 17 géneros agrupados na família Alcedinidae. De todas elas a maior é a kokaburra (Dacelo novaeguineae), com cerca de 40 centímetros de comprimento, originária da Austrália e da Nova Guiné. O maior porte permite-lhe caçar pequenos mamíferos e aves juvenis, além dos insectos, peixes e anfíbios que também entram na dieta do nosso guarda-rios. A kokaburra é uma das atracções da actividade de sensibilização ambiental “Bosque Encantado – aves em voo livre”, que acontece todos os dias no Jardim Zoológico de Lisboa. Os animadores convidam um dos espectadores a participar, segurando, de braço estendido, num pequeno peixe. A kokaburra demonstra a sua perícia rapinando o alimento da mão em pleno voo.

03
Jan13

“O outro tigre”

Arca de Darwin
“(...) Bem sei, mas qualquer coisaMe impõe esta aventura indefinida, Insensata e antiga, e persevero Em buscar pelo tempo desta tarde O outro tigre, o que não está no verso.”Jorge Luis Borges* in “O fazedor” (“El hacedor”, 1960) “(...) Bien lo sé, pero algo, Me impone esta aventura indefinida, Insensata y antigua, y persevero En buscar por el tiempo de la tarde El otro tigre, el que no está en el verso”.

*(1899-1986) escritor, poeta e ensaísta argentino

26
Dez12

Os insectos também gostam de mimos

Arca de Darwin
A propósito da imagem do post anterior, convém lembrar que o grooming (cujo termo português que mais se aproxima é “catação”) não é exclusivo dos primatas. “Os operários da maioria dos insectos sociais cata os seus companheiros de ninho. Isto é feito lambendo, embora ocasionalmente também retirem, com as mandíbulas, matéria proveniente do exterior”, lê-se em Perspectives on Animal Behaviour (J. Goodenough, B. McGuire e R. Wallace, 1993).

“Provavelmente o grooming surgiu como um mecanismo de higiene, pelo menos nos vertebrados. Contudo, o alogrooming (catar outro indivíduo) tornou-se importante como forma de sinalizar conciliação e de vinculação. Embora ainda seja essencial para o cuidado da pele, estas funções sociais são frequentemente mais importantes do que a higiene”, explicam os autores do livro.

O grrooming também ocorre em algumas espécies de aves e de roedores.